Showing posts with label rock. Show all posts
Showing posts with label rock. Show all posts

Jefferson Airplane - The Worst of Jefferson Airplane


A despeito de seu título cínico, "The Worst of Jefferson Airplane" apresenta uma boa recapitulação dos seis primeiros albuns da banda. Lançado em 1970 logo após de saída inicial de Marty Balin da banda, o album marcou não só o fim da década mas também, sem querer, o fim da fase mais estável da banda em termos de membros. As faixas escolhidas são igualmente divididas entre os albuns da primeira geração, Somente o ao vivo "Bless Its Pointed Little Head" é representado por uma única música. Algumas omissões estão latentes aqui, mas notadamente o single de sucesso "Greasy Heart" e a faixa marca registrada de Kantner, "Wooden Ships". Apesar de tudo, as músicas escolhidas para este album sumarizam bem o apelo distinto de cada album do Jefferson Airplane da década de 60, e também o disco representa uma forma ideal de introduzir alguém ao material do começo mais psicodélico da banda.
The album to get yourself acquainted with the group.



Free - Fire and Water [Deluxe Edition]

Se Fleetwood Mac, Humble Pie e Foghat nunca tivessem sido formadas, Free seria considerada uma das maiores bandas de blues-rock pós Beatles até então, e "Fire and Water" mostra o porquê. Conceitualmente novo, carregado de um sentimento de raiz, Free conseguiu distinguir-se do resto com um público diferente como Black Sabbath e Deep Purple fizeram em 1970 (em termos de impacto somente). Não só por causa de "All Right Now", o disco tem uma excelente uniformidade com boas canções no meio como "Mr. Big" (baixo super legal), "Do You Remember" e "Don´t Say You Love Me". Free apresentou-se para o mundo como uma banda completa, em cada sentido da palavra. Das guitarras charmosas de Paul Kossoff, aos vocais cheios de alma de Paul Rodgers, foi um grupo que facilmente poderia vestir o mesmo manto de Cream, Blind Faith ou Derek & the Dominos.
Another classic.

The Who - Higher Education

Bootleg lançado pela Tendolar com boa qualidade sonora. O disco tem as mesmas faixas do show no McDonough Gymnasium (Georgetown University, Washington DC, USA) em um domingo de de novembro de 1969, que apareceram em outro bootleg original chamado "Cops and Robbers". Na realidade "Higher Education" é o show contido em "Cops and Robbers" com as músicas fielmente na mesma ordem, mais faixas das demos de Pete Townshend e cortes de estúdio.
Oldie.

Pretenders - Pretenders

Garotas fortes, garotas fortes. De repente o mundo estava inundado de garotas fortes. E Chrissie Hynde é uma das boas. Talvez nem todas as suas canções sejam singles campeões, mas ela tinha mais a oferecer emocionalmente e musicalmente (e sexualmente) do que a maioria da competição, a não ser que Patti Smith conte. Ela parece que toca para si mesma aqui mas também para os outros. Quando alterna entre força e ternura não parece que esteja fingindo ou exagerando, entretanto poderia estar. E ela converge essas mudanças com sua voz assim como com suas letras bem sacadas, com pitadas de gírias. O mesmo se aplica para as guitarras de James Honeyman Scott.
Not that consistent but a classic.

Steve Vai - Flex-Able Leftovers



Antes de suas gigs milionárias com David Lee Roth e Whitesnake, Steve Vai prestou serviço como guitarrista de Frank Zappa no começo dos anos 80. E analisando seus dois primeiros albuns solo lançados na época, "Flex-Able" de 1984 e "Flex-Able Leftovers", ele foi bastante influenciado pelo estilo de compor de Zappa. Apesar de ter um carimbo de Zappa nos sons, Vai deixa bem sua marca registrada na guitarra pelo album todo. Também, Vai foi um dos únicos guitar heroes dos anos 80 a dar mais importância às composições ao invés de só solar como um demente. Enquanto "Flex-Able" era um album completo, "Fleax-Able Leftovers" era para ser originalmente somente um EP do material que não saiu no primeiro album. Quando "Flex-Able" foi lançado em CD em 1988, algumas poucas faixas de "Leftovers" foram incluídas como bonus, e os fãs então imaginaram se o EP inteiro poderia algum dia sair em CD. Dez anos depois seus sonhos se realizaram. Não somente o EP foi relançado mas também faixas inéditas daquela época foram incluídas, fazendo um album completo.
Um humor idiota aparece em "#?@! Yourself", e também um humor mais maluco no maior estilo Zappa em "So Happy". Imenso talento e técnica na guitarra em "Massacre" e "Natural Born Boy". E Vai mostrando grande talento na composição em "Burning Down the Mountain", "The Beast of Love" e "Bledsoe Blvd".
Album recomendado para guitar maníacos e fãs de rock em geral.
Forced and pointless.

