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Corrosion of Conformity - Corrosion of Conformity


Seria meio impossível precisar o papel crucial que o Corrosion of Conformity teve na evolução do heavy metal. A mistura do CoC de hardcore rebuscado, doom metal e Southern rock teve um papel central em definir a cena crossover dos anos 80, para sempre alterando os parâmetros do metal. Desde o começo da banda em Raleigh, North Carolina, em 1982, tornaram-se firmes favoritos entre os fãs e críticos do meio. Incorporando uma série de elementos pesados, um pouco de punk aqui, um pouco de thrash sujão ali, e riffs inspirados em Black Sabbath por todo lugar, o CoC passou sua carreira estrondando em frente com tons graves intimidantes e uma pegada indomável.
Após o último lançamento do CoC, o aclamado "In the Arms of God" de 2005, a banda entrou em hiato. Pepper Keenan, o vocalista principal da banda durante seu pico de popularidade comercial, foi dedicar seu tempo para a movida a maconha Down. Em 2010 foi anunciado que o mesmo venerado trio que gravou o album seminal do CoC "Animosity" estava se reunindo. O vocalista e baixista Mike Dean, o vocalista e guitarrista Woody Weatherman e o baterista Reed Mullin começaram a fazer shows com o propósito de gravar um novo album. Após uma aclamada turnê, o auto intitulado e mais novo album do CoC acaba com um longo período de seca de albuns. Com uma formação refletindo um período clássico da história do grupo, a expectativa foi às alturas.
Por atrelar a ira e paixão de seus primeiros anos, e combinando isso com os mais celebrados aspectos de seu trabalho das últimas duas décadas, o grupo produziu um album que genuinamente preenche uma brecha entre dois períodos distintos de sua carreira. O CoC pode ter mudado alguns membros, mas não perderam a potência. "Corrosion of Conformity" é um album com toda a força e integridade dos melhores trabalhos da banda.
Pepper is gone but Reed is back, now Conform yourself.


Motörhead - Overkill [Reissue]


O crucial segundo album do Motörhead, "Overkill", marcou um grande salto adiante para a banda, e continua um de seus melhores, sem dúvida. Na verdade, alguns fãs consideram este o melhor da banda, mais ainda que "Ace of Spades". É um album feroz, com certeza, mostrando perfeitamente o estilo característico do Motörhead de um proto-thrash sem freios. Uma espécie de estilo heavy metal com punk bem cru e ainda assim direto na cara. "Motörhead", o auto intitulado album de estréia da banda de 1977, foi gravado nas coxas, seu som super cru e simples não era tão impressionante, pelo menos com relação ao que veio em seguida. "Overkill" é o que veio em seguida, gravado em dezembro de 1978 e janeiro de 1979, e lançado não muito depois. O som da banda está bem consolidado aqui, e explode na cara já na faixa título ao longo de seus cinco minutos. Um punhado de habituais tratando-se de Motörhead vem em seguida, entre elas "Stay Clean" e "No Class". Produzido por Jimmy Miller, que comandou vários albuns clássicos dos Rolling Stones ("Beggars Banquet", "Let It Bleed", "Sticky Fingers", "Exile on Main St." e "Goats Head Soup"), "Overkill" soa maravilhoso, especialmente nas versões remasterizadas, como esta. A formação clássica da banda (Lemmy - baixo e vocais, "Fast" Eddie Clark - guitarra e "Philthy Animal" Taylor - bateria) está bem firme aqui, e parecem dar tudo de si tudo em cada música. Isso tudo, mais o sólido repertório e a produção de Miller, fazem de "Overkill" um album perfeito do Motörhead. Vários grandes viriam, com certeza, mas "Overkill" foi o primeiro dos grandes, e talvez seja o maior de todos.
Motorhead´s first classic.


