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B.B. King - Live at the Regal [Original Master Recording]

B.B. King não é somente um legendário cantor e guitarrista, ele é também um entertainer nato, e em "Live at the Regal" o ouvinte é levado a uma exibição desses três talentos. Com hits de metais espalhados e shuffles rolantes, B.B. King trata uma entusiasmada audiência (às vezes até demais) com uma coleção de grandes sucessos. A banda de acompanhamento é afiada como navalhada, acompanhando as sacadas de King de forma telepática. A voz de B.B. King aqui está em uma forma rara, variando entre seu falsetto e seu alcance regular, atingindo o microfone com ênfase e também com doçura em momentos mais intimistas. Isso fica mais evidente em "How Blue Can You Get" no seu clímax ou "Worry, Worry" onde pode-se notar Chicago ao ponto de explodir. Obviamente, a guitarra de mestre King está por toda a gravação, e a execução aqui é uma das melhores de sua longa carreira. Mostrando uma sensibilidade jazzística, algumas linhas soam bastante sofisticadas até para os dias de hoje.
Mais do que qualquer coisa, "Live at the Regal" é uma aula de como se deve fazer um show ao vivo. Falando com a platéia, acertando os tons com uma vinheta, King é um entertainer consumado. "Live at the Regal" é uma aquisição absolutamente necessária para fãs de B.B. King ou de blues em geral. Alguns artistas, incluindo Eric Clapton e John Mayer, admitiram ouvirem este album no aquecimento de seus shows como inspiração.
Classic live album.

T-Bone Walker - T-Bone Blues

Album indispensável deste guitar hero que é um dos maiores de todos os tempos. O som é excelente para gravações de meados dos anos 50 e limpas como cristal, na regravação de "Call It Stormy Day" por exemplo é possível imaginar T-Bone tocando onde você estiver. A gravadora Atlantic arriscou mandar T-Bone para Chicago em 1955 para encontrar-se com Junior Wells e Jimmy Rogers, o resultado foi "Why Not" e "Papa Ain't Salty", duas pérolas. Após essa boa surpresa como resultado a gravadora mandou T-Bone para L.A. em 1956-57 para mais encontros com outros artistas, o resultado foi a furiosa instrumental "Two Bones and a Pick", em que T-Bone duela com seu sobrinho R.S. Rankin e o jazzista Barney Kessel.
É um daqueles albums que fazem a gente pensar onde foi parar a música negra atualmente, onde 50cents da vida cospem porcaria e envergonham até mesmo o espectador.
Top-notch T-rrific.