The Beatles - The Alternate Revolver

Existem várias series "Alternate" dos Beatles. Além da Pear tem as da Walrus, porém esta usa algumas faixas chupadas do "Anthology". As da Pear geralmente aparecem em digi packs. Em geral é uma boa série para quem quer começar a colecionar bootlegs dos Beatles, para quem já tem muitos bootlegs vai acabar adquirindo as mesmas faixas novamente. O selo Pear é um selo de cópia, ou seja, não lança material novo, porém agrega bem materiais como sobras de estúdio, ensaios, demos e gravações ao vivo de outros bootlegs mais antigos. Muita coisa vem dos bootlegs da Yellow Dog, que alguns não são tão fáceis de encontrar e a Pearl acaba fazendo boas coletâneas de material deles. Obviamente nada ideal. São discos bons de se escutar, porém a mistura de material de estúdio de boa qualidade com gravações ao vivo frequentemente de má qualidade estraga o barato um pouco. A Pear também faz questão de deixar explícito em seus materiais o não uso de material dos "Anthology", porém algmas canções soam a mesma coisa, exceto por em reverb aqui e ali as vezes.
"The Alternate Revolver" combina mixagens mono inglesas e americanas com "Here There and Everywhere" e "Yellow Submarine" do CD single "Real Love". Take 1 e 2 de "Paperback Writer" e "Rain" foram tiradas de outros bootlegs.
30 músicas para os beatlemanícos curtirem.
Good CD for the fans.

The Rolling Stones - 1969 Soundboard Collection

Bootleg da banda contendo 14 faixas de quatro shows diferentes, 3 da tour americana e 1 em London, todos em 1969. A qualidade do som deixa a desejar mas para os fãs da banda é uma boa pedida. Inclui grandes sucessos como "Jumping Jack Flash" e "Sympathy for the Devil".
Have fun.

