Showing posts with label post-punk. Show all posts
Showing posts with label post-punk. Show all posts

Devo - Freedom of Choice


Com "Freedom of Choice", Devo completou sua transição para um grupo de synth-pop amadurecido, produzindo seu esforço mais musicalmente coesivo no processo. Os sintetizadores passaram a ser totalmente integrados no som da banda, frequentemente dominando os arranjos e pelo menos dividindo igual espaço com as guitarras. Tudo é tocado com uma polidez e precisão bem legal que reflete a uniformidade estilizada no visual da banda. A dissonância é mais controlada que no passado, e os ritmos tensos deixaram de ser tão perturbadores, ao invés disso colocando a banda em prumo. Estranhamente, mesmo que a música seja a menos humanamente tocada que o Devo jamais produziu, as observações sociais deles estavam crescendo menos insulares e mais empáticas. Vários sons (como a frequentemente copiada "Girl U Want") têm uma angústia romântica nerd que era novidade nos albuns do Devo, mesmo que a visão da banda sobre relacionamentos seja ocasionalmente colorida pelos seus temas culturais de competição e dominação. Essas preocupações dão a pista para o single de sucesso que veio no disco, "Whip It", apesar de em todo o resto, eles estarem encontrando conexão suficiente com o resto do mundo para moderar seus cinismos, pelo menos um pouco. Músicas como "Gates of Steel", "Planet Earth" e a faixa título revelam um idealismo frustrado por trás de suas ironias, um idealismo que não consegue entender por quê os americanos não fazem mais uso de suas liberdades para encontrar felicidade. No geral, há um pouco menos da energia do começo, e também um pouco menos de variedade. Mas as letras estão em um nível de consistente qualidade, e mais adiante, a música de "Freedom of Choice" é o som que define Devo na mente de muitos. Para finalizar, um album essencial para qualquer coleção.
I love Devo fck yea!

Talking Heads - Remain in Light


Quarto album de estúdio da banda lançado em 1980 pela Sire Records. Gravado nos Estados Unidos e Bahamas e produzido por Brian Eno. O album alcançou a 19# posição na Billboard 200, ganhando disco de ouro no Canadá e Estados Unidos na década de 80.
O disco apresenta composições com polirítmicos africanos, incluíndo samples e loops, uma novidade na época. As letras foram inspiradas nas literaturas acadêmicas do vocalista David Byrne sobre a África. A capa que parece uma tosqueira feita em qualquer programa de Windows hoje em dia, em 1980 foi feita com a ajuda dos computadores do Massachusetts Institute of Technology.
O disco foi muito bem recebido pela crítica na época, devido ao experimentalismo e fusão de diferentes gêneros, sendo aclamado em várias revistas como um dos melhores albums de todos os tempos. Notadamente que o album é tecnicamente impecável, unificando electronica, ritmos africanos, riffs de guitarra e leva a assinatura minimalista e hipnótica de Brian Eno.
A audição deste disco é uma experiência única, uma que se pode dançar ou só curtir ao mesmo tempo, com certeza uma adição importante para qualquer coleção musical.