Strapping Young Lad - Strapping Young Lad


Townsend antes de lançar este auto-intitulado disse que a inspiração por detrás do album veio do horror ao redor dos eventos do 9/11,  dizendo veementemente mais tarde  "This is, without question, war music." Enquanto a música certamente soa como um Armageddon, as letras são de fato raivosas, diatribes incrédulas não só contra a futilidade da guerra, mas estupro, hipocrisia e ódio. O senso de humor de Townsend aparece aqui e ali, particularmente em "Dirt Pride" ("dripping...gigbutt; dirt pride...my pride; dripping...bunksock"), que sem ler o encarte não dá para entender nada. As paisagens apocalípticas do death metal de Strapping Yound Lad são equivalentes a estilhaços infinitos, pragas de gafanhotos ou a terra engolindo a si mesma. Enquanto isso, as cortinas de teclados etéreas e cantos melódicos ocasionais somente aumentam a intensidade bíblica. Um disco não para os fracos.
Relentless!

Pantera - Power Metal


Também conhecida como banda Paquera, a verdadeira face dos queima roscas racistas do Texas. Este é um dos albuns que eles tentam esconder mas seus permanentes não deixaram. "Power Metal" foi o primeiro com a desvairada Phil Anselma nos vocais, suas letras no auge do ridículo e mais clichés impossível.
O som é bem power metal anos 80, com Dimebag Darrel mandando riffs como se fizesse parte do Lizzy Borden. Além disso temos os sons roubados do Exhorder que não podemos esquecer.
E dá-lhe gritinhos. Uauuuuuuuu!!!
Dont look at my haaaaaiiir!!!

King Diamond - "Them"


Este post vai para o Mimi, após pedir para postar King Diamond por tanto tempo no msn. Ok, vamos para a uma resenha rápida.
Após o incrível sucesso de seu segundo álbum solo, e a primeira empreitada conceitual, "Abigail", King Diamond começou a trabalhar quase imediatamente em sua próxima aventura gótica extravagante em 1988 com "Them". Desta vez, ele insere-se entre os personagens da história, que também inclui sua mãe, irmã mais nova, uma casa assombrada (naturalmente), e, mais inesperadamente, uma avó louca cujo retorno de uma longa estadia no manicômio (famosamente anunciada pelos gritos de abertura quase hilariantes de "Grandmaaaa!!!" em "Welcome Home") precipitam os atos sobrenaturais de possessão, assassinato e loucura que movem o conto adiante. Também dignos de nota são os novos músicos que juntaram-se a King Diamond nesse projeto. Afinal, a substituição do guitarrista Michael Denner e o baixista Timi Hansen por Pete Blakk e Hal Patino, respectivamente, sinalizou a ruptura final de King com sua antiga banda, Mercyful Fate. Agora, de volta à música: o co-compositor Andy LaRocque mais uma vez manda distintos, riffs semi-thrash, harmonias majestosas, e passagens de solo inventivos para momentos de destaque como em "The Invisible Guests""Tea" e "Twilight Symphony", mas nas pequenas nuances tais como a quebra acústica em "A Broken Spell" e os opressivos clavicordes sintetizados ouvidos em "The Accusation Chair" que dão à história de "Them" sua satisfatoriamente complexa personalidade.
Para resumir, o album acabou vendendo mais que "Abigail" apesar dos fãs de carteirinha acharem este um disco inferior.
Grandmaaaaaaaaaaa!!!

Yngwie Malmsteen - Facing the Animal


O perfil público de Yngwie Malmsteen nunca recuperou-se da caída no grunge até então, mas não significou que sua música declinou com sua popularidade. Para fazer justiça, "Magnum Opus" e "Inspiration" foram um pouco fracos, mas "Seventh Sign" mostrou sinais de vida. Aquele album foi onde Malmsteen explorou o blues, e "Facing the Animal" ocasionalmente mostra o artista capturando aquela energia em seu familiar estilo metal neo-clássico. Tudo no album é previsível, das mais pesadas às baladas, mesmo que algumas passagens soem um pouco cansadas, a maioria das gravações são mais fortes do que qualquer coisa feita por ele em anos. Para os fãs mais dedicados dele, boas novas na época.
Neoclassmyass.