U2 - Rattle and Hum


Enquanto o U2 fazia sua tour pelos estádios no ano de 1987, membros da banda diziam aos entrevistadores como tornaram-se fascinados pela música americana, especialmente a black southern nas raízes do rock-and-roll-blues, gospel e soul. Ao mesmo tempo, o album da banda irlandesa de 1987, "The Joshua Tree", trouxe à banda popularidade mundial, alavancando o U2 de nível de culto para aplausos quase universais.
Uma banda que produziu hinos idealistas para uma geração estava alcançando uma boa parte dela. Ao mesmo tempo, estavam tornando-se rock stars, susceptíveis a pressão e um senso convencido de significância. "Rattle and Hum" album complementar de um filme de uma tour tenta pôr juntos temas mundiais e locais. É uma bagunça. Partes das performances ao vivo são eletrizantes. ''I Still Haven't Found What I'm Looking For'' (em um arranjo transformado por um coro gospel e solistas), "Pride" (in the Name of Love) e "Silver and Gold" (uma parábola que urge sanções econômicas contra a África do Sul) capturam o senso elevado de solidariedade que U2 e sua audiência geram.
Mas a banda lançou um disco ao vivo, ''Under a Blood Red Sky,'' em 1983, e claramente quis fazer algo mais ambicioso com "Rattle and Hum". O album esbarra desde hinos de estádio até novas gravações de estúdio e snippets. O plano, claramente, era reter o fervor moral de "The Joshua Tree", e ainda variar o estilo tão imitado da banda, apra prestar homenagem a música americana, e resgatar alguma espontaneidade que o status de rockstar pode destruir. Infelizmente, o egocentrismo da banda entrou no caminho.
"Rattle and Hum" é pesteado pela tentativa da banda de agarrar qualquer manto do Hall da Fama do rock-and-roll. Mesmo estando em tour, a banda gravou no Sun Studio em Memphis (onde Elvis Presley registrou seus primeiros sucessos) com colaboraçãoes de Bob Dylan e B.B. King. O album inclui uma canção dos Beatles ("Helter Skelter"), uma de Dylan ("All Along the Watchtower") e um pouco da versão de Jimi Hendrix de "The Star-Sprangled Banner".
Cada tentativa é embaraçosa de sua maneira. Bono Vox, vocalista e letrista, abre o album com a cabeça na bunda quando anuncia na introdução de "Helter Skelter', dizendo, ''This is a song Charles Manson stole from the Beatles. We're stealing it back.'' Ele só se esqueceu que U2 não são os Beatles, e continua depois embaralhando a letra. Mr. Vox sentiu-se compelido a adicionar um verso messiânico à enigmática ''All Along the Watchtower'': ''All I've got is a red guitar/ three chords and the truth.''
Mas problemas maiores surgem nas novas canções da banda. Em "Rattle and Hum" a banda tenta mesclar dois estilos que dão autenticidade no rock. Um é o próprio estilo da banda de grandes arenas, um sentido aberto aberto literal. A voz sussurrada e aberta de Bono Vox, as guitarras de Edge (frequentemente usando quintas abertas no estilo medieval ao invés de maiores) e o crescendo dramático da banda toda, sabiamente usado sugerindo sentimentos de explosão e perda de controle.
O outro é o retorno às raizes musicais, com a conotação de que estilos antigos eram mais diretos e honestos, menos artificiais, do que os modernos. Junto com os tributos, a banda tenta seus próprios blues (''God Part II'' e ''When Love Comes to Town,'' com B.B. King no seu banquinho), Bo Diddley rock (''Desire'' and ''Hawkmoon 269'') Memphis soul dos anos 60 ("Angel of Harlem" com Memphis Horns) e rythm-and-blues ("Love Rescue Me").
Infelizmente, blues e soul não são as raízes principais da banda. O estilo da voz de Bono vem do hard rock, e é um estilo em que a paixão é assinalada com grande emoção. Grandes cantores de blues e soul sempre tinham algo na reserva guardado, liberando seus voos mais altos com uma virtuosidade estática que ainda demonstrava certo controle. Em ''When Love Comes To Town,'' B.B. King canta seus versos como um bluseiro. Mr. Vox apenas grita os seus incluindo o miserável e auto explicativo ''I ran into a juke joint.'' "Angel of Harlem", desesperadamente tenta prestar tributo a Billie Holiday mas acaba pretenciosa.
O problema não é raça ou geografia, mas o talento e inclinação. Outros artistas brancos através do Atlântico - os Rolling Stones, Eric Clapton, Steve Winwood, Van Morrison - conseguiram personalizar o blues americano e o soul. U2 entretanto tenta adotar a convicta sinceridade do soul enquanto ignora seus padrões.
Exceto por "Heartland", uma balada com imaginação que conecta escravidão e apartheid, o resto das novas canções da banda desapontam no que dizem. "The Joshua Tree" trazia imagens de amor, sofrimento e apocalipse, de compaixão pessoal e professia global, em letras que fizeram o imaginário bíblico parecer pessoal e tocado no coração. Em "Rattle and Hum" algumas canções resumem-se pelos próprios nomes - ''Desire,'' ''All I Want Is You'' - e a palavra "love" aparece constantemente. "Hawkmoon 269" asserta "I need your love". "Love Rescue Me" escrita por Bob Dylan, é um pouco mais complicada e piegas: ''Many lost who seek to find themselves in me/ They ask me to reveal/ The very thoughts they would conceal.'' "God Part II" conclui "I believe in love".
A banda poderia estar tentando imitar a efetividade direta do estilo de compor do soul, onde "love" liga o ardor gospel religioso a as paixões primitivas da música secular, mas o resultado é auto-parodioso.
Popularidade massiva pode ser difícil para os músicos, especialmente para o U2 que sempre tentou fazer as coisas da maneira mais sincera possível até então. Desde o início, sempre teve uma qualidade não preservada, um senso de urgência e vulnerabilidade que se manteve até mesmo quando sua audiência cresceu em milhões. Essa urgência se condensa de uma maneira ruim em "Rattle and Hum", onde a banda insiste que interpretar músicas de outras pessoas de maneira desastrada é tão importante como a coisa em si. O que temos aqui faixa após faixa é pura egomania.
Pretentious in a bad way.

