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Autopsy - The Tomb Within


"The Tomb Within" poderia ser considerado um retorno estilístico à velha forma da banda, e provavelmente o melhor deles desde "Mental Funeral", porque o que seguiu o clássico de 91 foi uma lenta transição para o que se tornou o Abscess, uma banda que não valia muito a pena dar atenção. O que pode-se esperar aqui em uma primeira audição é um par de clássicos death metal, no mínimo. Bem melhor que as tentativas de volta à velha forma do Helmet por exemplo.
Preto no branco, "The Tomb Within" é um EP sólido mas longe de alguém poder dizer que realmente seja um retorno à velha forma. O Autopsy volta a gravar sons mais longos que dois minutos, e mais uma escrevendo músicas de death metal direto ao ponto, porém através dos 20 minutos de duração do album fica claro que alto está faltando. "The Tomb Within" não tem aquele fedorzinho de podridão que definiu seus melhores trabalhos. Sem dúvida esses cinco sons foram um passo na direção certa, e a energia e virilidade da faixa de abertura mostra que eles ainda têm a manha de tocar o gênero que eles ajudaram a fundar, porém com exceção de "Mutant Village" o EP todo parece feito às pressas ou nas coxas. "Seven Skulls" soa como uma barulheira desorganizada e "My Corpse Shall Rise" não passa de alguns bons riffs passando por transições mal feitas. Até "Human Genocide", uma faixa que a banda demorou quase 23 anos para aperfeiçoar, parece inacabada.
Nenhuma música do disco é realmente ruim porém no todo acaba sendo um daqueles que ficarão empoirados na prateleira. Outro aspecto presente são os vocais de Reifert que parecem ter perdido força.
No geral "The Tomb Within" é um esforço no caminho do que veio a se tornar "Macabre Eternal", nada mais.
A little taste of death.

Entombed - Serpent Saints: The Ten Amendments


"Serpent Saints" é o primeiro album do Entombed em quatro longos anos, e ainda assim incrivelmente parecido com seu predecessor, "Inferno" de 2003, não somente em termos de som mais também de estilo, como se tivesse sido gravado na mesma sessão de estúdio. Na verdade, todos os albuns de estúdio do Entombed dos anos 2000 ( "Uprising" de 2000, "Morning Star" de 2002, "Inferno" de 2003, e até mesmo o album ao vivo "Unreal Estate" de 2005) são incrivelmente similares, ao contrário dos albuns dos anos 90, que são bem diversos. A consistência do Entombed mais recente é uma faca de dois gumes: por um lado, é uma consistência bem vinda, sendo que os fãs podem saber o que esperar de cada lançamento; por outro lado, os fãs ficam menos inclinados a comprar todos os lançamentos, sendo eles uma mesmice em vários aspectos. Ainda bem que qualidade é um dos aspectos presentes nesses últimos albuns. Os veteranos suecos, que estreiaram em 1990 na Earache Records com o marco do death metal "Left Hand Path", têm um firme comando sobre seus talentos. O vocalista L.G. Petrov permanece vociferante após todos esses anos, enquanto os puristas do death metal possam sentir falta do gutural que tornou-se marca registrada desse estilo de música, é até legal conseguir compreender tudo o que está sendo cantado palavra por palavra, apesar das letras serem sérias e obscuras e até bem escritas algumas vezes, o resultado final é um blá blá blá cheio de negatividade. As dez músicas são creditadas à todos os quatro integrantes (Petrov, Alex Hellid, Nico Elgstrand e Olle Dahlstedt), e o resultado de fato parece um esforço em grupo. Novamente, fica evidente que esses caras se acomodaram em uma fórmula repetida. Desenvolveram um estilo que serve bem para seus propósitos; longe de ser inovador, acaba sendo não menos potente e satisfatório para qualquer um que curta metal pesado direto na veia livre de teatrinhos black metal, pompa e pretensão. Os 41 minutos parecem pouco, porém até satisfatórios. Começando com duas boas músicas, "Serpent Saints" e "Masters of Death", a segunda com participação especial de Killjoy do Necrophagist nos backings, há pouca enrolação e a banda vai direto ao ponto. Metal na veia como sempre. "Serpent Saints" acaba sendo um album para os fãs costumazes da banda, nada de novo.
New and old.