Tony Iommi - The 1996 DEP Sessions


Duas décadas após o lançamento do subestimado album de 1986 "Seventh Star", Tony Iommi guitarrista do Black Sabbath e o músico profissional vocalista/baixista Glenn Hughes (Trapeze, Deep Purple, etc.) decidiram que já era hora de trabalharem juntos novamente. Enfurnados nos estúdios DEP em Birmingham, o duo compôs e gravou oito faixas para o lançamento, mas quando Iommi foi chamado para ação repentinamente com um Sabbath original reformado e pronto para turnês, o trabalho em progresso foi abandonado, arquivado, e então, naturalmente, rapidamente feito bootleg sob o título inventado "Eighth Star". Assim as faixas permaneceriam por oito longos anos, até Iommi e Hughes juntarem-se novamente e trabalharem nelas com a ajuda dos tecladistas Don Airey e Geoff Nicholls, e a bateria originalmente gravada por Dave Holland ex Judas Priest (preso desde então por abuso sexual!) regravada por Jimmy Copley, e dá-las um lançamento oficial como "The 1996 DEP Sessions". Agora, com toda essa explicação fora do caminho, o altíssimo calibre das composições disposto aqui deixa imediatamente claro que Iommi e Hughes tiveram pouca dificuldade em renovar o fogo inicial de suas colaborações. Como foi o caso de 10 anos antes, heavy metal é inevitavelmente a norma mas certamente não a regra que guia essas sessões, e de quebra, gerado com uma vibração experimental por faixas como "Don´t You Tell Me", "Fine" e a cheia de alma "Don´t Drag the River" (apresentando umas harmonias vocais bem estilo Kansas) somente confirmam a noção de que "Seventh Star" deveria ter sido creditado como um esforço solo de Iommi, como foi originalmente concebido. Para as inequivocadamente guiadas pelos power chords monolíticos Sabbathianos tradicionais de Iommi como "Gone" e "Time Is the Healer", ouvintes não tendenciosos irão perceber que os vocais colossais de Hughes trazem um senso de drama dentro das criações do guitarrista que, com todo respeito, o alcance limitado de Ozzy simplesmente não consegue. Mesmo que não haja aqui algo comparável com a baladona "No Stranger to Love" do "Seventh Star" para um apelo mais comercial, ambas as semi-baladas do "The DEP Sessions",  a cafoníssima "From Another World" (apresentando um raro arranjo acústico de Iommi) e a amarga "It Falls Through Me", definitivamente fazem seus papéis. Para os que compreensivelmente curtiram o bootleg "Eight Star" antes, aparecem algumas diferenças aqui (nomes das músicas mudados, a exclusão da tomada solo de Hughes "Shakin´ My Wings", e um riff mudado em "Don´t You Tell Me" para diferenciá-la de "Black Oblivion", do album de 2001) além da qualidade sonora muito superior. Mais uma vez, parece que não, mas a maioria dos experts irão concordar que este é um album histórico para o pessoal mais sério do metal.
Stay metal!



Black Label Society - Shot to Hell


Black Label Society, banda do guitarrista Zakk Wylde, o gigante carismático que todos conhecemos, no Shot to Hell, Zakk já se mostrava saindo das lentidões das músicas deles, diferente do Mafia de 2004, o Shot to hell se destaca por ter mais músicas rápidas, e com músicas tonadas acima do clima do Mafia. Ainda sim com suas baladinhas mela-cueca bom álbum, com faixas realmente boas, abrindo com "Concrete Jungle" mostra bem o clima do álbum, mais rápido, com solos ligeiramente menos elaborados, mas ainda com aquela pegada Zakk que todos conhecemos, destaque para "Hell is High" onde a linha matadora de baixo se mostra no topo e "Devil's Dime", música rápida, com linhas de vocal evidentemente mais trabalhadas. Album divertido com algumas baladas mela-cueca, para quem gosta de Zakk Wylde.