AC/DC - T.N.T.

Segundo album de estúdio da banda australiana, lançado em 1975, ainda com o vocalista original Bon Scott. Sete das nove músicas foram escritas por Angus Young, Malcom Young e Bon Scott. "Can I Sit Next to You Girl" foi escrita por Young & Young, e "School Days" é uma versão cover de uma música de Chuck Berry.
O disco foi originalmente lançado pela Albert Productions e nunca mais foi relançado por outro selo. Entretanto a maioria das músicas foram incluídas no album da Atlantic Records "High Voltage" que foi lançado internacionalmente em 1976.
O album marcou uma mudança no direcionamento musical da banda em relação ao antecessor "High Voltage" lançado em 1975. Em "T.N.T." a banda embarcou na fórmula que lhes levou ao sucesso: rock n roll afiado com bases no blues. Enquanto em "High Voltage" o som estava mais influenciado por glam-rock. "T.N.T." possui algumas das músicas mais famosas da banda como a faixa título, "It's a Long Way to the Top (If You Wanna Rock 'n' Roll)", "The Jack", "Rocker" e "High Voltage".
Dois singles foram lançados do album - "High Voltage" (julho de 1975) e "It's a Long Way to the Top (If You Wanna Rock 'n' Roll)" (dezembro de 1975). "High Voltage" foi a primeira canção escrita e gravada para o album, inspirada no título do album anterior. O que fez muitos fãs acharem que era do album anterior "High Voltage". Chris Gilbey da Albert Productions mais tarde disse ter sido isso uma causa do repentino aumento depois nas vendas.
O album levou a banda a várias aparições no famoso programa Countdown na Austrália, com participações ao vivo e o video de "It's a Long Way to the Top (If You Wanna Rock 'n' Roll)" que foi filmado em fevereiro de 1976, em que a band aparecia com membros da Rats of Tobruk Pipe Band, viajando em um caminhão na Swanson Street em Melbourne o que levou em 2004 a decisão de colocar o nome na Melbourne Corporation Lane de ACDC Lane em tributo a banda.
Album que revolucionou a história do rock e horrorizou a sociedade australiana na época. Pais odiavam o AC/DC e trancavam suas filhas em casa, enquanto muitos batiam cabeça imitando Bon e Angus gritando "Oi!". Época das bandas glam do meio da década de 70, que foram explodidas por esse "T.N.T.". Sem falar que como um album pré-punk ele tem muito de punk na essência. Trinta e cinco anos depois cá está AC/DC, atual e imbatível.
Its a long wayyyy to the top!!!!! if you wanna rock n rooooolll!!!!

The B-52's - The B-52's

Album selft-titled da banda americana de Athens, Georgia de new wave B-52's. Letras e humor kitsch, e refrões pegajosos fizeram a base de fãs da banda com este album de grande sucesso. O design da capa foi de Tony Wright recebendo o nome de "Sue Ab Surd". Mesmo artista que fez capas para Bob Marley, Ramones, Black Uhuru e muitos outros.
O sucesso do album alcançou #59 na Billboard 200 e "Rock Lobster" alcançou #56 na Hot 100. Em 2003 a rede de TV VH1 nomeou o album como #99 de todos os tempos. Pouco antes de sua morte, John Lennon disse ter curtido o disco. E assim vai a lista de méritos deste self-titled.
O disco foi gravado em 1979 em Nassau, Bahamas. Definitivamente chacoalhou o status quo do rock do final dessa década tornando-se um clássico. Muitos roqueiros mais conservadores do final dos anos 70 tentaram com todas as forças ignorar os Sex Pistols e Clash, clamando que o tumulto punk era apenas moda passageira, enquanto que os já os fãs de pura diversão se entregaram aos refrões e batidas deste self-titled. Entraram para a "new wave" balançando ao som do "Rock da Lagosta". Kitsch e brilhante.
A banda ficou conhecida pelo seu colorido visual anos 50 e vocais únicos, misturando harmonias melódicas agudas dos vocais de Cindy Wilson e Kate Pierson com o sprechgesang de Fred Schneider. A banda foi formada no início de 1977, e com o lançamento desde album foi ganhando o underground com um new wave/surf pop cativante. E deste album saiu "Rock Lobster" que emplacou no Rock and Roll Hall of Fame como uma das 500 músicas que formaram o estilo. Posteriormente a banda consagrou outros mega-sucessos em diferentes discos, como "Own Private Idaho" e "Love Shack". A banda continua na ativa, decrépitos ou não, com disco novo.
Muita gente da época odeia a banda, e não é de se condenar, pois algumas músicas tocavam exaustivamente, em festinhas, rádio, qualquer lugar. Tecnicamente, bem, a banda não é la grandes. Mas este album em particular é honesto, sem mega produção, sem músicos adicionais, somente aquele pop básico sem máscara. Para quem nunca foi fã da banda, vale uma nova audição. É apenas um album divertido, nada mais.
Para quebrar preconceitos.