Yyrkoon - Oniric Transition


Mais um album de metal francês nada tradicional.
Yyrkoon mudou muito durante os anos, este album é a sua estréia, também o mais distinto de toda sua discografia. Um album muito estranho, o que também pode se dizer da banda.
"Oniric Transition" é uma viagem com mudanças abruptas. Do black metal feroz para flautas, gothic rock para o mais denso rock progressivo. E assim vai...
O album segue uma fórmula batida na época, que outras bandas como Dimmu Borgir, Borknagar e Cradle of Filth também seguiram. Fórmula já bem batida em 2012, o que atualmente dá um certo saudosismo.
Em geral o album é bem decente, assim como a banda. Vale uma conferida para quem ainda não conhecia. Para o resto é um som datado e é recomendado apenas para colecionadores e fãs da banda.
A trip.

Strapping Young Lad - Strapping Young Lad


Townsend antes de lançar este auto-intitulado disse que a inspiração por detrás do album veio do horror ao redor dos eventos do 9/11,  dizendo veementemente mais tarde  "This is, without question, war music." Enquanto a música certamente soa como um Armageddon, as letras são de fato raivosas, diatribes incrédulas não só contra a futilidade da guerra, mas estupro, hipocrisia e ódio. O senso de humor de Townsend aparece aqui e ali, particularmente em "Dirt Pride" ("dripping...gigbutt; dirt pride...my pride; dripping...bunksock"), que sem ler o encarte não dá para entender nada. As paisagens apocalípticas do death metal de Strapping Yound Lad são equivalentes a estilhaços infinitos, pragas de gafanhotos ou a terra engolindo a si mesma. Enquanto isso, as cortinas de teclados etéreas e cantos melódicos ocasionais somente aumentam a intensidade bíblica. Um disco não para os fracos.
Relentless!

Fear Factory - Soul of a New Machine [Remastered] Disc 1


"Soul of a New Machine" inovou na era dos anos 90 do metal alternativo, mesmo que poucos tenham notado isso na época. Fear Factory estava um pouco à frente de seu tempo em 1992, o ano em que a Roadrunner Records lançou "Soul of a New Machine", o album de estréia deles (entretanto tecnicamente não o primeiro, porque depois foi desenterrado o album demo "Concrete" produzido por Ross Robinson). A banda não encaixava-se bem em nenhum campo do metal da época: thrash metal (Slayer, Sepultura), crossover metal (D.R.I., S.O.D.), industrial metal (Ministry, Nine Inch Nails, Godflesh), death metal (Death, Obituary), grindcore (Napalm Death, Brutal Truth) e assim por diante. Somente esse fato já fazia do Fear Factory uma anomalia no mercado do metal da época. A Roadrunner lhes deu uma chance apostando mais na promessa do que nos resultados imediatos, e acertou em cheio. Um dos melhores produtores de death metal da época, Colin Richardson, voou da Inglaterra para Los Angeles (alguns dias após aquelas revoltas terem virado a cidade de pernas para o ar), e por duas semanas produziu o que tornou-se um marco na história do metal.
O que tornou "Soul of a New Machine" tão importante foi o fato do disco ter fundido numerosos aspectos de vários sub-gêneros: a pegada do thrash, as melodias raivosas do crossover thrash, o sincopismo da batida industrial, o grave embolado do death metal e a porradaria do grindcore. O mais importante foi que livraram-se da parte genérica característica desses sub-gêneros, resultando em um som único que não ficou cliché (apesar de ter virado alguns anos mais tarde). Na verdade, "Soul of a New Machine" não é o melhor album deles, nem perto, e também não abalou as estruturas da músicas na época. Entretanto, poucos anos mais tarde, quando a banda lançou "Demanufacture" em 1995, havia uma miríada de bandas misturando equacionando diferentes fórmulas metálicas, o que veio a se tornar o metal alternativo. "Soul of a New Machine" serve para entender de onde muita coisa nasceu, além de que se o ouvinte estiver apenas procurando mais um bom disco de metal, este também serve.
Continua no disco 2...

Precipice - The Foundation [demo 94]


Banda de Tampa, FL foi formada em Gainesville anteriormente. O som é um death/thrash bizonho que lembra várias bandas. A banda continua ativa e tocando pela Florida, quem tiver oportunidade vá conferir.
Stay metal.



