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Mastodon - Blood Mountain


O metal em excesso voltou: como prova principal veio "Blood Mountain" após a grande façanha de 2004, "Leviathan", que pegou "Moby Dick" de Herman Melville e repaginou-o em uma canção de marinheiros infernal dos mares profundos. A banda de Atlanta consiste de quatro caras que parecem mecânicos tatuados, mas soam como se usassem capas e cuspissem fogo. "Blood Mountain" transforma embromações de auto-ajuda sobre superar grandes obstáculos em uma jornada fascinante de ficção através de uma terra infestada de bestas ou feras, incluindo um ciclope ("Circle Cysquatch"), guerreiros do povo árvore ("Colony of Birchmen") e algum tipo de gigante adormecido. Por baixo de todo esse sangue e trovão medievais existem na verdade tonalidades transbordantes com riffs à la montanha russa ("Bladecatcher" merece uma indicação para o Air Guitar Hall of Fame), sensações de estar perdido em catacumbas ("Sleeping Giant") e traçantes ofuscantes de brilho estelar acústico ("Pendulous Skin"). Melodia interessa tanto quanto porradaria, e as traiçoeiras mudanças de tempo são conduzidas brilhantemente pelo baterista Brann Dailor, que transforma "Capillarian Crest" em uma estonteante perseguição através de uma nevasca. Sim, algumas vezes mais é melhor.
Brutal yet beautiful.

Melvins - Gluey Porch Treatments


O segundo e último album com Lukin mantém a bandeira freak dos Melvins flamulando. Começando com a super lenta "Eye Flys", a qual, nada mais, mostra a habilidade de Osbourne em solos monstros enquanto Crover e Lukin tocam em um ritmo que seria muito lento mesmo para funerais, "Gluey Porch Treatments" é, em um sentido geral, isso aí mesmo. De novo, possivelmente com exceção de St.Vitus, poucas bandas na época estavam abraçando com tanto amor as monstruosidades do sludge como o trio estava (apenas compare com o que o próprio Ozzy Osbourne estava fazendo na época). Só "Exact Paperbacks" já comeria no café da manhã muitas bandinhas sem nem mesmo tentar. A combinação de ataques repentinos e batidas amplas mais uma vez fez maravilhas aqui. Enquanto Osbourne tenta remoldar o vocal de "God of Thunder" em uma nova roupagem para o underground ("Bitten Into Sympathy" em particular soa como a fusão máxima da voz de Gene Simmons e os riffs de Iommi) significa que ele mais uma vez conseguiu soar ridiculamente perfeito. Sílabas escritas no fim das frases descendem em trevas, insanidades parcialmente compreensíveis, melodias pontudas e grunhidos, está tudo lá. Crover diverte-se bem na bateria em alguns pontos, como no início de "Influence of Atmosphere", onde o eco de seus bumbos e pratos deixa o ambiente ainda mais dramático, ou o final de "Leeech". Além da faixa título, outros exemplos dessa sacada perversa da banda via título de músicas inclui "Steve Instant Newman" e a perfeitamente descritiva "Heaviness of the Load". Após estar indisponível por anos, "Gluey Porch Treatments" finalmente foi relançado em 2001 com várias faixas demo, perfeito para enterrar sua cabeça pescoço a dentro.
Demons of sludge.



Crowbar - Time Heals Nothing


Finalmente parece que o Crowbar encontrou seu nicho aqui. Enquanto "Obedience Thru Suffering" foi opressivamente rasteiro só com sludge e nenhuma variação, e o autointitulado deu uma melhorada variando os tempos lentos (juntamente com um cover bem louco de Zeppelin "No Quarter"), "Time Heals Nothing" é um dos melhores lançamentos do Crowbar onde a banda finalmente desenvolve seu som auto denominado doom-core. Influências de hardcore podem ser encontradas aqui, mas também uma boa quantidade de sludge muito pesado. "Through A Wall Of Tears" é uma das músicas mais dark do metal. Entretando, ao contrário dos dois albuns anteriores, "Time Heals Nothing" quebra o sludge pesado com um hardcore rápido e energético. Os estilos parecem fundir-se perfeitamente bem neste album. Parte desse casamento perfeito pode ser atribuído a Craig Nunenmacher, que manda tudo que cada música pede neste album de forma perfeita. Uma pena que seja seu último album com o Crowbar até o "Lifesblood" de 2005.
Para resumir, este é uma dos albuns definitivos do Crowbar, juntamente com os grandes como "Odd Fellows Rest". Bem na direção do que lhes tornou deuses do sludge.
Doom-core for the masses.