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Zeke - Kicked in the Teeth


"Kicked in the Teeth", como todos os albuns que o precederam, baseia-se primariamente em riffs de guitarra punk e rock and roll rebuscado com bateria de hardcore, o CD inteiro moendo sem descanso. Pisque os olhos e já acabou. Como o primeiro album da banda pela Epitaph, um selo com um bolso consideravelmente grande, chega a ser surpreendente que "Kicked in the Teeth" não seja da mesma qualidade sonora de ambos "Super Sound Racing" ou "Flat Tracker", albuns feitos presumivelmente com um orçamento apertado. Musicalmente, é quase um equivalente ao "Flat Tracker", talvez não tão forte, mas o Zeke faz essencialmente uma coisa, e uma coisa bem, incrivelmente rápido, punk e rock and roll fora de controle, executado com um bom trabalho de guitarra principal. Há também, entretanto, alguns sons mais lentos. Afinal, Zeke não é uma típica banda americana de punk ou hardcore metidinha, apenas fazem seus trabalhos. Por exemplo, o cover bombado do Kiss "Shout It Out Loud" é tocado com convicção. Por isso é uma pena que o Zeke queira tocar apenas rápido e mais nada.
No melody just punk.

Ratos De Porão - Anarkophobia - Brasil (1990)

O que falar de Ratos? Ou pra ser mais exato, o que falar de Anarkophobia? Gravado em 1990, sendo o 5° álbum da dessa banda que sempre fez um som fodido. Ratos já estavam numa fase mais crossover, não era mais o som 'punk cru' como o de início. Banda que desde o início faz um trabalho dos bons, todo material compensa ser ouvido, destaco Anarkophobia, dos álbuns que não podem deixar de serem ouvidos, considero o melhor, desde o início, por completo, álbum esse que puxo o saco fácil, uma das maravilhas musicais que é preciso ser ouvida, mas dando fim ao blablabla...contém também o cover 'Commando' dos Ramones, que pra ser sincero, preferi bem mais essa versão dos Ratos. Letras com grande conteúdo refletivo, como por exemplo críticas sobre a Igreja Universal, Deus e etc.. assuntos esses que causam grande polêmica num país que tem em sua maioria da população religiosos de 'carteirinha' e que muitas vezes pra completar são intolerantes à ponto de fazerem vingança com as próprias em nome de seu 'deus' e que continuam sendo iludidos por um bando de mal-caráter que só querem o teu dinheiro, te ludibriando com idéias de uma vida eterna e linda, mas só se tu pagar por isso..PORRA! TÁ FÁCIL NÃO HEIN! dízimos, promessas, salvação, vida eterna, paz...ish! Enfim, ouça e tire tua própria 'conclusão', sinta o som, reflita sei lá...


Dead Kennedys - Fresh Fruit for Rotting Vegetables



Album clássico da história do hardcore punk, ponto final, a resenha poderia parar por aqui.
Ok, chovendo no molhado a resenha continua para os que viveram em uma caverna até os dias de hoje ou são adolescentes que cresceram achando que Green Day é movimento punk.
Jello Biafra aqui consagra-se na sua marca registrada de confeccionar letras, misturando assuntos seríssimos com comédia e dramatizando completamente na hora de cantar. Sendo um pouco sarcásticos poderíamos dizer que ele estaria equiparado a um vibrato de Tiny Tim desempregado.
Neste album estão também os dois maiores clássicos da banda, "California Uber Alles" e "Holiday in Cambodia". A fato aqui é que este album é um daqueles como "London Calling" do Clash que vieram no lugar certo na hora certa. As letras de Jello aqui alcançam grandes autonomias abordando temas que passam por religião, idade, família, amigos, vida em geral, dinheiro etc...
A questão principal é que a música enquanto arte, mesmo sendo um rebuscado hardcore punk, ainda tinha algo a dizer. Com propriedade, não da boca para fora. É uma questão de perspectiva. Será que pagar 200 reais para ir em um mega show com tema de sustentabilidade, jogar lixo no chão e não levar nada com isso, somente fotos tiradas de um celular do último tipo para colocar no facebook, talvez seja a prática da vez?
Bla, bla, bla... Escutem o som aí. O punk não morreu não. Podem ter certeza. Hoje temos bandas poderosas com letras de grande significado como NXZero, Fresno e Good Charlotte. Aliás, nem escutem este disco do Dead Kennedys, é som velho, não presta. Melhor o top 10 da MTV.
Spitting venom classic.

