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The Shadows - 20 Golden Greats


Sem um único tropeço à vista, "20 Golden Greats" voou sem problemas até o topo das paradas do Reino Unido, tornando-se o primeiro album dos Shadows a conseguir essa façanha desde o segundo, lá em 1962. Foi um triunfo merecido, e talvez bem previsível, no auge do punk rock. Uma corrida direta através dos singles do começo e meio dos anos 60 dos Shadows, uma incomparável sequência que estende-se desde "Apache" em 1960 até "The Rise and Fall of Fingel Blunt" em 1964, consome 15 das 20 faixas. O resto do set então escolhe a dedo os próximos quatro anos para aproveitar as menos ouvidas, porém merecedoras de menção "Maroc 7", "Stingray", "The War Lord", "Genie With the Light Brown Lamp", e "A Place in the Sun". É uma coleção dinâmica, então, reunindo os 20 mais importantes sucessos dos Shadows, ao invés de apenas os 20 maiores sucessos, ou as 20 mais conhecidas, ou qualquer outro critério que as coletâneas se baseiam. O fato dos outros critérios já estarem presentes nesta coletânea apenas confirma a imortalidade da música. O sucesso nas paradas foi apenas consequência.
Nostalgia.


Wilson Pickett - Wilson Pickett´s Greatest Hits


Wilson Pickett foi um dos mais consistentemente fortes artistas da grande era do soul da década de 60, mas como os outros de R&B da época ele foi grande em seus singles, não em seus albuns, e apesar dele ter lançado alguns albuns legais na época, uma compilação ainda é o melhor lugar para começar a escutar tratando-se deste tremendo artista. Originalmente lançado em 1973 como um LP duplo, "Wilson Pickett´s Greatest Hits" sofreu um upgrade para CD em meados de 80, e apesar de ter sido superado pelo mais eficiente "The Very Best of Wilson Pickett" e mais ainda através de "A Man and a Half: The Best of Wilson Pickett", este album ainda contém 24 performances estelares dos tempos de glória de Wilson (incluindo três gravações de seu grupo anterior The Falcons). Poucas escolhas ficaram realmente fracas, apesar de não completamente ruins, as versões de "Sugar, Sugar" e "You Keep Hangin´ Me On" poderiam muito bem ter sido deixadas para serem esquecidas na história. Entretanto não há do que reclamar de um album que contém "Mustang Sally", "Land of 1000 Dances", "In the Midnight Hour", "Funky Broadway" e "634-5789 (Soulsville U.S.A.).
Não é a melhor compilação de Wilson Pickett, mas ainda muito boa, especialmente para os colecionadores que conseguirem achar o disco em alguma promoção em mercados ou lojas.
Blast from the past.

Little Richard - Get Down With It: The Okeh Sessions

Ótimo trabalho compilado de várias versões do homem que deu origem ao rock and roll, Richard Wayne Penniman. Vulgo Little Richard.
As canções aqui não são "Good Golly, Miss Molly" ou "Long Tall Sally", por isso é um album mais recomendado para fãs de longa data. Porém não há nada que se desapontar.
Strong set.

Ritchie Valens - Ritchie Valens


Ritchie Valens tinha apenas 17 quando ele morreu em 1959 no mesmo acidente de avião que ceifou as vidas de Buddy Holly e Big Bopper, e ele estava trabalhando há somente sete meses em um disco de estúdio quando a tragédia ocorreu. Por isso, seu legado musical baseia-se em mais ou menos um album e meio de material de estúdio terminado, um show high-school mal gravado, e um bando de fitas de ensaios e demos. Este album é basicamente um relançamento direto do primeiro de Valens para o selo de Bob Keane, Del-Fi, e apresenta essencialmente o único e verdadeiro material terminado por ele. Inclui o grande hit, "La Bamba". Virando o disco, "Donna" (que era na realidade lado A mas "La Bamba" emergiu com o tempo como sinônimo de Ritchie Valens). Uma bela versão de "Bluebirds Over the Mountain" e a cheia de clima "In a Turkish Town". Para quem for comprar fica mais aconselhável procurar a coletânea da Rhino, "Best of Ritchie Valens", que tem todas as melhores músicas do primeiro album e também as melhores de seu enjambrado segundo album, "Ritchie". É impossível adivinhar em que tipo de artista Valens poderia ter se desenvolvido. Mas este disco já dá uma boa idéia do que poderia ser. Uma lição para a molecada que se acha roqueira hoje em dia.
Before The Day the Music Died...

