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Este foi um dos melhores trabalhos da carreira da banda. A mistura de thrash, hardcore e speed metal juntamente com as letras de Mike Muir, com seus comentários sociais raivosos, estavam no seu melhor.
Suicidal for life!

The Plugz - Electrify Me


Punk rock de L.A. com alguns elementos extras, como pop e rock and roll, além de finos traços de rockabilly. O vocalista Tito Larriva e outros membros estampam suas raízes hispânicas com a versão punk rock de "La Bamba", que na época lhes atraiu atenções. Eles flertam também com reggae na faixa título e até umas pitadas de folk transparecem no album. Tudo isso sem sair do punk raivoso.
Classic L.A. punk.

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Oingo Boingo - Dead Man´s Party


Retornando em 1985 após um hiato de dois anos sem gravar (durante o qual o líder da banda Danny Elfman gravou um album solo), o Oingo Boingo abandonou os excessos de humor babaca e produções bizonhas que levaram a crítica toda a descartar os quatro primeiros albuns. O som continuou ainda meio forçado para impressionar, mas os metais ficaram sofisticados juntamente com as letras de Elfman que amadureceram bastante. "Stay" foi trilha sonora de novela no Brazil, por isso sua grande popularidade no país. Além dela temos "Weird Science" que foi trilha do filme de mesmo nome e depois série de televisão. De qualquer forma este album fica como um definitivo para coleções. Recomendável.
Great 80´s classic.

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Jimmy Cliff - Rebirth


Antes de Bob Marley, Jimmy Cliff brilhou. Ele foi o cantor do single "Vietnam" de 1970 que acabou aclamado por Bob Dylan como "a maior canção de protesto jamais escrita", foi ele que inspirou Paul Simon a voar para a Jamaica e contratar sua banda para tocar em "Mother and Child Reunion", e foi ele que estrelou em "The Harder They Come", o filme de 1972 que difundiu o reggae globalmente com a trilha sonora centrada em seu som que inicialmente definiu o gênero. Então Marley tomou as atenções, e Cliff tornou-se uma espécie de embaixador, viajando o globo com LPs mornos que raramente capturaram sua mágica inicial.
Mas "Rebirth" faz isso e muito mais. É o mais forte exemplar da música de raíz das Índias Ocidentais jamais feito em décadas. Cliff tem um fã no homem de frente do Rancid, agora produtor, Tim Armstrong, do qual a banda acompanha pelo album todo, descascando ritmos e arranjos da velha guarda no melhor dos metais de ska e orgãos de rocksteady. Os vocais mornos de alto tenor do cantor soam envelhecidos mas com uma pegada forte estilo Iggy Pop nas originais com um pé no passado e outro no presente. "Now there´s gathering on Main Street / Shuffling on Wall Street," ele canta em "Children´s Bread", uma sessão permeada por vocais melódicos e contidos assim como linhas altas e agudas. É um hino de lamento tradicional jamaicano que trata da geração "Occupy" com assombrosa precisão.
"Rebirth" veio em um período em que a retomada do R&B americano antigo estava em todo lugar. Vide Sharon Jones, Adele, Black Keys, Raphael Saadiq e os últimos da Amy Winehouse. Ao tempo que os artistas descobrem e redescobrem o poder dos naipes de metais e do canto do soul sem Auto-Tune. Cliff montou um album bom o suficiente que poderia alavancar uma revisitação das aproximações do som local na Jamaica daquela música. Reggae, rocksteady e ska.
Mas "Rebirth" não é somente a reconexão de Cliff com os estilos que ele ajudou a inventar. Mas também uma exploração de sua vida pregressa, no bom sentido. "Reggae Music" é uma história de vida no estilo de Marley que conta com a presença do veterano produtor Leslie Kong, dos parceiros de sucessos de Cliff no início de carreira Alton Ellis e Ken Boothe e foi gravado no prolífico Dynamic Sound Studios em Kingston. "Cry No More" é uma singela canção de amor rocker, com o falsetto cansado pelo tempo porém não menos inspirado de Cliff. "Outsider" ecoa o soul americano que informou profundamente a música jamaicana da época, uma atualização do tributo de Cliff à Motown de 1967 "Give and Take". E por aí vai...
Uma grata surpresa e um disco para várias audições com certeza.
Historic and timeless.

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Reforço bem vindo chegando para o blog.
Michael gosta de roque paulada estilo metal malvado, soltar pipa no ventilador e dançar lamba-aeróbica.
Bem vindo garoto!