NO F-X - Self Titled [7" EP]


Primeiro EP da banda NOFX de 1984 lançado em primeiro de janeiro de 1985.
A primeira prensagem em vinil preto 7"33 RPM esgotou-se rapidamente com uma tiragem de apenas 500 cópias. O preço agora gira em torno de 150$ dolares.
Este EP saiu depois como parte da compilação "Maximum Rocknroll".
Para quem não é muito fã dos trabalhos mais recentes deles vale uma conferida. O som é um hardcore punk com uns elementos crossover, e bem honesto, ao contrário do que veio depois.
Vinte e cinco aninhos de idade já fez este EP.
Go mosh!

Circle Jerks - Golden Shower of Hits



Tudo que você ama sobre os legendários punks da California os Circle Jerks está gloriosamente mostrado aqui em "Golden Shower of Hits". Último album com Roger Rogerson no baixo e Lucky Lehrer na bateria, que acabou não sendo creditado mas foi quem tocou. Após a saída dos dois o som da banda tomou outro direcionamento, no album de 1985 "Wonderful".
"Golden Shower of Hits" é mais um disco que segue bem a linha dos Jerks, rude, barulhento e engraçado. Excelente!
Legendary Cali punk band.

Agnostic Front - Something's Gotta Give

"United we stand,divided we fall,gotta gotta gotta go!!" Isso resume um bocado o Agnostic Front,banda Nova Iorquina de hardcore,uma das maiores representantes do NYHC,senão a maior.Bases empolgantes, arranjos criativos, vocal inconfundível de Roger Miret, coros no melhor estilo de guerra e sempre com letras dotadas de conteúdo - o principal pilar para construir o hardcore. É nesse CD que está um dos grandes hinos do hardcore, a excelente "Gotta Go!", que é uma música para quebrar tudo num show, para cantar do começo ao fim e pirar nos solos de guitarras que, apesar de serem simples, dão uma surra feia nos daquelas bandas de "metal progressivo". Nesse CD está também um cover de uma banda Iron Cross, com a música "Crucified", simplesmente matador! As demais músicas são na mesma linha, não deixam pedra sobre pedra, não deixam a empolgação cair e provam porque o Agnostic Front é uma banda respeitada por todos e que sobrevive às décadas sem perder o espírito,e porque monstros como Madball e Sick of It All se inspiraram nesses caras. Mediafire

Chaos U.K. - The Best of Chaos U.K.

Heróis do punk que começaram em 1979 em Portishead, perto de Bristol, Inglaterra. Tocando um agressivo hardcore punk rock inicialmente. Com um line-up formado pelo vocalista Simon, guitarrista Andy, baixista Kaos e o baterista Potts. Assinaram com a Riot City Records em 1982 e lançaram dois 7". No mesmo ano lançaram um self-titled com uma formação um pouco diferente. Kaos foi para o vocal e dois novos membros entraram na banda, Spot na bateria e Nige no baixo. No processo juntamente com seus companheiros de Bristol, a banda Disorder e de Stoke-on-Trent, a banda Discharge revolucionaram a cena HC punk na época. A cena japonesa de HC punk dos anos 80 foi fortemente influenciada por Chaos U.K. e Disorder como um todo. Eles deixaram o selo logo depois e só reapareceram em 1984. Mais mudanças de formação, alguns discos lançados até 1986 quando sumiram de cena novamente para voltarem só em 1989. A banda voltou e mudou formação mais vezes e lançou vários discos desde então. Nem sombra do que foi a formação e a pegada original.
A compilação abrange várias épocas da banda e conta com nada mais nada menos que 25 faixas. Há grandes diferenças nas gravações de música para música, pois como dito antes datam de diferentes épocas e variam de qualidade por serem de diferentes fontes de gravação. Nada que atrapalhe muito.
Para os bobinhos com camiseta do Anti-Flag chorarem para a mamãe. Esse é o Chaos U.K., malvado, bêbado, drogado e sujo.
Screw you all!

Moderat Likvidation - Never Mind The Bootlegs

Twenty tracks of raw and powerful 1980s' Swedish Hardcore Punk. The title is a rip on disreputable labels mishandling of the Moderat Likvidation catalog over the years. Rest assured this is the official re release from the original master tapes and the booklet has many never before seen photos. Mediafire

Neon Christ - S/t + 2 x 7'' bootleg

Neon Christ foi uma banda de hardcore/punk americana formada em 1983 e somente em 1984 gravaram o seu primeiro ep ( sem título ) que nos presenteia com uma hardcore/punk/thrash com vocal de moleque muito foda , a energia da banda é impressionante em sua música , deste ep foram prensadas 1000 cópias sendo que 175 cópias em amarelo e o restante (825) em branco.No mesmo ano gravaram mais 4 músicas que nunca foram lançadas mas que saíram mais tarde neste bootleg de 1990 junto com o ep original que eu posto aqui hoje para nós, deste bootleg foram prensadas 2000 cópias , suas influências foram DRI , Bad brains e Minor Threat , antes da banda acabar eles chegaram a gravar um Lp inteiro em dezembro de 1985 mas as masters tapes foram perdidas , esses sons deste Lp só existem hoje em dia em fitas cassetes de shows ao vivo da banda , nunca ouvi , mas que tem , tem . A banda acabou em fevereiro de 1986 e fez alguns show de reunião em 2004 e 2006 e 2008 , atualmente o guitarrista do Neon Christ é o atual vocalista do Alice in chains. Mediafire