Armored Saint - March of the Saint


Através dos anos 80, você teria que ser apertado para encontrar uma banda americana de heavy metal que soasse mais britânica do que o Armored Saint. Enquanto a maioria dos seus contemporâneos pareciam estar preocupados com o rápido crescimento do movimento thrash metal, aqui estava um grupo de puristas comprometidos que somente queriam atualizar o metal tradicional no seu melhor para a geração 80. Pelo mesmo indicativo, a banda nunca foi capaz de beneficiar-se dos direitos de estar associada a uma cena propriamente, o que pode explicar sua obscuridade apesar de consistentemente lançar tais materiais de qualidade. Mas, para constar, com exceção do também estelar "Symbol of Salvation" dos anos 90, o estilo bombástico da banda nunca foi melhor representado quanto em seu album de estréia de 1984 "March of the Saint", que é tão diretamente um album de metal, que é quase difícil de descrever. Um tema de guitarras orquestrado introduz a memorável faixa título, e outros pontos altos como em "Can U Deliver", "Madhouse" e "Take a Turn" são merecedoras de respeito pela suas maturidades e poder assim como pelo senso de economia. O time da dupla de guitarras de Dave Prichard e Phil Sandoval é simplesmente incrível considerando a idade jovem dos dois (pena que logo separaram-se), duelando entre si solo após solo através do disco. A segunda parte do album não é tão forte como a primeira, mas "March of the Saint" ainda qualifica-se como um dos clássicos esquecidos do metal americano.
Still rocks after all these years.
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John Paul Jones - The Thunderthief

Como em seu primeiro album solo, "The Thunderthief" deixa claro o que John Paul Jones levou para o Led Zeppelin: baixão cadenciado, composições épicas e uma musicalidade impecável. Também deixa claro o que ele não fez para o Led Zeppelin: escrever as letras. As faixas com letras no album são bizonhas e ocasionalmente risíveis, particularmente e faixa título, que soa suspeitosamente como um tapa na cara de Robert Plant, e "Angry Angry", presumidamente uma música punk engraçadinha. Ambas até poderiam subtrair o valor do que seria de qualquer forma um album bem impressionante. Jones toca quase todos os instrumentos no disco e mistura sons de diferentes continentes e eras que pôde pensar. Os melhores momentos do album podem ser as surpresas, como "Down to the River of Pray", com seu clima bluegrass, e "Hoediddle" que começa com uma jam de rock clássico e acaba em um jig irlandês. Em "Freedom Song", Jones mistura sons orientais com filosofia ocidental e de alguma forma fez com que funcionasse. De qualquer forma, "The Thunderthief" é a prova de que John Paul Jones continua a experimentar bravamente em novos territórios, encorajando os mais novos vindo de um homem que poderia já estar descansando em seus louros da vitória.
Out of Zepps shadow.

Mudvayne - Mudvayne


Quinto album de estúdio da banda, lançado em dezembro de 2009. Produzido por Jeremy Parker, o material do album foi gravado simultaneamente com o album anterior "The New Game". "Beautiful and Strange" foi o primeiro single do album e foi lançado para stream no Myspace da banda em outubro de 2009.
Depois do album nerd conceitual pop-metal "The New Game" a banda volta ao seu som de costume (não completamente digamos). A batera voltou a trovoar, a guitarras voltaram a gritar, e o vocalista Chad Gray voltou a fazer coisas terríveis com sua laringe em nome do som.
Nada que a banda já não tenha feito, e que ainda está por redescobrir aquele absurdamente surpreendente "L.D. 50" de anos atrás. Mas para quem curte o estilo e estava um tanto carente de novidades o album faz seu papel.
O som continua com uma boa dose de riffs e batidas legais, exceto por algumas tentativas frustradas de radio hits em "Scream With Me" e "All Talk". "Heard It All Before" conjura um espírito adolescente cheio de hormônios em seu refrãozinho, enquanto "Burn the Bridge" carrega a velha assinatura da banda brincando com os tempos e andamentos na execução.
As letras de Gray continuam bobinhas como sempre, como em por exemplo: "They say the dead men don't pull triggers, but I'll prove them wrong", mas ninguém escuta Mudvayne para aprender alguma coisa. Aliás o som da banda é mais uma trilha sonora de bebedeiras de fim de semana para adolescentes do que outra coisa.
De qualquer forma a banda volta um pouco aos trilhos neste CD.
They may stop failing now.

