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Stevie Wonder - The Woman in Red [Soundtrack]


A carreira de Stevie Wonder nos anos 80 foi uma fonte de frustração para os fãs que ele ganhou nos anos 60 e 70. Em 1982, houveram algumas poucas novas canções em um album de greatest-hits e um dueto com Paul McCartney. Então veio esta trilha sonora para uma comédia de Gene Wilder que simultaneamente foi mais um album vocal pop do que a maioria das trilhas sonoras e ainda assim menos que um album de Wonder propriamente dito. A Globo de Ouro sucesso número um nas paradas foi a melosa "I Just Called to Say I love You", uma jogada de marketing das boas. "Love Light in Flight" também emplacou, e o album também teve Dionne Warwick em dois duetos e uma solo. Foi até um disco bacana, mas, após quatro anos, os fãs de Wonder queriam mais que isso.
Not exacly Wonder-ful.

Marvin Gaye - Midnight Love


Ele foi concebido como um album sobre salvação espiritual e sexual entitulado "Sexual Healing", com o mesmo nome da música que eventualmente tornou-se o maior sucesso da carreira de três décadas de duração de Marvin Gaye. Mas a nova gravadora do cantor, Columbia, não estava empolgada com o título, e por final nem mesmo Gaye, que estava preocupado que tal provocativo título estragasse o que ele esperava ser sua volta triunfal.
Gaye desistiu da idéia mas manteve a música "Sexual Healing", que ele corretamente acreditou desde o início ser um sucesso (alcançou a terceira posição na parada pop da Billboard). "They'll be jamming all over the world to this," ele disse ao seu biógrafo David Ritz, que colaborou com ele na letra da música.
Mesmo que "Midnight Love" não tenha sida a obra prima de Marvin Gaye (essa honra vai para o essencial album "What´s Going On") é um inspirado e maduro trabalho de um dos maiores cantores de soul, e cartamente é um dos melhores albuns de soul dos anos 80. Carregado de grooves dançantes, sofisticado trabalho de guitarras, ritmos exóticos e vocais sedutores, "Midnight Love" realmente provou ser a volta de Marvin Gaye. Infelizmente, foi também o último album que ele fez antes de ter sido morto a tiros pelo seu pai em abril de 1984.
"Marvin esteve vivendo na Europa, e ele foi influenciado por ambos reggae e trabalhos de sintetizadores de grupos como Kraftwerk", lembrou Larkin Arnold, um ex vice presidente da CBS Records que foi produtor executivo de "Midnight Love". "Ele pegou o ritmo do reggae, a nova tecnologia e o soul americano e veio com algo novo e único".
Mesmo que "Midnight Love" tenha um sentido urbano e até um pouco plastificado, o album na verdade foi concebido e criado enquanto Gaye esteve vivendo em Ostend, uma pacata cidade costeira na Bélgica, onde ele foi se esconder para escapar dos excessos de Hollywood e Londres. No começo ele trabalhou com seu cunhado o multi instrumentista Gordon Banks, no Studio Katy, em Ohaine, uma pequena cidade não distante de Brussels. Mais tarde o veterano produtor da Motown Harvey Furqua (que descobriu Gaye e colocou-o em seu histórico grupo de doo-wop os Moonglows em 1958) foi levado até lá para manter as coisas no lugar.
Gaye trabalhou esporadicamente no album por um período de nove meses. "Ele era teimoso", disse Arnold. "He enjoyed the role of the tortured and spurned artist. He would pout and go off. Two or three times he stopped working on the album. It was nerve-racking". Também disse ele. O custo financeiro da Columbia para colocar Gaye no estúdio e mantê-lo lá foi alto. Mais de $1.5 milhões para comprar seu contrato da Motown, uma entrada de $600,000 para o cantor e mais de $1.5 milhões de custo de gravação, de acordo com Curtis Shaw, o advogado de Gaye na época. Mas Arnold, que foi o mentor do negócio, coloca o custo da gravação de "Midnight Love" perto de $2 milhões.
Seja qual tenha sido o preço, o album foi um sucesso, vendendo 2.7 milhões de cópias no mundo todo, mais de 2 milhões delas nos Estados Unidos. Gaye viu seu album, que sucedeu dois albuns fracassados pela Motown, como um empreendimento comercial para ganhar de volta uma massa de audiência perdida. Em uma tipicamente franca entrevista, ele até descartou um par de músicas do album como "artificiais".
Deixando as pirações de Gaye sobre o fim do mundo da lado, ele acabou acertando em cheio com seu pré planejado intento aqui.
Este album aqui resenhado é uma reedição da Altaya, um selo espanhol, com uma capa alternativa.
The voice of a tortured and triumphant soul.

