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The Doors - Morrison Hotel


"Morrison Hotel" abre com um blues rock cru e poderoso chamado "Roadhouse Blues". Apresenta um piano afiado, guitarra intensa e feroz, e um dos vocais mais apimentados e convincentes que Jim Morrison jamais gravou. Esse é  um hard rock raivoso o qual The Doors sempre fez de melhor, e nos deram tão raramente, essa faixa é uma de suas melhores, com uma letra amarga que soa friamente, verdadadeira: "I woke up this morning and I got myself a beer/The future's uncertain and the end is always near."
De lá em diante, entretanto, a coisa vai quase toda ladeira abaixo. Realmente uma pena, também, porque de alguma forma enquanto alguns tinham grandes esperanças sobre o album e queriam muito acreditar que seria bom enquanto outros ficaram simplesmente com medo de escutá-lo quando foi finalmente lançado. A música afunda em um tipo de amor meia-bomba, com arranjos mecânicos esteriotipados de rock que tanto atrapalharam os sons do passado dos Doors. "Blues Sunday" e "Indian Summer" são mais duas peças insipidamente líricas vocalizadas por Morrison em seu estilo Hoagy Carmichael sacarinado. "Maggie M´Gill" é uma progressão monótona na veia de (mas nem perto da relevância de) "Not to Touch the Earth", e "You Make Me Real" é um hipertireoidismo de energia manufaturada digno de milhares de grupos medíocres.
Reconhecidamente, essas são as piores faixas, o resto varia entre o meramente escutável e uma vaga lembrança do brilho de "Roadhouse Blues" ou a alegre e contagiante "Land Ho!", uma daquelas músicas bobinhas que podem acabar tirando um sorriso de sua face toda vez que tocam.
Este poderia ter sido um grande album. Mas a inegável verdade, que parece ser um problema grande demais para se ignorar tratando-se dos Doors, é que quase tudo vem das mesmas coisas já feitas em todos os outros albuns. É impossível julgar fora do contexto do resto do trabalho da banda. A guitarra reptiliana de Robbie Kreiger, e o orgão de carnaval de New Orleans e pianos de bordel de Manzarek são o perfeito complemento para as visões rococó de Morrison. Mas todos nós já ouvimos isso, exaustivamente antes, e o poço da inspiração deles parecia estar secando. Acaba sendo um disco para os mais interessados no grupo.
Strong start, weak finish.

Cream - Disraeli Gears


Começou como uma piada. Mick Turner um dos roadies da banda estava conversando com o baterista, Ginger Baker, como ele incrementou uma bike com "Disraeli Gears". Ele quis dizer, é claro, derailleur gears (descarrilador de marcha), mas a banda achou o engano hilário e daí nasceu o nome de um dos maiores albuns psicodélicos do Reino Unido.
Por volta de 1967 Cream quase queimou a largada. "Fresh Cream", seu primeiro album foi lançado às pressas e era quase purista demais nos padrões blues e velharias, e já em 1966 era considerado fora de época com o que acontecia no mundo então. "I Feel Free" já tinha flertado com a forte corrente lisérgica, mas eles ainda estavam por encontrar a terra prometida no underground de Londres. Uma razão para isso ter acontecido foi o background da banda, não somente no blues (ao tempo que Eric Clapton deixou John Mayall´s Bluesbrakers) mas também no jazz. Ambos Jack Bruce e Baker tendo passado um tempo com Graham Bond. Por sorte esse diverso background foi de grande valia para o próximo passo da banda.
Neste segundo album as coisas saíram diferentes. As químicas tornaram-se parte, Clapton fez uma grande amizade com o artista australiano Martin Sharp que não somente ajudou nas letras de "Tales of Brave Ulysses" mas também veio com a esplêndida capa barrôca. Enquanto isso Jack Bruce estava agora trabalhando com o poeta underground, Pete Brown, do qual as letras são igualmente viajantes. "SWLABR" (que quer dizer "She walks like a bearded rainbow"), "Dance the Night Away" e "Sunshine of Your Love" foram perfeitos encapsulamentos de quando o blues tornou-se psicodélico e em troca tornou-se pesado. O riff de "Sunshine of Your Love" é totalmente icônico e define a estética do power trio que estava para tornar-se tão popular entre os muitos discípulos que estavam por vir.
O outro catalizador criativo foi o produtor Felix Pappalardi. Com co-autoria em "World of Pain", ele também ajudou a transformar a bluseira "Lawdy Mama" na marota "Strange Brew", uma candidata a melhor faixa de abertura de todos os tempos. A guitarra de Clapton agora tinha sido exposta aos efeitos de estilos mais pesados de Jimy Hendrix e seu uso pesado de wah-wah dá ao "Disraeli Gears" uma certa dose de estanheza, fazendo deste provavelmente o album mais experimental que ele já fez. A estilosa inclusão da redenção de Ginger Baker com "Mother´s Lament" foi a chave de ouro.
Para o destino final da banda, dois anos depois Clapton voltou para seu grande amor, o blues. E a banda tornou-se essa saudosa memória descrita aqui. Por um curto período eles trouxeram paz e amor para o mundo.
Creams masterpiece.



Stevie Ray Vaughan - Couldn´t Stand the Weather


O segundo album de Stevie Ray Vaughan, "Couldn´t Stand the Weather", fez tudo que um segundo album poderia fazer: confirmou que o aclamado album de estréia não foi um golpe de sorte, ao mesmo tempo alcançando e até superando as vendas de seu predecessor, além de firmar Stevie Ray Vaughan como um gigante do blues moderno. Então por que talvez alguns ficariam desapontados? Talvez porque o disco oferece mais do mesmo, além de basear-se em covers. Das oito músicas, metade são covers, enquanto duas de suas quatro próprias são instrumentais, não necessariamente uma coisa ruim, mas dá a impressão que Vaughan lançou o album apressadamente, mesmo que ele não tenha feito isso.
Album clássico para os amantes de boa música.
All hail the master!

http://www.mediafire.com/?32m3gqj3ew16y8e

Danzig III: How The Gods Kill



Glenn Danzig já estava esbravejando com os céus quando foi homem de frente de sua banda da era punk Misfits. Este é o terceiro album de sua banda solo lançado em 1992. Mais uma produção de Rick Rubin. A capa foi feita pelo artista suíço H.R. Geiger.
O som é aquele Danzig de sempre, coisa boa. Apresenta um toque maior bluesy-metal em relação aos discos anteriores. As letras também reflexivas, obscuras e impressionantes.
Album também essencial para qualquer coleção.
90s classic.