Motörhead - Ace of Spades

Quarto album da banda britânica lançado em 1980 que ganhou disco de ouro em 1981.
O album foi gravado em agosto e setembro de 1980, produzido por Vic Maile no Jackson's Studio em Rickmansworth, Reino Unido. O primeiro de uma série de projetos com Maile que a banda declarou na época ter achado o seu verdadeiro produtor. A banda deu uma mexida na mixagem anteriormente, mas Maile tomou toda responsabilidade pelo album, o que agradou a banda bastante.
A capa bizonha com os três vestidos de cowboys estilo Arizona foi feita em um areião em Barnet, North London.
Para a promoção do disco a banda apareceu no programa Top of the Pops duas vezes, e como convidados no programa infantil matinal da ITV, Tiswas.
A banda saiu em turnê sob o nome de "Ace Up Your Sleeve" com as bandas de suporte Girlschool e Vardis. Depois de um show em Belfast, o azarado baterista quebrou o pescoço fazendo a banda cessar suas atividades por um tempo. Os outros membros da banda aproveitaram a oportunidade para colaborar com a banda Girlschool para o EP "St. Valentine's Day Massacre".
A receptividade de "Ace of Spades" foi imensa, e o album foi aclamado como um dos melhores do gênero na época e até hoje considerado um clássico. Apesar da banda sempre declarar ser um grupo de rock 'n roll o album é considerado por muitos também um dos precursores do thrash metal. A faixa título é um hino da banda.
"E esses peidos! E esses peidos!"
Motorclassic.

Kiss - Creatures of the Night

Album de 1982 e o décimo de estúdio da banda, também o último lançado pela Casablanca Records, que foi o único selo em que a banda gravou até então. O disco foi dedicado ao fundador da gravadora Neil Bogart, que apoiou a banda desde o início e morreu de câncer durante as gravações.
O album representa um esforço consciente da banda em retornar ao estilo de som hard rock/heavy metal que ajudou a consagrá-los comercialmente na década de 70, depois do declínio da banda nos discos de 79 e 1980 "Dynasty" e "Unmasked". A banda chegou em uma encruzilhada em que ou voltava ao heavy metal ou falhava. Um dos ingredientes chave nesse processo foi o guitarrista e compositor Vincent Cusano, com quem a banda recentemente estava compondo e gravando, e que logo depois estava por entar no lugar de Ace Frehley na guitarra solo. Frehley não tocou neste album e também foi o primeiro com Vinnie Vincent na banda.
O album ganhou disco de ouro em 1994.
"I Love It Loud" continua um hino da banda e do rock/metal até os dias de hoje.
Back on tracks Kiss.

Terceira coletânea lançada pelos pioneiros do metal (contando com o video game de 1999, "Ed Hunter", que vinha com um CD de 20 músicas escolhidas pelos fãs), em 2002 junto com o box massivo "Eddie's Archive" como uma forma de introduzir novos fãs à banda. Entretanto muitos fãs antigos reclamaram da falta de material exclusivo e raro, também da ausência de material dos dois primeiros albums com Paul Di'Anno nos vocais.
Em 2005 uma edição revisada foi lançada na Europa, Asia e América do Sul com uma lista de músicas um pouco diferente. A versão aqui em questão é a antiga.
Como toda coletânea mais uma vez algumas escolhas são questionáveis como "Bring Your Daughter to the Slaughter" e a falta de "Hallowed Be Thy Name" por exemplo.
Para quem gosta do estilo e não tem vários discos da banda a coletânea é uma boa, mas para fãs que possuem os albums fica meio dispensável.
Skip this album if you dare.