Chaotic Alliance - Full Force Attack


Excelente banda de Ohio, raivosa e direta na mensagem. Uma das melhores bandas de street punk modernas. Disco de 2007 também lançado antes em 7".
Quatro músicas mais uma faixa bonus.
Para quem estava sentindo falta de punk de qualidade.

The Exploited - Punk's Not Dead

Punk's not dead!!! O título já diz tudo. Hardcore old school no seu melhor, uma lição para os ouvintes de new school e outras bandas perceberem porquê os old school não aturam Mtv e porcariadas similares. Para os chatos que dizem que Exploited é nazista... Fuck You All! Nazistas são suas bundas. Se você é um verdadeiro fã de hardcore, fuck the bollocks, e junte-se ao Exploited Barmy Army.
Difícil dizer a importância deste album para a história da música moderna, porque não é especificamente de música que se trata aqui, mas sim de um movimento cultural vivo até hoje.
O album é sério em algumas músicas, puro humor em outras. Essa contraditoriedade é que dá ainda mais o espírito punk na essência ao album.
Um dos primeiros, ainda um dos melhores.

Deez Nuts - Discografia

Deez Nuts é uma banda de Punk/Hardcore formada Meulbourn em 2007.A banda começou após o término da banda de metalcore I Killed the Prom Queen, onde JJPeters (o vocalista)era baterista.Fortemente influenciado pelo hip-hop e pelo hardcore,a banda entrou no estúdio pra gravar seu primeiro EP em 2007,"Rep the Hood".Em 2008,"Stay True" foi lançado depois de um pequeno hiato.Agora em 2010,a banda prepara o lançamento de "This one's For You".Enquanto isso curte ai esses dois álbuns fodaços!

The Exploited - Singles Collection



Coletânea de varios EPs da banda. Um amontoado de clássicos da banda escocesa que tinha as cabeleiras mais loucas do mundo na década de 80.
The Exploited é uma banda clássica e inegável, dispensa comentários aqui.
Punks not Dead!

Circle Jerks - Group Sex

Keith Morris uma vez descreveu seu período como vocalista do Black Flag dizendo: "Eu era o diabo da Tasmânia, o bobo da côrte, eu era o chachorro aprisonado que deixaram fugir da canil." E fez sentido depois que o vocalista beberrão deixou a banda e montou outra ainda menos sutil e mais agressiva que o Black Flag (que representava o que havia de punk rock mais brutal em 1979).
Grande disco dos anos 80 que os adolescentes de hoje nunca terão. Esse é pra sair pogando, trombar na mulher, quebrar o quarto e beber umas cervas. Um som que nunca envelhece.
16 minutes of pure punk.

Black Flag - Damaged

Para muitos o melhor album a emergir da inundada cena hardcore punk da California do começo dos anos 80. Album histórico. Neste disco entra Henry Rollins no vocal, até então um fã da banda e gerente de uma loja de sorvetes. O som é cru e ríspido, raivoso e brutal como um soco na cara. Há também humor presente como em por exemplo "TV Party".
Não é um album perfeito mas para quem curte hardcore/punk este album é obrigatório.
Peguem seus six packs e parem pra escutar.
Not for Blink fans.

Seein' Red - This CD Kill Fascists

Ano: 2004 Pais : Holanda Gênero: Hardcore Hardcore rápido,agressivo e nervoso desta excelente banda de hc politico. 41 pedradas do melhor que há do hardcore,o verdadeiro,o puro,dessa banda veterana formada por ex-integrantes do Lärm,uma das bandas mais barulhentas e descordantes que ja ouvi. Músicas poderosas e de mensagens poderosas.Eles são contra o capitalismo que no ponto de vista da banda são responsaveis por problemas sociais como: desigualdade,pobreza, alienação,crimes,discriminação,ganância,injustiça,opressão,racismo,homofobia,ódio, exploração,fundamentalismo religioso e etc. Enfim,du caralho,melhor banda de hardcore "ever",vale o dedão pra cima! Tracklist: 01. both 02. not for sale 03. red rage 04. discussion with a christian 05. three seconds 06. participation 07. asshole 08. poem of the peoples war 09. myth of freedom 10. otherwise 11. throw it back 12. focus on europe 13. blinded by the green 14. go-revolution go! 15. poverty on the rise 16. stereophonic 17. resist 18. kraken gaat door 19. pidelibap 20. opoe bike 21. volk en vaderland 22. punk 23. fasjiste 24. fuel to fight 25. class justice is no justice 26. nothing worth saving 27. run by liars 28. break the mold 29. suffering of the world 30. sick white scum 31. conservative 32. gone mad 33. homophobia 34. us and them 35. the end of the world as we fucking know it 36. bloedbad-stofzuiger 37. class war 38. godfree 39. animals have feelings too 40. up to you 41. unknown Myspace Mediafire