Jimy Hendrix - Before the Experience

Mais uma das incontáveis compilações de Jimy Hendrix que aparecem por aí, esta contendo supostamente canções da era pré "Experience" de sua carreira. Para quem conhece Jimy Hendrix já sabe que o título é furada vendo os nomes das músicas. Lançado pelo selo britânico especializado em material relançado Charly Records em 1994. No Brasil saiu encartado na Revista Rock número 2. As músicas são clássicos como "Red House", "Sweet Thing" e "She's a Fox".
O esquema é o mesmo de sempre trantando-se de Jimy Hendrix, guitarra crua, viagens e mais viagens, e muito som bom. Jimy é sempre uma boa pedida.

Pink Floyd - Obscured By Clouds

Disco baseado na trilha sonora para o filme francês "La Valleé", lançado em 1972. A capa estranha é um filme desfocado com um homem em uma árvore. Este com certeza é um dos albums mais obscuros da banda. O filme trata de um grupo de jovens que vão procurar "iluminação" para suas mentes em uma floresta na Nova Guiné. O album abre com duas músicas instrumentais, a cheia de sintetizadores "Obscured By Clouds" e a guitarra pesada de "When You're In". Depois vem a balada "Burning Bridges" no maior estilo Dark Side of the Moon. "Wot's...Uh the Deal" apesar do nome bizarro, tem um toque que lembra levemente uma balada dos Beatles. O resto do album fica por sua conta julgar e curtir. Um dos albums mais desconhecidos do Pink Floyd, boa viagem malucos! Hotfile http://www.multiupload.com/HF_87FKBNE0XY Badongo http://www.multiupload.com/BD_87FKBNE0XY 2Shared http://www.multiupload.com/2S_87FKBNE0XY