Earth Wind & Fire - Greatest Hits


Pode parecer uma parada meio gay,mas eu sou fanzaço desses caras.Com todos seus gritinhos agudos e meio histéricos o E.W.F se tornou uma das maiores lendas do soul de todos os tempos.Formada originalmente em 1969 em Memphis nos EUA,por Maurice White e uns colegas com o nome inicial de Salty Peppers,a banda mudou de nome por conta do esoterismo de White,cujo nome da banda tem algo a ver com seu signo!
Mas o sucesso mesmo só veio nos anos '70 quando ganharam um grammy por uma trilha sonora qualquer ai que nem me dou ao trabalho de saber qual é,com sucessos da época como "Shining Star","That's The Way Of The World","Africano" e "Reasons"(por acaso era um Grammy de melhor álbum Funk).
Mas o melhor (e põe melhor nisso) estava a caminho.Em 1979 era lançada "boogie Wonderland",do álbum "I Am",o hino do E.W&F,música que estourou nos 4 cantos do mundo.Em seguida,em 1980,outro megahit," Let's Groove" o álbum "i Rise".
Este "Greatest Hits" contem tudo isso,além da ótima "September".Tudo isso e muitas outras músicas bem dançantes que lembram aquela sua tia bebada dançando na salade estar quando você era moleque (wait..what?).

Mediaifre

Wilson Pickett - Wilson Pickett´s Greatest Hits


Wilson Pickett foi um dos mais consistentemente fortes artistas da grande era do soul da década de 60, mas como os outros de R&B da época ele foi grande em seus singles, não em seus albuns, e apesar dele ter lançado alguns albuns legais na época, uma compilação ainda é o melhor lugar para começar a escutar tratando-se deste tremendo artista. Originalmente lançado em 1973 como um LP duplo, "Wilson Pickett´s Greatest Hits" sofreu um upgrade para CD em meados de 80, e apesar de ter sido superado pelo mais eficiente "The Very Best of Wilson Pickett" e mais ainda através de "A Man and a Half: The Best of Wilson Pickett", este album ainda contém 24 performances estelares dos tempos de glória de Wilson (incluindo três gravações de seu grupo anterior The Falcons). Poucas escolhas ficaram realmente fracas, apesar de não completamente ruins, as versões de "Sugar, Sugar" e "You Keep Hangin´ Me On" poderiam muito bem ter sido deixadas para serem esquecidas na história. Entretanto não há do que reclamar de um album que contém "Mustang Sally", "Land of 1000 Dances", "In the Midnight Hour", "Funky Broadway" e "634-5789 (Soulsville U.S.A.).
Não é a melhor compilação de Wilson Pickett, mas ainda muito boa, especialmente para os colecionadores que conseguirem achar o disco em alguma promoção em mercados ou lojas.
Blast from the past.

Sam & Dave - Double Dynamite

Album de 1966 desses legendários que criaram alguns dos maiores sucessos da era do soul, misturando R&B com tonalidades da música gospel sulista americana. Durante seus anos de glória foram acompanhados por alguns dos maiores nomes da cena de Memphis da época, incluindo Booker T. Jones (orgão), Donald "Duck" Dunn (baixo) e Steve Cropper (guitarra). Sam & Dave foram apelidados de "Double Dynamite" por suas explosivas e energéticas apresentações ao vivo. E é disso que se trata este disco.
"Double Dynamite" vem na sequência de "Hold On, Im Comin´", e continua na mesma linha do melhor do soul proveninente de Memphis. Acompanhados pelos MG´s, este album mostra o quão sujos e crus, e ao mesmo tempo delicados e suaves Sam & Dave conseguiam ser. Vários hits estão incluídos aqui.
Great tunes.

Otis Redding - Otis Blue: Otis Redding Sings Soul


Disco originalmente lançado em setembro de 1965, em que todas as 11 faixas foram gravadas em 24 horas, em duas sessões relâmpago no estúdio Stax em Memphis, no dia 9 de julho e manhã do dia 10. E para ficar ainda mais impressionante, a razão do pequeno intervalo nas gravações foi porque a banda, incluindo Booker T. e os MG´s e os Memphis Horns tiveram que fazer apresentações durante a noite. A pressa é evidente, como em seu tratamento a la dixie caloroso para "Satisfacion" em que ele canta "satis fashion". E ele continua nas batidas e viradas off the beat da bateria da música de Sam Cooke, "Shake", com grunhidos e pequenos latidos vocais. Também em "A Change Is Gonna Come", Otis toma liberdades da igreja sulista em refinados êxtases vocais. Redding tinha somente duas músicas próprias prontas para este album, o profundo blues "Ole Man Trouble" (com sua boa linha de baixo), e a masculina e orgulhosa "Respect". Uma terceira canção também de Redding feita em parceria com Jerry Butler, "I´ve Been Loving You Too Long", também aparece no album, mas já tinha sido lançada anteriormente em um single e era o maior sucesso de sua carreira até então. Em meio a sucessos R&B como "My Girl" dos Temptations, as invenções melódias e investimento emocional de Redding em suas performances marca o fim de era em que ele apenas meramente cantava soul. Como prova há "I´ve Been Loving You Too Long", que foi gravada com um tempo mais lento e mostra toda a nova genialidade vocal de Redding.
One of the all-time classics.

James Brown - Sex Machine: The Very Best of James Brown


Grande coletânea de uma das figuras mais influentes da música popular. São 20 músicas do avô do funk, abrangendo um longo espaço de tempo. Os maiores hits de sua carreira estão aqui.
Soul and funk to the bone.