Makumbah - Homem Animal (webclipe)



Mais um bom trampo desses rapazes que tocam roque pauleira.
Keep up the good job!!!

The Clash - Give ´Em Enough Rope



Outro clássico, este o segundo album do Clash (Nos USA o album auto-intitulado de estréia saiu 1 ano depois deste aqui), é um assalto sonoro na linha de "Beggar´s Banquet" e "Let It Bleed".
Produzido por Sandy Pearlman, um americano levado pela CBS, o qual era conhecido algumas vezes por seu trabalho com o Blue Öyster Cult, em "Give ´Em Enough Rope" o som parecia suprimido: os agudos não estavam lá e a presença da banda ficou mais leve do que deveria. O disco não tinha pegada. O conceito do produtor apareceu, era para ser um hard rock acessível, e nada melhorou realmente. Por sorte esta é a versão remasterizada e o som não apresenta esses problemas mais. O ataque do Clash continuou rápido e barulhento (punk inglês na lata), mas com sotaques líricos rachando a dura superfície áspera (punk inglês na lata com um pé no futuro). A visão da banda sobre a vida pública (no sentido de que há mais na vida do que segurança e prazer) continuou intacta, também o humor que mantinha aquela visão de degenerações em uma série de slogans que questionavam e mantinham dúvidas honestas. Imagine "I Can´t Explain" do The Who como uma descrição de um mundo em chamas, não uma "apaixonite", e fica mais fácil entender.
Overlooked album.

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No Fun at All - Low Rider


Banda esperta de Skinnskatteberg, Suécia, bem conhecida da galera. Este disco foi uma volta da banda após pendurar as chuteiras em 2001. E o resultado foi bom! Tirando a capa "redicra" não há nada para reclamar aqui.
Straight up & fun!

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Makumbah - Entrevista


Entrevista rápida com Murilo Henrique da banda Makumbah, para os desavisados já apresentada aqui em http://vf0.blogspot.com.br/2013/01/makumbah-despacho.html .

Vf0 - Comecemos pela gênese da banda. Como foi o processo de montar a banda?

Cara, eu e o Lucas Rosa (Cidão) sempre tivemos bandas juntos em Leme, começamos tocar juntos desde muito cedo e sempre tivemos a vontade de montar um projeto que fosse além do metal, que soasse como protesto e etc.. Eis que 2012 começamos a mexer os pauzinho, convidei o Duane que já havia tocado conosco em outro projeto e chamei outros 2 guitarristas, um deles acabou saindo e quem ficou foi o Gustavo Pêra somente. A banda de inicio ia tocar só uns clássicos do grindcore e do thrash, porém todo mundo tava pilhado nos sons mais crossovers, nos punk/hc's e na ideia de produzir música autoral que a formação se encaixou e se encontrou musicalmente de forma bem legal.

Vf0 - Por que o nome Makumbah?
Mano, não sei.... hahahaha.. ninguém sabe. A gente não queria nenhum nome que soasse sério, tenebroso, metálico, já estavamos cansados de nomes com Dark, Hate, Funeral, Storm no meio e não queriamos nome em língua estrangeira. Só sei que ficamos no dilema entre Saravá, Cabra da Peste e Macumba, acabei fazendo o logo com o nome de Macumba que depois foi adaptado pra Makumbah, curtimos e ficou. Mas o nome é significativo, na origem da palavra que é angolana a tradução refere-se a "soar assustador", em outras traduções se refere a palavra "festa" e no clichê contemporâneo faz alusão aos ritos de religiões africanas e etc. Enfim, seja o que for, tá valendo!