Split de Sadistic Intent (USA) e Ungod (Ger) lançado em 1998 pelo selo alemão Merciless Records. Foram prensadas somente 1000 cópias deste vinil. O negócio aqui é o Sadistic com um death metal brutal e o Ungod com um black metal da pesada. Inclusive fica o aviso para quem baixar, sobre o encarte do Ungod, material barra pesada. O som é bem garagem e velha guarda, dá um pouco de saudosismo.
From hell.



Possessed - Seven Churches


Frequentemente citado como o primeiro album verdadeiro de death metal jamais lançado (Death da Florida já estava ativa mas faria sua estréia em vinil poucos anos depois) "Seven Churches" da banda Possessed levou a intensidade do thrash metal para novos níveis de brutalidade. Com músicas como "Burning in Hell", "Satan´s Curse" e "The Exorcist" (com a famosa música tema sinistra do filme na introdução), a banda definitivamente mostrou uma forte influência de Slayer. Mas foi o vocalista Jeff Becerra que pela primeira vez introduziu os quase ininteligíveis vocais guturais que no futuro seriam a epítome do gênero death metal. Entre os destaques, "Pentagram", "Twisted Minds" e "Fallen Angel" sobreviveram ao teste do tempo, oferecendo amostras do que vinha a seguir com suas surpreeendentes maturidades na composição. Eles então encerram os procedimentos de uma forma feroz com a apropriadamente intitulada, adivinha só, "Death Metal". Nos anos seguintes, Possessed continuou a progredir sob uma perspectiva técnica, mas nunca mais igualaram o fogo de seu album de estréia. Apesar de terem sido gradualmente encobertos por bandas mais jovens e melhores, para aqueles interessados em conectar os pontos entre o thrash metal e o death, "Seven Churches" é o maior elo perdido.
Death metal begins here.

Kataklysm - Shadows & Dust


Disco dos canadenses veteranos do death metal mandando ver furiosamente e sem piedade. Ao contrário de maioria das bandas de death metal que tentam aumentar suas acessabilidades dando uns toques de teclados ou colocando algumas passagens melodiosas, Kataklysm aqui vem puro death metal, cuspindo agressão com um som técnico como o estilo deve ser. Nota-se também algumas influências de som black metal nos andamentos e nas guitarras, mas nada que descaracterize o som.
"Illuminati" por exemplo abre com uma batera no maior estilo metralhadora e depois dissolve-se em alguns grooves mid-tempo para voltar ao caos grindcore. Outra coisa interessante é a quase ausência de solos, poucos aparecem aqui e ali. Os vocais são perfeitamente inteligíveis o que é raro no gênero.
Audição intensa de algo em torno de 40 minutos e altamente recomendada.
Great album!!!

Six Feet Under - Maximum Violence

Contando com o ex vocalista do Cannibal Corpse, Chris Barnes, era de se apostar que o som seria death metal dos mais caricatos, e de fato é o que temos aqui. "Maximum Violence" é o terceiro album de estúdio da banda, nada diferente de seus predecessores. Basicamente riffs simples e lentos com algumas alterações de tempo aqui e ali, os vocais ridiculamente exagerados cospem contos de morte, desmembramento, e outras variações de tema gore e splatter. O grande problema com este disco é falta de variedade, em estilo e conteúdo. Os riffs podem ser mudados e colocados de uma música para outra sem que se note alguma diferença tamanha a mesmice.
Se você é fã antigo o album ainda agrada. Porém não espere o mesmo efeito do genial "Haunted" aqui. A adição de Steve Swanson ex Massacre mudou um pouco o som das guitarras. Porém a violência prometida fica um pouco a desejar. O album ainda inclui alguns covers, "War Machine" do Kiss, "Wrathchild" do Iron Maiden e "Jailbreak" do Thin Lizzy.
Not exacly innovative, but a decent album.

Sarcófago - I.N.R.I. [Reissue 2002]


