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Devo - Freedom of Choice


Com "Freedom of Choice", Devo completou sua transição para um grupo de synth-pop amadurecido, produzindo seu esforço mais musicalmente coesivo no processo. Os sintetizadores passaram a ser totalmente integrados no som da banda, frequentemente dominando os arranjos e pelo menos dividindo igual espaço com as guitarras. Tudo é tocado com uma polidez e precisão bem legal que reflete a uniformidade estilizada no visual da banda. A dissonância é mais controlada que no passado, e os ritmos tensos deixaram de ser tão perturbadores, ao invés disso colocando a banda em prumo. Estranhamente, mesmo que a música seja a menos humanamente tocada que o Devo jamais produziu, as observações sociais deles estavam crescendo menos insulares e mais empáticas. Vários sons (como a frequentemente copiada "Girl U Want") têm uma angústia romântica nerd que era novidade nos albuns do Devo, mesmo que a visão da banda sobre relacionamentos seja ocasionalmente colorida pelos seus temas culturais de competição e dominação. Essas preocupações dão a pista para o single de sucesso que veio no disco, "Whip It", apesar de em todo o resto, eles estarem encontrando conexão suficiente com o resto do mundo para moderar seus cinismos, pelo menos um pouco. Músicas como "Gates of Steel", "Planet Earth" e a faixa título revelam um idealismo frustrado por trás de suas ironias, um idealismo que não consegue entender por quê os americanos não fazem mais uso de suas liberdades para encontrar felicidade. No geral, há um pouco menos da energia do começo, e também um pouco menos de variedade. Mas as letras estão em um nível de consistente qualidade, e mais adiante, a música de "Freedom of Choice" é o som que define Devo na mente de muitos. Para finalizar, um album essencial para qualquer coleção.
I love Devo fck yea!

Ministry - With Sympathy


Ao invés do metal industrial quebra-ossos dos últimos anos, "With Sympathy" é pseudo-gótico new wave synthpop que soa nem um pouco metal mas sim como um irmão caçula de Human League. Pode ser bom, para quem identifica-se bastante com a personagem Allison Reynolds do filme "The Breakfest Club".
Os metais eletrônicos de "Here We Go" são um sonho de buzina para qualquer motorista de Kombi vendedor de sonhos ou biscoitos. "Work for Love" parece que lembra um pouco "Walk This Way", mas não tem aquelas letras malvadas de rap.
Al Jourgensen realmente é uma figura imbecil, hoje em dia ele diz ter vergonha deste album. Mas até sotaque britânico ele falsificou cantando aqui. O cara imigrou de Cuba, descobriu a heroína e a cocaína e resolveu depois fazer da família Bush seus inimiguinhos preferidos. Por essa e por outras que fica obrigatório escrever aqui que este é seu melhor album.
Never betray your nation.