Vf0 - "A banda possui influências do Grindcore, Punk/HC, Crossover e Thrash Metal, buscando apresentar através do seu som atitudes de protestos em relação a política e sociedade". A partir do final desta frase, extraída do breve release no site da banda, lhe pergunto: Como você vê a sociedade brasileira atual? (De um modo geral, culturalmente, socialmente... você escolhe a veia).
Caracas mano, todo mundo da banda tem um olhar pra cada aspecto, vou falar do meu particularmente já que me encarrego de escrever as letras da banda.
Mano, acredito que a política brasileira é reflexo da sociedade, ambas são espelhos um pro outro. Atitudes expressas no estado são referencias da sociedade em que vivemos, então não se pode falar que tudo mudaria se trocasse alguns nomes no poder. E se tratando de poder creio que esse é o maior problema, a busca excessiva por status e grana aliena e esses são dogmas pregados pela mídia. Novelas, programas e até mesmo noticiários levam o público a seguir determinada linha de raciocínio consequentemente de realidade de vida, sem abrir espaço para o questionamento e construção de caráter humano. Esses são pontos que se sobrepõem em qualquer sociedade, porém no Brasil não possuímos controle algum sobre a educação, ela está deteriorada, mal estruturada, desde suas bases metodológicas através dos professores mal remunerados que se reflete em alunos, jovens e adolescentes possessos de revolta e em busca de uma felicidade que se baseia no que é apresentado pela mídia.
Culturalmente, tratando-se em primeira estância aos artistas, produtores de conteúdo e questionadores da sociedade e da vida, não se percebe um apoio coerente por parte do estado, que em muitas vezes ao invés de apoiar a iniciativa independente, se dispõe a colaborar com "artistas" de cunho comercial e sazonal. Outro reflexo ai do que é a sociedade em relação cultural, grande parte alienada, seguindo tendencias da indústria comercial, sem a preocupação de buscar conhecimento, de interpretar o que é expresso por outros, sem questionar o que é apresentado nas letras que canta.
Ao meu ver, brasileiros são passivos demais, engolem calados, não questionam e não cobram, os maiores embates que vemos na mídia são de cunho ideológico comercial, ou de desvio de foco, onde a população apoia quem a mídia apoia, que normalmente é quem está ganhando. Bom, se for falar mais aspectos dá pra fazer umas 12 páginas aqui..hahahaha.. na minha opinião se resume nesses aspectos, que muitas vezes é o que tento tratar nas letras.

Vf0 - Você tem outro projeto que é voltado para o rap. Fale dele.
Vixi, mano, tem uma penca de projeto... hahahaha...
Nunca me restringi somente aos gêneros ligados a música pesada, de fato me criei neles, durante todo tempo que vivi em Leme. Porém sempre mantive os ouvidos atentos à música brasileira, seja samba, baião, manguebeat e rap, cada uma expressa uma realidade em sua linguagem, isso é foda!
Desde então nunca me bitolei em um único gênero, me arrisco em ideias mais experimentais com ritmos brasileiros também, mas o rap, a rima, me fascina pra caralho. A forma de adaptar sua ideia a fim de que crie a rima aliado ao flow, a levada e cadência das palavras é fantástico.
Cheguei a gravar algumas tracks com grupos de dub de Araraquara-SP e São Carlos, nessa ideia da rima do rap mesmo. Fiz alguns trabalhos com amigos, mas nada muito sério. Curto muito também participar de batalhas de freestyles, as chamas batalhas de mc's, onde a ideia é formada ali no improviso, na hora.
Bom, tenho diversas tracks gravadas por mim e por amigos voltadas ao gênero mesmo, mas ainda falta um pouco de disposição e inspiração pra organizá-las e soltar algo pra galera.

Vf0 - Que bandas você anda curtindo ultimamente?
Putz, pergunta foda.. hahaha... como falei na resposta anterior, curto muita coisa variada desde som pesado até samba, então vou listar algumas coisas que venho ouvindo conforme os gêneros.
Metal/Punk/HC
Punch: banda fudida americana com uma mina com vocal visceral!
Dr. Living Dead: uma das melhores bandas de Crossover da atualidade.
DFC: qualquer disco, a qualquer momento.
Surra: banda de uns brothers de Santos, ep. fudido!
Dead Kennedys: em virtude do show deles no Brasil tenho ouvido muito o disco BedTime For Democracy
Teen Idles: banda que veio a se tornar Minor Threat.
Anti-Corpos: banda feminista de SP, foda! HC na cara!
Rap:
Nas e Damian Marley: O disco Distance Relatives, álbum muito bom que une o melhor do ragga com rap.
Rapadura: raper nordestino, flow sinistro!
Rael da Rima: mano de SP mistura rima e melodia muito bem.
Black Alien: a qualquer dia e momento, genial.
Coruja BC1: Mano de Bauru-SP, vai dar muito o que falar.
Variado:
Lucas Santtana: disco O Deus que devasta mais também cura. Melhor disco brasileiro do ano passado na minha opinião.
Los Sebosos Postizos: Projeto do Nação Zumbi tocando Jorge Ben Jor.
Seu Jorge e Almaz: projeto de Seu Jorge e alguns caras da Nação Zumbi.
Roy Ayers: um dos mestres do funk americano