Debut album da banda gravado e lançado em julho de 1987, com D.D. Crazy na bateria, consagrado no mundo do metal como pioneiro no uso extensivo de blast beats neste disco. A banda aparece na capa usando corpsepaint, jaquetas de couro e cintos de balas, também como pioneiros da definição do estilo e apresentação do black metal. A musicalidade também de igual influência com um som hyper-speed, um marco no desenvolvimento do estilo. O album é considerado um dos "first wave" que ajudaram a caracterizar o estilo. Apesar do status legendário que alcançou o album nos dias de hoje, Lamounier ficou insatisfeito com o resultado, declarando várias vezes insatisfação com a qualidade das gravações além das brigas internas que rolavam na banda. A banda sofreu graves censuras também no decorrer de sua carreira, com letras muitas vezes obscenas, rudes e blasfematórias.
Após o lançamento de "I.N.R.I." a banda se dissolveu por um tempo. Lamounier mudou-se para Uberlândia para estudar economia na UFU, enquanto Butcher e seu irmão D.D. Crazy saíram da banda. Este último foi para a banda maluca Sextrash.
É de se indagar o que seria do gênero black metal sem o lançamento de "I.N.R.I.", pela influência que o album teve em todos os círculos do gênero pelo mundo, particularmente sobre a porção escandinava conhecida como "second wave". Fenriz, baterista da banda Darkthrone, declarou sobre o disco: "Este é um album que ou você compra ou morre". Euronymous então guitarrista do Mayhem e líder do chamado "Inner-Circle" trocou correspondência com Lamounier no início da cena norueguesa. Euronymous estava obcecado pela imagem do Sarcófago e queria que todas as bandas de black metal se parecessem com eles. Satyricon também participou do tributo à banda em 2001. Membros principais do Gorgoroth também declararam importante influência de Sarcófago em seus sons. E a lista poderia continuar aqui por muito mais tempo incluíndo Nuclear Holocausto, Impaled Nazarene etc. O mais irônico disso tudo é que Lamounier criticou por várias vezes a cena norueguesa inclusive Euronymous declarando que ele não passava de um louco e o som do Burzum uma merda.
Tem também os conflitos com o Sepultura, que não interessa discorrer aqui.
Album que influenciou o mundo do black metal completamente, com centenas de covers gravados, e até hoje um best seller.
Pode ser arriscado dizer isso mas talvez este seja o primeiro verdadeiro LP de black metal da história. É um daqueles albums que os supostos "experts" de black metal não conhecem, os panacas de internet que hoje chamam de "troo".
Metal masterpiece.

Sepultura - Morbid Visions (Gold-CD Remastered)

O Sepultura formou-se em 1984 em Belo Horizonte, capital do estado brasileiro de Minas Gerais. No centro da banda estavam Max e Igor Cavalera, os desafortunados filhos da modelo Vânia e Graciliano, um rico diplomata italiano que após a morte por ataque cardíaco deixou a família em difícil situação financeira. A morte de Graciliano afetou profundamente seus dois filhos, dando-lhes o ímpeto para começar a banda. Eles escolheram o nome Sepultura para a banda após Max Cavalera traduzir a música da banda Mötorhead chamada "Dancing on Your Grave".
Os irmãos no início gostavam de artistas populares do heavy metal do começo da década de 80 como Van Halen, Iron Maiden, Mötorhead, AC/DC, Judas Priest e Ozzy Osbourne. Seus gostos musicais mudaram drasticamente após a primeira vez que escutaram Venom. Como Igor Cavalera disse:
"Me lembro a primeira vez que escutei Venom, era uma fita emprestada de um amigo. Era parecido com Mötorhead, só que bem mais pesado. Me lembro de alguém dizendo: é o Mötorhead do Diabo! Depois que conhecemos Venom, paramos de escutar Iron Maiden e o resto das coisas mais leves."
Então os irmãos Cavalera passaram a ouvir rapidamente bandas como Kreator, Sodom, Metallica, Exodus e Exciter.
Depois de constantes trocas de formação, Sepultura estabeleceu um line-up temporário com Max na guitarra, Igor da bateria, o vocalista Wagner Lamounier, e o baixista Paulo Jr. Lamounier deixou a banda em março de 1985 após desentendimentos com a banda, e seguiu em frente para se tornar o homem de frente da banda brasileira pioneira de black metal Sarcófago. Após sua partida, Max pegou os vocais. Jairo Guedes foi o convidado para tornar-se o guitarrista solo da banda.
Após um ano tocando, o Sepultura assinou com o selo Cogumelo Records em 1985. Após algum tempo naquele mesmo ano, eles lançaram "Bestial Devastation", um EP split com a banda brasileira Overdose. Em 1986, a banda lançou seu debut album, "Morbid Visions", que é considerado mundialmente um dos primeiros albums de puro death metal. Foi lançado inicialmente nos Estados Unidos pela New Renaissance Records, um selo de propriedade de Ann Boleyn.
New Renaissance Records foi severamente criticada pela mídia por assinar e promover o Sepultura. Entretanto, a música "Troops of Doom" lhes rendeu grande audiência no rádio.
Enquanto os albums posteriores são marcados por mensagens mais politizadas, "Morbid Visions" (juntamente com o EP "Bestial Devastation") é caracterizado por temas supostamente mais satânicos como Slayer em "Show No Mercy". A banda admite que muitas letras foram "inspiradas" em canções de Venom e Celtic Frost, como eles ainda não conseguiam escrever em inglês, Max Cavalera ainda traduzia suas letras palavra por palavra ou literalmente, como nota-se na demo "The Past Reborns The Storm".
O som do album é death metal e a produção horrível. No encarte do CD, Cavalera admite que a banda até mesmo nem chegou a afinar direito os instrumentos durante as gravações. Entretanto, para os fãs este disco é primordial. E realmente até hoje "Troops of Doom" é de arrepiar.
Para quem tem ou tinha o vinil vai notar que neste CD não tem mais aquela introdução com "Carmina Burana", provavelmente por problemas de direitos autorais na reedição.
One of a kind.

