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Oingo Boingo - Dead Man´s Party


Retornando em 1985 após um hiato de dois anos sem gravar (durante o qual o líder da banda Danny Elfman gravou um album solo), o Oingo Boingo abandonou os excessos de humor babaca e produções bizonhas que levaram a crítica toda a descartar os quatro primeiros albuns. O som continuou ainda meio forçado para impressionar, mas os metais ficaram sofisticados juntamente com as letras de Elfman que amadureceram bastante. "Stay" foi trilha sonora de novela no Brazil, por isso sua grande popularidade no país. Além dela temos "Weird Science" que foi trilha do filme de mesmo nome e depois série de televisão. De qualquer forma este album fica como um definitivo para coleções. Recomendável.
Great 80´s classic.

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Sting - ...Nothing Like the Sun

Se "Dream of the Blue Turtles" fosse uma paixão pretenciosa e sem vergonha, ele fica até um pouco melhor na aparência antes do segundo de Sting, "Nothing Like the Sun", um dos mais tenazes albuns de pop jamais gravados. Este é um album onde a única faixa com tempo mais acelerado, a única insignificante "We´ll Be Together" é um funk branquelo toda cheia de celebração, foi adicionada por insistência da gravadora porque eles acreditavam que não havia nenhuma faixa no album que poderia servir como single, uma que poderia arrebentar e cair nas graças do rádio. E eles estavam certos, desde que todo o resto aqui é muito mensurado, calmo, e deliberadamente sutil para ser imediato (incluindo a sobra colocada intencionalmente "Rock Steady"). Então, por que é um album melhor que seu predecessor? Porque Sting parece não estar forçando a barra. Flui naturalmente, mais porque não tenta ser um disco de jazz-rock (graças à presença de uma nova seção rítmica composta por Sting e o baterista Manu Katche) e porque as melodias são insinuantes, lentamente abrindo caminho para dentro da memória, enquanto todo o album toca ao fundo. Funciona tanto como música de fundo quanto uma audição mais séria. As letras de Sting ainda podem ser cinzas do passado aqui. A pomposamente chocante "History Will Teach Us Nothing" é um claro exemplo, lembra muito "Hey Mr. Pinochet". Seu liricismo brilha realmente em "The Lazarus Heart", "Be Still My Beating Heart", "The Dance Alone" e "Fragile", um quarteto de suas melhores cordas.
Ainda temos o assassinato de "Little Wing" que é melhor nem dizer mais nada.
Fica aí para quem queira continuar achando um dos maiores da história mesmo, ou para quem queira nos anos 2000 discordar. Como dito antes, é um disco que cresce com o tempo dentro do ouvinte.
For fragiles.

Ministry - With Sympathy


Ao invés do metal industrial quebra-ossos dos últimos anos, "With Sympathy" é pseudo-gótico new wave synthpop que soa nem um pouco metal mas sim como um irmão caçula de Human League. Pode ser bom, para quem identifica-se bastante com a personagem Allison Reynolds do filme "The Breakfest Club".
Os metais eletrônicos de "Here We Go" são um sonho de buzina para qualquer motorista de Kombi vendedor de sonhos ou biscoitos. "Work for Love" parece que lembra um pouco "Walk This Way", mas não tem aquelas letras malvadas de rap.
Al Jourgensen realmente é uma figura imbecil, hoje em dia ele diz ter vergonha deste album. Mas até sotaque britânico ele falsificou cantando aqui. O cara imigrou de Cuba, descobriu a heroína e a cocaína e resolveu depois fazer da família Bush seus inimiguinhos preferidos. Por essa e por outras que fica obrigatório escrever aqui que este é seu melhor album.
Never betray your nation.

Big Country - The Seer


Terceiro album propriamente dito do quarteto escocês que começa de cara com "Look Away", um conto marginal com um trabalho de guitarra bem legal de Bruce Watson e do cantor Stuart Adamson. A marca registrada da banda eram essas guitarras simulando gaita de fole, o que dava um ar folk local ao som. As melodias deste album levam o ouvinte exatamente para os lagos e montanhas da Escócia, com letras cheias de aventura e romance em um ambiente quase inocente. A banda esbanja aqui um talento perdido no tempo que não vemos mais nas bandas atuais, e comprova o fato de Big Country ser uma das bandas mais injustiçadas de todos os tempos, no rock, no pop ou seja no que for.
Besteira de quem diz que a banda estava ficando fraca em "The Seer". Um album que o pop/rock atual não é capaz de fazer. Além da faixa de abertura, temos a faixa título, "The Teacher", "I Walk the Hill", e algumas outras boas canções.
Este CD é um relançamento remasterizado de 1996 com algumas faixas bonus. Album para fãs da banda. Para os que ficam falando besteira sobre este disco, é recomendável comprar CD da Lady Gaga e chafurdar na lama da enganação.
Beautiful album from an underrated band.