Vf0 - Larga aí sua mensagem final e grande abraço!
Cara, antes de tudo agradecer a oportunidade e o apoio, são de veículos e pessoas como você que o underground e a música independente se desenvolve e acontece.
E como mensagem fica essa ideia que desenvolvemos nas ultimas perguntas,
acho que temos que nos livrar desses preconceitos sonoros em relação a outros gêneros, tudo agrega, de uma forma ou de outro apresenta novos pontos de vista, novas experiencias, não é em vão não.
É bom tirar a cara de mal de metaleiro e fazer valer as atitudes de respeito e coletividade. Independente de estilo tá todo mundo no mesmo caminho, a única coisa que difere é a linguagem.
E logo mais se tudo der certo, Ep. do Makumbah saindo, uma produça mais elaborada e mais protestos.
Valeu Chuck! Tamo junto man!

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Para quem quiser conhecer mais acesse o link http://tnb.art.br/rede/makumbah .
Valeu Murilo e a banda Makumbah! Boa sorte e contem conosco!

Satanic Surfers - Keep Out!


Album recomendado para os já fãs da banda, caso ainda não seja, é melhor ir atrás do "Hero of Our Time". Para quem curte o som da banda este disco não decepciona.
Nice melodic hc.

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Tarefa ingrata resenhar este disco.
Seria possível considerar como uma volta da banda, mas não à velha forma. Porém comparado à "Bad Mother Trucker" seria uma volta aos trilhos. Ainda longe do "Insider" por exemplo. Quem conhece a banda poderá entender.
Após a confusa introdução acima, ao tentar discorrer sobre a música em si torna-se complicado não tropeçar em algo, seguidamente. Na faixa de abertura "Wake Up (And Smell the Fascism)" fica difícil saber se é para rir ou chorar, se eles encarnaram um Propagandhi ou acabou o cereal na hora do café e ficaram bravinhos. Entre guitarras nervosinhas o vocal infanto-juvenil de Dennis Jagard vocifera clichés de punk de boutique. Para piorar eles tomam uma direção adolescente bobinha em "Kicked Out of Kindergarten", "She Looks Like" e "Last Call for Russel´s Balls", é claro com breakdowns e refrões bem cativantes para os não experientes no assunto. Também fica difícil compreender a relevância ou sentido por trás da história de Rachel Corrie em uma música de mesmo nome. Mas nos outros sons há uma essência do velho TFP, por sorte, juntamente com algum conteúdo anti Bush (vide o título do album). "Still Believe" parece ser o ponto alto do album.
Em suma, difícil por todos esses motivos citados concluir algo sem acabar cometendo injustiças.
Thumbs down heheheheh.

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3 anos de vf0!!!


No começo do mês comemoramos mais um aniversário agora na marca de 150 mil visitas.
A maloqueiragem continua, com um pique mais lento por causa de outros projetos mas continua.
Este níver é de todos nós Mimi, Murer, Bob, Loko (perdido em combate) e o resto da galera toda no decorrer desses anos (Henrique Baudoks, Izzy Sexy Beast, Danizita, Mark Jail Boy, Alexandre RTP, e por aí vai...)
Obrigado a todos.


Makumbah - Despacho


Banda responsa de Leme / SP. A demo está disponível para download na própria page da banda.
Makumbah - Despacho

Segue mini release da page deles:
"Makumbah nasceu em Leme-SP em agosto de 2012, visando trabalhar músicas autorais A banda possui influências do Grindcore, Punk/HC, Crossover e Thrash Metal, buscando apresentar através do seu som atitudes de protestos em relação a política e sociedade. As músicas autorais são trabalhadas totalmente em português com o intuito de se expressar de forma direta."
Som aprovado pelo Chuck e abençoado pelo Murer Monster.
Thumbs Up!

Pulley - 60 Cycle Hum


Este segundo album do Pulley, "60 Cycle Hum", continua em maior parte na mesma veia de seu predecessor, entretanto com um pouco mais foco e consistência. Nem todos os sons acertam, mas passando por 14 em 28 minutos garante que quaisquer deslizes tenham estritamente curta duração.
Worth a listen.