Diamond Head - Lightning to the Nations

Debut album da banda, depois de duas demos em 1977 e 1979, gravado também em 79 e lançado em 1980 pelo selo próprio da banda Happy Face Records, devido à falta de interesse das grandes gravadoras na época e a necessidade de correr atrás de outros nomes que já estavam se tornando grandes como Iron Maiden e Def Leppard. Este CD aqui é o relançamento da Metal Blade Records de 1992.
A história da banda é uma das mais peculiares do rock n roll, mas seu legado foi grande. A banda ganhou atenção na época por fazer turnê com AC/DC e Iron Maiden, porém nenhuma gravadora quis se comprometer com a banda, também porque vinha sendo empresariada pela mãe do vocalista que não sabia aproveitar o "momentum" comercial da banda. Como todo mundo já estava se dando bem, menos eles, decidiram lançar o disco pelo selo próprio.
O album foi gravado em sete dias no The Old Smythy Studio em Worcester, o qual a banda chamou de "morto". O album veio numa capa branca simples sem título, contendo apenas a assinatura de um dos membros da banda e sem lista de músicas (por isso também é conhecido por "White Album"). A razão para isso foi que o empresário da banda, Reg Fellows, era dono de uma fábrica de papelão e poderia produzir capas em branco a baixo custo. Também a razão de lançarem este album era a tentativa de deixar umas músicas prontas para que pudessem depois tentar um lançamento com uma gravadora grande, já que o custo das gravações estavam cobertos, a idéia foi de Fellows e da mãe do vocalista que tornou-se tour manager na época. Saíram originalmente só 1000 cópias na época, e somente estavam à venda nos shows e por encomenda de correio pelo preço de 3.50$ libras. A única propaganda de venda pelo correio apareceu na revista de música britânica "Sounds" e durou quatro semanas. A banda não pagou pelo anúncio e acabou sendo processada.
O album depois de um tempo tornou-se um item cobiçado por colecionadores de discos. Uma segunda prensagem saiu depois de um tempo, essa com o nome das músicas. A única fita de 1.1/4 master foi perdida depois que a banda mandou para a gravadora alemã Woolfe Records, e nunca retornou. Entretando a Woolfe Records lançou o album com a capa de um mundo pegando fogo nela.
O album catapultou a banda para a linha de frente do NWOBHM e acabou sendo um grande influência para muitas bandas futuras como Metallica, Kreator, Sodom, Exodus e Megadeth. Dessas principalmente o Metallica é a mais influenciada, com covers gravados e suspeitas de cópias como "Seek and Destroy' e "Sucking My Love".
Stay metal.

Superjoint Ritual - Discografia


O Superjoint Ritual é uma banda de Sludge/Hardcore/Crossover de New Orleans, Estados Unidos formado por Phil Anselmo, Joe Fazzio e Jimmy Bower no começo dos anos 90, e mais tarde sendo integrado por Hank Williams III e Kevin Bond.Extremo é mais do que uma palavra, é uma ordem, que foi prontamente obedecidsa em seu álbum de estréia. Influências? Tente Black Flag, Righteous Pigs, Celtic Frost e Voivod, somente para mencionar alguns, e, de acordo com Bower "um tapa na sua cara, que irá fazer você se sentir dentro de um liquidificador". Existe um pouco de tudo isso misturados nas 16 faixas do primeiro álbum, que nos faz rever nossos conceitos sobre heavy metal. Em 2002 a banda lançou se álbum de estréia "Use Once and Destroy" e pouco mais de uma ano depois a banda retorna com o poderoso "An Lethal Dose of American Hatred" com o qual Phil Anselmo está totalmente empolgado: "É uma mistura perfeita de estilos" - diz Anselmo - "Você poderia facilmente dizer isso sobre "Use Once and Destroy" também, mas para mim o novo disco é tudo isso e mais um pouco. Em vez de uma música mais próxima do hardcore ou do metal, neste disco você encontra muitos estilos em uma só música". Infelizmente,No começo de 2005, uma disputa judicial entre Anselmo e Fazzio levou a banda ao fim, confirmação esta que veio por Hank III e Bower. Mas fiquem com essas duas maravilhas pra bater a cabeça na parede até sangrar!! Superjoint Ritual - Use Once and Destroy (mf) Superjoint Ritual - A Lethal Dose of American Hatred (mf)

Slipknot - Mate. Feed. Kill. Repeat.



