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George Clinton - Computer Games [Vinyl LP]


Seguindo a dissolução de seu império do Parliament Funkadelic, que ruiu entre 1980-81 depois de um revés criativo e comercial, George Clinton reemergiu em 1982 na Capitol Records como artista solo. "Computer Games", sua estréia solo, é na verdade solo só no papel, uma vez que, o album apresenta no grosso vários músicos do P-Funk com os quais Clinton colaborou nos anos anteriores, mais notavelmente Bootsy Collins, Gary Shider, Fred Wesley e Walter "Junie" Morrison. Como sempre, Clinton fica em evidência o tempo todo em "Computer Games", e suas performances vocais são malucas e charmosas como sempre, especialmente nos dois singles de sucesso, "Atomic Dog" e "Loopzilla". De um ponto de vista musical, há uma pesada ênfase aqui em sintetizadores e baterias eltrônicas, consideravelmente maior do que em qualquer trabalho anterior do P-Funk. Parcialmente por causa da época, por ser começo dos 80, e também pelo menor leque de músicos à disposição na época. Seja qual for a razão, "Computer Games" marca uma guinada do passado de Clinton de várias maneiras, e mesmo que tenha sido um renascimento de sucesso, com "Atomic Dog" encabeçando as paradas de R&B e eventualmente tornando-se imortalizada por artistas de hip-hop pós-modernos, em um golpe do destino este esforço solo também marca o zênite de sua carreia solo, ao passo que ele vai progressivamente tropeçando criativamente nos anos subsequentes.
Supah funky!!!


Para conseguir mais liberdade musical, Charles assinou com a ABC Paramount e conseguiu tirar vantagem de seu contrato de "cláusula de liberdade artística" com esta coleção de velhos clássicos country repaginados. Cobrindo um período de 1939 até o começo dos anos 60, as 12 faixas aqui tocam um tempo antigo ("It Makes No Difference To Me Now" de Floy Tillman), honky tonk (três canções de Hank Williams), e os primeiros countrypolitanos ("I Can´t Stop Loving You" de Don Gibson). Além de uma subida ao Top Ten com "You Don´t Know Me" de Eddy Arnold, o cover de Don Gibson foi o que realmente manteve Ray no topo das paradas por quase três mese e lhe trouxe fama internacional. Um album com performances únicas e imortais.
Old but still unique.




Booker T. & The M.G.´s - Soul Dressing


Montado na maior parte com (não tão bem sucedidos nas paradas) singles de 1963-65, isso aqui é coisa sólida, mas um degrau abaixo das melhores coleções deles. As melhores faixas ("Soul Dressing", "Tic-Tac-Toe", "Can´t Be Still") são geralmente incluídas nas coletâneas best-of da vida, mas "Plum Nellie", apresentando alguns solos ferozes e contundentes de Cropper e Jones, é uma música subestimada.
Great trip back to a more soulful time.



Wilson Pickett - Wilson Pickett´s Greatest Hits


Wilson Pickett foi um dos mais consistentemente fortes artistas da grande era do soul da década de 60, mas como os outros de R&B da época ele foi grande em seus singles, não em seus albuns, e apesar dele ter lançado alguns albuns legais na época, uma compilação ainda é o melhor lugar para começar a escutar tratando-se deste tremendo artista. Originalmente lançado em 1973 como um LP duplo, "Wilson Pickett´s Greatest Hits" sofreu um upgrade para CD em meados de 80, e apesar de ter sido superado pelo mais eficiente "The Very Best of Wilson Pickett" e mais ainda através de "A Man and a Half: The Best of Wilson Pickett", este album ainda contém 24 performances estelares dos tempos de glória de Wilson (incluindo três gravações de seu grupo anterior The Falcons). Poucas escolhas ficaram realmente fracas, apesar de não completamente ruins, as versões de "Sugar, Sugar" e "You Keep Hangin´ Me On" poderiam muito bem ter sido deixadas para serem esquecidas na história. Entretanto não há do que reclamar de um album que contém "Mustang Sally", "Land of 1000 Dances", "In the Midnight Hour", "Funky Broadway" e "634-5789 (Soulsville U.S.A.).
Não é a melhor compilação de Wilson Pickett, mas ainda muito boa, especialmente para os colecionadores que conseguirem achar o disco em alguma promoção em mercados ou lojas.
Blast from the past.

Sam & Dave - Double Dynamite

Album de 1966 desses legendários que criaram alguns dos maiores sucessos da era do soul, misturando R&B com tonalidades da música gospel sulista americana. Durante seus anos de glória foram acompanhados por alguns dos maiores nomes da cena de Memphis da época, incluindo Booker T. Jones (orgão), Donald "Duck" Dunn (baixo) e Steve Cropper (guitarra). Sam & Dave foram apelidados de "Double Dynamite" por suas explosivas e energéticas apresentações ao vivo. E é disso que se trata este disco.
"Double Dynamite" vem na sequência de "Hold On, Im Comin´", e continua na mesma linha do melhor do soul proveninente de Memphis. Acompanhados pelos MG´s, este album mostra o quão sujos e crus, e ao mesmo tempo delicados e suaves Sam & Dave conseguiam ser. Vários hits estão incluídos aqui.
Great tunes.

Otis Redding - Otis Blue: Otis Redding Sings Soul


Disco originalmente lançado em setembro de 1965, em que todas as 11 faixas foram gravadas em 24 horas, em duas sessões relâmpago no estúdio Stax em Memphis, no dia 9 de julho e manhã do dia 10. E para ficar ainda mais impressionante, a razão do pequeno intervalo nas gravações foi porque a banda, incluindo Booker T. e os MG´s e os Memphis Horns tiveram que fazer apresentações durante a noite. A pressa é evidente, como em seu tratamento a la dixie caloroso para "Satisfacion" em que ele canta "satis fashion". E ele continua nas batidas e viradas off the beat da bateria da música de Sam Cooke, "Shake", com grunhidos e pequenos latidos vocais. Também em "A Change Is Gonna Come", Otis toma liberdades da igreja sulista em refinados êxtases vocais. Redding tinha somente duas músicas próprias prontas para este album, o profundo blues "Ole Man Trouble" (com sua boa linha de baixo), e a masculina e orgulhosa "Respect". Uma terceira canção também de Redding feita em parceria com Jerry Butler, "I´ve Been Loving You Too Long", também aparece no album, mas já tinha sido lançada anteriormente em um single e era o maior sucesso de sua carreira até então. Em meio a sucessos R&B como "My Girl" dos Temptations, as invenções melódias e investimento emocional de Redding em suas performances marca o fim de era em que ele apenas meramente cantava soul. Como prova há "I´ve Been Loving You Too Long", que foi gravada com um tempo mais lento e mostra toda a nova genialidade vocal de Redding.
One of the all-time classics.