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Face to Face - Don´t Turn Away


Considerado por muito fãs como sendo um clássico, este album de estréia na Fat Wreck Chords (originalmente lançado na Doctor Strange, com somente alguns poucos milhares de cópias enviadas antes da compania sair do mercado) qualifica-se como essencial punk melódico dos anos 90. A primeira (e de longe a mais cru) das três gravações do Face to Face que incluem o mega sucesso de rádio "Disconnected", este disco de 13 faixas revela uma banda à beira do estrelato punk. "Don´t Turn Away" contém os membros originais Matt Riddle no baixo, Rob Kurth na bateria e o vocalista e guitarrista Trevor Keith. O único constante no que tornou-se uma mudança sem fim de formação. Keith demonstrou uma voz poderosa e bem definida, juntamente com um forte comprometimento para com o material. Cuidadosamente evitando o falso sotaque britânico marrento ao qual seus contemporâneos pop-punk dos meados dos 90 não conseguiam resistir. Fornecendo um excelente suporte para as criações características do líder da banda, a seção rítmica fica contida e fora do caminho através da maior parte de "Don´t Turn Away". O entusiasmo da banda extrai o melhor deles durante o material mais lento que soa inconsistente às vezes, mas muitos fãs devem considerar tais idiossincrasias cafeinadas até legais e esquecer os aborrecimentos quando o trio arremata versões de estúdio das aceleradas favoritas dos shows "You´ve Done Nothing" e "Pastel". Uma curtida retrô de "Don´t Turn Away" vai colocar novos ouvintes em algo que os aficcionados velha guarda do Face to Face já conheciam desde o lançamento do disco em 1992: desde o primeiro momento, Trevor Keith e companhia tinham os instintos para ao mesmo tempo reafirmar e transformar o punk. (Soa um pouco exagerado mesmo)
A classic!

A banda Billy Talent pegou sua curiosa denominação de um personagem do rockumentário ficcional e cômico de 1996 chamado "Hard Core Logo", o qual traçou as contínuas aventuras de uma banda punk envelhecida de Vancouver. A referência é provavelmente mais ressonante na base de origem do Talent, Toronto. Em qualquer outro lugar, fica um pouco estranho. Por sorte, o quarteto que dá nome ao lançamento pela Atlantic batalhou com afinco em fazer a música importar mais do que qualquer releitura ou revivescimento estilizado de um gênero. Por musculares, implacáveis e cruelmente cativantes 40 minutos, a banda atinge o cerdoso e melódico punk do Buzzcocks enquanto trabalha as dinâmicas de vocais duplos do Fugazi, costurando precisas quebras de guitarra em seus próprios hinos de três minutos. A influência de Buzzcocks é evidente e imediata. De fato, o Billy Talent convenientemente abriu em várias datas da turnê de reunião em 2003 dos veteranos. Assim como, o Talent se beneficiou da produção que trabalhou os refrões ao máximo em um pugilismo sônico. Mas enquanto Benjamin Kowalewicz berra e se esgoela nota-se que carrega algo da boca do interiorano e até melodramático Raine Maida do Our Lady Peace, suas letras pegajosas são ao mesmo tempo ásperas, e seu braço direito o guitarrista Ian D´Sa prefere tons mais tensos e angulares, ao invés da enorme compressão usada pelas bandas "punk de butique" que proliferaram na virada do século. "Try Honesty" e "This Is How It Goes" certamente possuem refrões pegajosos. Mas na última citada "Hold my breath until my heart explodes" é mais sombria do que qualquer tentativa banguela de desafiar autoridade do Good Charlotte. Não existem passagens hip hop ou power baladinhas aqui. "Living in the Shadows" e "Line & Sinker" são atos post-hardcore em petardos borbulhantes às raias do básico, mas reconstruídas com melodia. "The Ex" parece ser o mais direto revivalismo de dois minutos e meio de punk no Billy Talent. Mas mesmo sendo uma daquelas letras adolescentes de corno revolts os caras colocaram uma forte energia difícil de se falsificar. Acabou que o disco foi mega sucesso, não seria por menos.
Entertaining album.

Max Raptor - Portraits


Se é power pop post-punk com um toque contemporâneo que você procura, então não precisa olhar além do mini album de estréia "Portraits" da banda baseada em Midlands, Max Raptor.
Desde a primeira "The King is Dead" o som está cheio rock guiado por guitarras pegajosas. Na faixa 2 "The Great and the Good" é de se pensar, sim, uma banda com algo novo a dizer. É legal ver bandas que refletem seus tempos. Nos meus tempos de VHS e zines trocados pelo correio, havia bandas cheias de raiva assim.
A faixa 3 "Beasts", poderia ser um single de sucesso se tivesse divulgação no rádio. A faixa 4 "Obey the Whips" não fraqueja e parece um Dave Grohl da era Foo Fighters de quando eles ainda eram bons. Em "Carolina" fica claro que estava a uma aparição no Later With Jools Holland de estourar para valer. "Patron Saint (Of Nothing)" parece uma favorita de festival de verão.
No geral tem uma mistura de Killing Joke, The Clash e Red Lorry Yellow Lorry. Max Raptor tem aquela atitude british punk o que faz sem preguiça e ao contrário de outros grupos, de uma maneira sem parecer falso. Eles tem tocado ao vivo por anos anos e parece que acabaram colhendo frutos. Em "Portraits" o produtor Dan Weller captura a distinta energia da banda tocando ao vivo, como deveria ser.
Vale uma conferida.
Good debut.