O Slipknot formou-se em 1995 e após várias mudanças de formação lançou sua primeira demo independente em 1996. Em 1995 a banda e o produtor McMahon entraram no estúdio SR Audio em Des Moines para trabalhar no que seria o debut album da banda. A própria banda bancou as gravações que custaram 40.000$ dolares. A banda declarou ter aprendido bastante no processo de gravação especialmente como capturar sons adicionais percussivos que mostraram-se difíceis de gravar. Buscando um som mais tribal a banda esbarrou em problemas de timing minúsculos e durante esse período refinaram seu som percussivo experimentando com paredes ao redor para isolar o som e rearranjando peças. Em fevereiro de 1996 durante o processo de mixagem o guitarrista Donnie Steele resolveu deixar a banda por motivos religiosos, como resultado o guitarrista Craig Jones juntou-se a banda para completar a vaga. Entretando a banda achou que estavam usando samples demais nas gravações que depois não poderiam reproduzir ao vivo. Para resolver o problema Jones foi para o sampler e Mick Thomson entrou para a guitarra. A banda lançou a demo em uma festa na boate The Safari onde posteriormente a banda tocou muitas vezes.
Originalmente lançada no Halloween de 1996, teve a produção limitada de 1000 cópias. A banda no início começou a distribuir as cópias por conta própria, para fãs sortudos, estações de rádio e gravadoras, mas acabou lançando as cópias restantes pela -ismist Recordings em junho de 1997. Devido a sua produção limitada as cópias originais passaram a ser bastante procuradas por fãs depois que a banda ganhou fama. Em 2007 uma cópia foi vendida no eBay por 760$ dolares. Há também muitas versões piratas por causa do número limitado de cópias originais, em CD e até em vinil. Depois de 2003 nenhum membro da banda tinha mais nenhuma cópia original da demo.
Apesar de ser considerado o primeiro album, a banda considera como uma demo sendo que as músicas foram lançadas futuramente, modificadas e melhoradas. O som tem várias influências incluíndo funk, jazz e disco que desapareceram nos trabalhos posteriores. Muitas das letras e o título do album derivaram do jogo de rpg "Werewolf: The Apocalypse", que o vocalista Anders Colsefini e o percussionista Shawn Crahan jogavam e acabou influenciando a banda como um todo. Colsefini declarou: "A atração era de poder encarnar outra pessoa", dizendo que essa era a essência do Slipknot. As letras e os temas melódicos apresentam uma estrutura não convencional, que desapareceu nos albums posteriores também. O estilo musical da banda foi frequentemente contestado devido aos gêneros que o som da banda cobre, entretanto essa demo é o trabalho mais experimental deles e significativamente diferente do som mais pesado que a banda ficou conhecida. Um dos objetivos iniciais da banda era fazer um som que misturasse vários gêneros e com isso alcançasse um estilo próprio, a banda chegou nos primórdios a usar o nome de "Meld" baseado nisso. Entretanto essa temo tem muito do som que tornou banda conhecida depois. Faixas como "Slipknot", "Some Feel" e "Only One" apresentam uma influência dominante de heavy metal, especialmente nas guitarras. Faixas como "Tattered & Torn", "Killers are Quiet" e "Gently" são mais lentas e apresentam aquela espécie de agonia rítmica que marcou o estilo da banda posteriormente. O jazz e o funk aparecem no disco porém a música "Confessions" é a única em que esses estilos são predominantes. "Do Nothing/Bitchslap" é a faixa mais complexa do album combinando jazz, funk e elementos de disco.
Em geral um album bem interessante e diverso. Bem antes do besteirol e esquema de mídia em cima da banda. Começaram bem com a demo e acabaram bem como banda, uma fórmula que precisa ser estudada pelas bandas iniciantes, para que aprendam a traçar um plano e executá-lo como esses caras mostram aqui.
Slipknot's treasure.