Pretenders - Pretenders

Garotas fortes, garotas fortes. De repente o mundo estava inundado de garotas fortes. E Chrissie Hynde é uma das boas. Talvez nem todas as suas canções sejam singles campeões, mas ela tinha mais a oferecer emocionalmente e musicalmente (e sexualmente) do que a maioria da competição, a não ser que Patti Smith conte. Ela parece que toca para si mesma aqui mas também para os outros. Quando alterna entre força e ternura não parece que esteja fingindo ou exagerando, entretanto poderia estar. E ela converge essas mudanças com sua voz assim como com suas letras bem sacadas, com pitadas de gírias. O mesmo se aplica para as guitarras de James Honeyman Scott.
Not that consistent but a classic.

The B-52's - The B-52's

Album selft-titled da banda americana de Athens, Georgia de new wave B-52's. Letras e humor kitsch, e refrões pegajosos fizeram a base de fãs da banda com este album de grande sucesso. O design da capa foi de Tony Wright recebendo o nome de "Sue Ab Surd". Mesmo artista que fez capas para Bob Marley, Ramones, Black Uhuru e muitos outros.
O sucesso do album alcançou #59 na Billboard 200 e "Rock Lobster" alcançou #56 na Hot 100. Em 2003 a rede de TV VH1 nomeou o album como #99 de todos os tempos. Pouco antes de sua morte, John Lennon disse ter curtido o disco. E assim vai a lista de méritos deste self-titled.
O disco foi gravado em 1979 em Nassau, Bahamas. Definitivamente chacoalhou o status quo do rock do final dessa década tornando-se um clássico. Muitos roqueiros mais conservadores do final dos anos 70 tentaram com todas as forças ignorar os Sex Pistols e Clash, clamando que o tumulto punk era apenas moda passageira, enquanto que os já os fãs de pura diversão se entregaram aos refrões e batidas deste self-titled. Entraram para a "new wave" balançando ao som do "Rock da Lagosta". Kitsch e brilhante.
A banda ficou conhecida pelo seu colorido visual anos 50 e vocais únicos, misturando harmonias melódicas agudas dos vocais de Cindy Wilson e Kate Pierson com o sprechgesang de Fred Schneider. A banda foi formada no início de 1977, e com o lançamento desde album foi ganhando o underground com um new wave/surf pop cativante. E deste album saiu "Rock Lobster" que emplacou no Rock and Roll Hall of Fame como uma das 500 músicas que formaram o estilo. Posteriormente a banda consagrou outros mega-sucessos em diferentes discos, como "Own Private Idaho" e "Love Shack". A banda continua na ativa, decrépitos ou não, com disco novo.
Muita gente da época odeia a banda, e não é de se condenar, pois algumas músicas tocavam exaustivamente, em festinhas, rádio, qualquer lugar. Tecnicamente, bem, a banda não é la grandes. Mas este album em particular é honesto, sem mega produção, sem músicos adicionais, somente aquele pop básico sem máscara. Para quem nunca foi fã da banda, vale uma nova audição. É apenas um album divertido, nada mais.
Para quebrar preconceitos.

Talking Heads - Remain in Light


Quarto album de estúdio da banda lançado em 1980 pela Sire Records. Gravado nos Estados Unidos e Bahamas e produzido por Brian Eno. O album alcançou a 19# posição na Billboard 200, ganhando disco de ouro no Canadá e Estados Unidos na década de 80.
O disco apresenta composições com polirítmicos africanos, incluíndo samples e loops, uma novidade na época. As letras foram inspiradas nas literaturas acadêmicas do vocalista David Byrne sobre a África. A capa que parece uma tosqueira feita em qualquer programa de Windows hoje em dia, em 1980 foi feita com a ajuda dos computadores do Massachusetts Institute of Technology.
O disco foi muito bem recebido pela crítica na época, devido ao experimentalismo e fusão de diferentes gêneros, sendo aclamado em várias revistas como um dos melhores albums de todos os tempos. Notadamente que o album é tecnicamente impecável, unificando electronica, ritmos africanos, riffs de guitarra e leva a assinatura minimalista e hipnótica de Brian Eno.
A audição deste disco é uma experiência única, uma que se pode dançar ou só curtir ao mesmo tempo, com certeza uma adição importante para qualquer coleção musical.