Runemagick - Dawn of the End

Banda sueca que começou sua carreira em 1990. Décimo album da banda lançado em 2007, mais uma obra prima do prolífico Nicklas "Terror" Rudolfsson juntamente com sua esposa Emma Rudolfsson no baixo. Um perfeito casamento entre death metal e doom. O som é pesadíssimo, misturado com passagens espaciais num clima de equilíbrio. Este album caracteriza bem a marca registrada da banda. Músicas longas com fugas instrumentais que podem causar transe, vocais das trevas e guitarras absurdamente pesadas e graves.
Ótima banda e um disco para mergulhar no som.

Cannibal Corpse - Evisceration Plague


Não importa que novas tendências ou modinhas apareçam no meio do death metal, haverá sempre uma força estável, e essa força é Cannibal Corpse. Lançando disco após disco do mais malvado death metal desde 1990 com "Eaten Back to Life", a banda impiedosamente marcou o gênero tornando-se provavelmente a banda mais popular e influencial de death metal de todos os tempos. Agora a banda vem com seu décimo primeiro lançamento, "Evisceration Plague", na sequência do bem sucedido "Kill", e a banda não perdeu nada de seu foco, mantendo-lhes a coroa de reis do metal.
"Kill" não tem nada de deslocado, ele foi bem construído e agressivo como inferno. Mas mesmo com excelentes canções como "The Time to Kill Is Now" e "Maniacal" realmente parecia que algo estava faltando. Havia peso e agressividade com certeza, ninguém pode negar. Mas faltou de fato aquele aspecto memorável presente nos grandes discos.
"Evisceration Plague", a faixa título, estava como prévia no website oficial da banda antes do lançamento do disco, e bastava escutar esta música para saber que tudo mudaria com relação aos últimos discos da banda, uma música mais lenta porém mais pesada, mais rítmica, mais marcante, memorável enfim.
Quando finalmente foi lançado, todo aquele marasmo e baixa expectativa se desfizeram, o peso, a agressividade, a brutalidade, todos esses aspectos estavam lá de volta. Com certeza trazendo de volta aquele sentimento que a banda propiciou em "Tomb of Mutilated".
"Priests of Sodom", "To Decompose" e "Shatter Their Bones" são de pronto memoráveis. No geral, este album é avassalador, pesado e insano como "Kill" foi, porém como dito antes mais de uma vez, memorável. O album alcançou a #66 posição na Billboard 200, melhor resultado da banda até então e também desta feita não recebeu o selo de "explicit content", o motivo só Deus sabe pois as letras continuam malvadas, insanas e doentias como sempre e o som não tem nada de "sold out". Realmente uma banda consagrada com uma horda de fãs como está o Cannibal Corpse atualmente pode se dar ao luxo de dispensar capas cheias de tripas e sangue pra todo lado um pouco.
Este disco vem para calar a boca da crítica que veio maltratando a banda ao longo dos últimos anos. Um album legítimo, brutal e pesado. Para os ainda não fãs da banda, seria recomendável começar por "Tomb of Mutilated" ou o box "15 Year Killing Spree". Para os fãs de death metal que evitaram o Cannibal ao longo dos anos, podem começar por este aqui. Realmente um dos melhores até então.