Bo Diddley - Bo Diddley [Japan SHM-CD]

Para quem quer que seja que queira tocar rock & roll, verdadeiro rock & roll, este é um dos poucos albums que a pessoa precisa. Juntamente com Chuck Berry, Little Richard, Jerry Lee Lewis, Muddy Waters, B.B. King e alguns poucos outros, Bo Diddley foi o fundador do formato. E ele fez como nenhum nenhum outro. Diddley tinha somente um único estilo, que era a pegada Bo Diddley, uma rítmica sincopada carregada de tremolo. Há 12 exemplos disso neste album e é tudo que é preciso. É um daqueles albuns que após ouvir algumas poucas partes a pessoa se pega batucando no ritmo em qualquer superfície ao seu redor. A guitarra e o vocal de Diddley têm uma característica bluseira que lembra Waters, ainda assim com seu estilo próprio. Reforçado por bateria, piano funky e usualmente maracas acaba ficando contagiante.
Album que influenciou os grandes e que fez uma transição na história da música moderna.
Immensely influential.
A capa deste primeiro album de Chuck Berry apresenta sua imagem alavancada pela sua aparição no filme vintage rock & roll de 1956 "Rock Rock Rock". É uma pose audaciosa para a época e engraçada para os dia de hoje, porém o retrato do cantor, guitarrista e compositor mostrado é uma atitude bastante audaciosa para um filme inter-racial da época, atravessando a imagem com sua guitarra em punho e mandando ver. Dito isso, "After School Session" veio um tanto atrasado, sendo que seu primeiro hit, "Maybellene", é do verão de 1955. Isso devia-se ao esquema que rolava na indústria de LPs de rock & roll. Durante aquele período somente uma parte chegava ao público, e a maior parte eram trabalhos de Elvis Presley ou Bill Haley, os quais tinham associações com os selos gigantes RCA Victor e Decca respectivamente, em um universo completamente separados do resto, especialmente de Berry que gravou com o minúsculo selo independente Chess Records. A Chess Records não tinha nem lançado seu primeiro LP até o final de 1956, e quando saiu o LP trilha sonora "Rock Rock Rock", estava incluída "Maybellene". "After School Session" foi o segundo long play da gravadora e seu lançamento retardado foi devido ao fato de que após "Maybellene" Berry não emplacou mais nenhum hit pop em dois anos. Entretanto ele fez alguns grandes hit R&B que estão incluídos neste album, entre eles o blues "Wee Wee Hours", que era o que idealmente Berry queria representar de seu som, além das mais rítmicas "No Money Down" e "Brown Eyed Handsome Man".
Foi o lançamento e estouro nas paradas de "School Day" no início da primavera de 1957 que alavancou este album, que é um bonito compêndio de alcance, profundidade e extensão da música de Berry nos seus dois primeiros anos na indústria da música. As canções variam da famosa e juvenil "School Day" até R&B e clássicos blues, assim como a quase ranzinza "Deep Feeling", com tempero latino e influenciada por calypso "Havana Moon", a lenta e romântica balada "Together" que mostrou Berry trabalhando em um modo similar ao R&B dos anos 40 parecido com Ink Spots e tentando um estilo mais suave de cantar estilo Nat King Cole, mas seu maior sucesso na veia das baladas foi "Drifting Heart", além disso vem a misteriosa e obscura "Downbound Train" que poderíamos interpretar como a resposta de Berry (e talvez da música negra) à música "Ghost Riders in the Sky". O reedição de 2004 de "After School Session" inclui três faixas bonus que aumentam grandemente o alcance do album original. A rocker "You Can't Catch Me" (a qual a letra viria a complicar bastante a vida de John Lennon mais tarde quando ele plagiou ela para o início de "Come Together" nos Beatles), ainda mais agitada "Thirty Days" e o primeiro hit "Maybellene". Tudo isso (incluindo o resto das gravações originais) apresenta uma ótima remasterização que permite o ouvinte sentir o ambiente do estúdio da Chess e seu clima com Chuck Berry e banda.
Quality reissue.