Bad Brains - Rise

Quinto album de estúdio dos pioneiros do hardcore punk lançado no auge da era grunge em 1993, o primeiro por um selo major. Neste disco o lendário vocalista H.R. é substituído pelo jovem vocalista Israel Joseph I e o baterista Earl Hudson é substituído pelo baterista Mackie Jayson (ex Cro-Mags).
Pode-se facilmente encontrar muitos sentimentos contraditórios sobre este album tanto pela crítica quanto pelos fãs da banda, pela ausência da voz grunhida de HR ou pela ausência do usual até então rápido hardcore trocado por um som mais funk/metal/soul/ska à la Fishbone.
O album não decepciona. A faixa título segue e linha à altura de qualquer musica da banda até então. As canções ska/reggae não seguem muito a linha mais profunda como antes mas não decepcionam também, como o cover de Graham Central Station "Hair", um funk rock bem legal. Em "Coming in Numbers" o vocalista mostra muito talento não devendo nada a HR nos grunhidos e agressividade hardcore. O resto da banda segue a mesma linha, competentíssima, especialmente as guitarras de Dr.Know.
Apesar de ausência de H.R. e de não causar nenhum "riot" em D.C. o album vale a pena ser ouvido e apreciado a qualquer hora.
Compilação lançada em 1989 pelo selo próprio da banda Dischord Records. Apesar do nome algumas demos e músicas faltam neste album.
O som do Minor Threat é daqueles não tão fáceis na primeira audição. É rápido e não apresenta as melodias comuns ao gênero, ficando até difícil de entender as letras. Mas tudo muito compreensível entendendo-se o contexto do album no período em que foi lançado. E uma vez que o ouvinte compreenda um pouco o espírito da banda, ele é fisgado. Até mesmo para quem não é adepto do estilo ou movimento musical straight edge, as letras são tão honestas e brutais que fazem qualquer ídolo punk como Sex Pistols cair por terra e parecerem esquemas comerciais (neste caso, comprovadamente). Canções revolucionárias para sua época, e uma banda inusitada em sua atitude.
A capa já usada até pela Nike em propaganda é uma foto do irmão mais novo do vocalista Ian MacKaye, Alec MacKaye. A capa do disco tem duas versões, uma vermelha e uma azul, a vermelha atualmente encontra-se esgotada.
Este album e banda transcendem qualquer rótulo babaca e desafiam toda uma era.
Not a bad way to become acquainted with hardcore.

Fear - The Record

Banda preferida de John Belushi. Lee Ving e companhia são uma das raras bandas que conseguem ser tão explosivas no palco quanto em vinil. Para os sortudos que chegaram a vê-los ao vivo com certeza uma inesquecível experiência. Enquanto Black Flag trazia raiva em seu som, Fear trazia caos, bom humor e loucura. Fácil de se atestar neste album.
O disco capta bem a essência da banda e não desaponta. Um estilo único de se fazer punk rock numa época em que excelentes bandas apregoavam sobre raiva, política e sociedade. Lee Ving cospe no mundo com o dedo médio estendido neste album enquanto muitos punks de L.A. soavam desesperados, Fear veio com um disco jubilante.
O album abre com os vocais cantando "There's So Many of Us" repetidamente. Uma divertida canção gritando "Let's Have a War!". Nada de análises profundas, filosofias pseudo-intelectuais, apenas um grito de guerra para começar uma guerra para destruir o mercado de ações e então "you can just go die!".
E a coisa fica melhor. Bem melhor. "Beef Boloney" vem em seguida bem doida seguida por "Camarillo" uma daquelas curtas e explosivas porém inesquecíveis músicas para se ouvir repetidamente.
O ponto alto do album fica com "I Love Living in The City" uma das músicas mais legais e ao mesmo tempo obscenas jamais feitas no gênero, porém nada exagerado ou malvado, obscena no sentido de pintar um quadro na mente de uma circunstância bem pitoresca. Nada agradável para papai ouvir entretanto.
Do começo ao fim o disco é pura adrenalina. Energia e talento sem descanço. De todas as bandas punk veteranas de L.A., Fear fica entre as dez melhores, e olha que a concorrência não é fraca!
One of L.A.'s finest ever.