Led Zeppelin - III


Led Zeppelin III como o próprio nome diz é o terceiro de disco da banda, lançado em 1970 e produzido por Jimmy Page. A maioria das músicas foram foram feitas por Page e Robert Plant em um chalé do século XVIII no topo de uma colina, chamado Bron-Yr-Aur, situado em Gwynedd no País de Gales. Lá Page e Plant reuniram-se para relaxar e compor após a turnê norte-americana. Um lugar remoto, sem água encanada nem eletricidade que nota-se bem refletido nas composições ao longo do album. Após prepararem o material para o futuro album, Page e Plant então juntaram-se ao baterista John Bonham e ao baixista John Paul Jones em um lugar rural chamado Headley Grange em East Hampshire para ensaiar as músicas. As gravações vieram depois em Headley Grange assim como em Londres em diferentes estúdios, com a mixagem em Memphis nos Estados Unidos durante a sexta turnê deles por lá. A engenharia de estúdio do disco fica por conta de grandes nomes como Andy Johns e Terry Manning. O album marca a mudança de foco da banda do hard rock sessentista para um som mais inspirado no folk rock ou electric folk, o que acabou captando muitos fãs de rock progressivo para eles, que até então não se atraím muito pelo repertório de blues e rock dos dois primeiros discos do Led Zeppelin. Led Zeppelin III foi um dos albums mais esperados do ano de 1970 e somente nos Estados Unidos teve em torno de um milhão de pre-orders. Um dois maiores best-sellers da história da música moderna. A capa foi desenvolvida por Zacron, um artista multimídia que Page conheceu quando ainda era estudante na Kingston College of Art. A arte consistia de várias imagens loucas, incluíndo zeppelins e rostos dos integrantes da banda, sobre um fundo branco. Por trás ficava um volvelle que também continha várias imagens e podia ser girado compondo diferentes combinações visuais. Dito isso tudo vamos para um rápido faixa a faixa:
"Immigrant Song" faixa de abertura do album, facilmente reconhecível pelo vocal em coro choroso de Plant com com uma certa alusão de Bali Ha'i, e um riff em staccato repetitivo de Page, Bonham e Jones. O som um pouco estranho nos primeiros segundos da música é proveniente da estática de uma unidade de eco que estavam usando na gravação. A inspiração para Plant foi a turnê que eles fizeram na Islândia em meados de 70, a letra é dedicada ao islandês Leif Ericson e trata-se da perspectiva dos vikings navegando para o oeste em busca de novas terras e conquistas. A música hoje em dia é usada pelo time de futebol americano Minnesota Vikings para as introduções pré jogo.
"Friends" segunda música do album, composta por Page e Plant em Bron-Yr-Aur, começa com uns toques ocasionais nos instrumentos e conversas de estúdio ao fundo. É uma das únicas músicas deles com arranjos de cordas. No final da música fica o som de um sintetizador Moog que persiste até a faixa seguinte. A letra fala sobre quando alguém está só ou triste devemos dar a esta pessoa um sorriso, em outras palavras, fazer esta pessoa se sentir melhor. A única performance ao vivo desta música conhecida foi em Osaka no Japão em 71 em que pode-se perceber Page perguntando a Plant se ele gostaria de tocar ela enquanto Bonham retorna de atividades desconhecidas nos bastidores do palco.
"Celebration Day" terceira música do album, quase ficou de fora por conta de um engenheiro que acidentalmente apagou os primeiros compassos tocados da bateria de Bonham, na edição então cobriram o erro, ou apagamento, com o sintetizador Moog restante do final de Friends. A guitarra hipnótica de Page é marca registrada nesta música, três ou quatro riffs misturados com uma guitarra em afinação normal e outra em lá, tocada em slides. As letras de Plant referem-se a suas impressões sobre a cidade de Nova York. Jimmy Page tocou esta música com os The Black Crowes em sua turnê em 99.
"Since I've Been Loving You" um blues-rock que foi umas das primeiras composições feitas para o disco, gravada ao vivo em estúdio com pouquíssimos overdubs, é possível até ouvir os pequenos guinchados que fazia o pedal do bumbo de Bonham ao tocar, o que incomodou um pouco Page depois no resultado.
"Out on the Tiles" a música quer dizer na gíria britânica daquele tempo algo como "ir pra balada", dito por Bonham um dia quando referia-se a ir para bares tomar uns drinks. O efeito "espaço-ambiente" que percebe-se na música é devido a microfonagem que Page fez na gravação, colocando os microfones todos longe dos auto-falantes na hora de gravar. A banda Megadeth fez um cover desta música na versão japonesa do album "United Abominations".
"Gallows Pole" adaptação que Jimmy Page fez para a versão que Fred Gerlach fez da música tradicional chamada "The Maid Freed from the Gallows". A música começa com violão simples depois adicionam-se bandolins, logo depois baixo elétrico, finalmente depois banjo e bateria juntam-se de uma vez.
"Tangerine" música composta por Page que tem origem em uma velha canção dos Yardbirds chamada "Knowing That I'm Losing You", com um toque de estilo country music devido a slide que Page usa nela. Até os vocais de Plant são gravados em duas pistas com os tons diferentes, um mais grave e outro mais agudo. Dave Matthews fez este cover muitas vezes na década de 90 em seus shows.
"That's the Way" uma das mais melódicas e gentis músicas gravadas pela banda, tocada por Page no violão em sol e slide guitar, enquanto John Paul Jones toca bandolim. Composta por Page e Plant em Bron-Yr-Aur é possível se notar a atmosfera do País de Gales em suas melodias.
"Bron-Y-Aur Stomp" mais uma composta por Page e Plant onde nem é preciso mais dizer, Jones também recebeu créditos por ela no disco. Gravada em um estúdio móvel dos Rolling Stones em Headley Grange. Nota-se Bonham tocando colheres e castanholas no final da música.
"Hats off to (Roy) Harper" última música do album onde Page toca slide enquanto Plant canta com efeito de tremolo. A música é um amontoado de fragmentos de composições de blues de vários artistas, é um tributo ao cantor de folk Roy Harper e os bluseiros americanos da década de 60.
Pérola da música! Have fun People!