The Darkness - Permission to Land


Como muitos hard-rock saudosistas daquele tempo, este quarteto estava imerso numa pegada de AC/DC e Queen antigo. Mas o Darkness tinha uma arma secreta: o vocalista desvairado de lycra Justin Hawkins, um homem sem medo de perpetrar falsettos à la Tiny Tim em cada música de seu album de estréia. Não se engane, o cara não está zoando. Músicas como "Get Your Hands Off My Woman" e "Givin´ Up" apresentam riffs de força industrial, vigorosos solos de guitarra com hammer-on e uma seção rítmica expressiva. Baladas como "Love Is Only a Feeling" são tocadas com tamanho gosto jamais sonhado por bandas de metal parodistas como Satanicide e Massacration. "Permission to Land" é um dos poucos albuns de retro-metal que merecem mais que uma risadinha momentânea. O hard rock oitentista reviveu por uns tempos neste album.
Hilarious but not a joke.

dark vfo perm hahfk


Airbourne - No Guts. No Glory


Neste segundo album, esses rockeiros doidos australianos estão exatamente um traje escolar de distância de serem uma banda cover de AC/DC. O homem de frente Joel O´Keefe aperfeiçoou os grunhidos de Bon Scott e os sons emulam perfeitamente nas guitarras os riffs de boogie-woogie backbeats do AC/DC. Como se não fosse o bastante, as letras ("As long as you're alive and we're alive / Rock'n'roll will never die!") e os títulos das músicas ("Born To Kill," "Overdrive," "Back On The Bottle") também possuem aquele sentido de "já não ouvi isso antes em algum lugar?". Originalidade à parte, mas chega a ser meio forçado.
No final das contas, tenho que admitir. Em tempos de rock maricota este disco veio para dar uma boa dose de testosterona antes que ficássemos todos andrógenos e ovulantes afins.
Great young band.



Asian Dub Foundation - Punkara [Japan Release]


Pelos tempos do auge do Asian Dub Foundation no final dos anos 90, tornou-se um cliché os enaltecerem como o que o Reino Unido tinha de mais perto de um Clash ou Sex Pistols moderno, carregando a tocha da rebeldia punk. Uma coisa preguiçosa de certa maneira. A idéia de qualquer música que vestisse a roupagem política dos idos de 77 (e todo o resto) parecia conservadora por si mesma. Uma tentativa de acorrentar uma banda que foi feita para quebrar qualquer corrente que encontrasse. É um tanto desapontador reportar, então, que uma década depois de seu album incendiário de sucesso, "Rafi´s Revenge" de 1998, o ADF retornou com um album entitulado "Punkara", um amálgama de punk e Bhangra, que soa como um gênero preparado por um jornalista em seu intervalo de almoço.
Descrito pela banda como "um passo além dos sons de baladas" em favor de um som mais pesado e ska-punk/rap-rock, "Punkara" inicialmente desapontou: francamente é um pouco de Limp Bizkit, porém com batidas mais rápidas, e com letras tendendo para o polêmico com o jogo de palavras espertinho que as banda de nu-metal adoram (vide "Altered Statesmen", sobre líderes mundiais e suas predileções por refrescos químicos).
Ainda assim, equanto que o formato geral de "Punkara" não pareça nada revolucionário, contém alguma diversão incendiária para se curtir. Um cover de "No Fun" com Iggy Pop nos vocais poderia ser um daqueles momentos "e daí?", mas o ADF recria a faixa com marcantes tambores asiáticos, flautas evidentes e para seus créditos Iggy não parece se importar nem um pouco. Destaque do album, "Speed of Light", enquanto mistura cordas de Bhangra, vocais etéreos femininos e tempos galopantes de drum ´n´ bass com um efeito genuinamente inspirador. Não é o melhor disco deles, mas o fato do Asian Dub Foundation ainda estar lutando foi reconfortante por si só.
Youthful and creative.