Various Artists - Spanglish 101

Album compilação lançado pela Kool Arrow Records, selo de propriedade da turma do Brujeria (ex baixista do Faith No More, Billy Gould).
Citando palavras dos mesmos: "English still dominates world culture, but there are scenes growing all over the world, with their own agendas. The musicians from these scenes are playing their own music on their own terms and in their own languages; contemporary music in their own context. You might hear songs in English when you turn on the radio now, but if these bands have their way, the world will be speaking their language. Koolarrow and I want to contribute to this evolutionary process by bringing you up to date with the latest fusion of spoken communication and culture. Using music as our teaching format, we present you with some of the world's brightest professors from this new school of change. The class we offer is Spanglish 101! Without Hate, Juan Brujo, Brujeria"
Compilado por Juan Brujo, o homem de frente que vive com facão na mão, o CD tem um punhado de músicas bem legais, incluíndo a hilária "Don Quijote Marijuana", que foi um sucesso latino dos anos 80 chamado "Don Quijote y Sancho Panza", de rolar de rir. As bandas são todas cross-border cantando em inglês e espanhol, e representam bem a nova guarda chicana de som pesado, incluíndo bom rap com o Control Machete. A mistura de gêneros irrita um pouco e pode-se detectar algumas músicas mais deslocadas e fracas, mas cabe ao ouvinte interpretar isso.
Bom para abrir os horizontes e comprovar que os latinos não são só salsa e merengue.
Awesome album pendejos!

Sepultura - Morbid Visions (Gold-CD Remastered)

O Sepultura formou-se em 1984 em Belo Horizonte, capital do estado brasileiro de Minas Gerais. No centro da banda estavam Max e Igor Cavalera, os desafortunados filhos da modelo Vânia e Graciliano, um rico diplomata italiano que após a morte por ataque cardíaco deixou a família em difícil situação financeira. A morte de Graciliano afetou profundamente seus dois filhos, dando-lhes o ímpeto para começar a banda. Eles escolheram o nome Sepultura para a banda após Max Cavalera traduzir a música da banda Mötorhead chamada "Dancing on Your Grave".
Os irmãos no início gostavam de artistas populares do heavy metal do começo da década de 80 como Van Halen, Iron Maiden, Mötorhead, AC/DC, Judas Priest e Ozzy Osbourne. Seus gostos musicais mudaram drasticamente após a primeira vez que escutaram Venom. Como Igor Cavalera disse:
"Me lembro a primeira vez que escutei Venom, era uma fita emprestada de um amigo. Era parecido com Mötorhead, só que bem mais pesado. Me lembro de alguém dizendo: é o Mötorhead do Diabo! Depois que conhecemos Venom, paramos de escutar Iron Maiden e o resto das coisas mais leves."
Então os irmãos Cavalera passaram a ouvir rapidamente bandas como Kreator, Sodom, Metallica, Exodus e Exciter.
Depois de constantes trocas de formação, Sepultura estabeleceu um line-up temporário com Max na guitarra, Igor da bateria, o vocalista Wagner Lamounier, e o baixista Paulo Jr. Lamounier deixou a banda em março de 1985 após desentendimentos com a banda, e seguiu em frente para se tornar o homem de frente da banda brasileira pioneira de black metal Sarcófago. Após sua partida, Max pegou os vocais. Jairo Guedes foi o convidado para tornar-se o guitarrista solo da banda.
Após um ano tocando, o Sepultura assinou com o selo Cogumelo Records em 1985. Após algum tempo naquele mesmo ano, eles lançaram "Bestial Devastation", um EP split com a banda brasileira Overdose. Em 1986, a banda lançou seu debut album, "Morbid Visions", que é considerado mundialmente um dos primeiros albums de puro death metal. Foi lançado inicialmente nos Estados Unidos pela New Renaissance Records, um selo de propriedade de Ann Boleyn.
New Renaissance Records foi severamente criticada pela mídia por assinar e promover o Sepultura. Entretanto, a música "Troops of Doom" lhes rendeu grande audiência no rádio.
Enquanto os albums posteriores são marcados por mensagens mais politizadas, "Morbid Visions" (juntamente com o EP "Bestial Devastation") é caracterizado por temas supostamente mais satânicos como Slayer em "Show No Mercy". A banda admite que muitas letras foram "inspiradas" em canções de Venom e Celtic Frost, como eles ainda não conseguiam escrever em inglês, Max Cavalera ainda traduzia suas letras palavra por palavra ou literalmente, como nota-se na demo "The Past Reborns The Storm".
O som do album é death metal e a produção horrível. No encarte do CD, Cavalera admite que a banda até mesmo nem chegou a afinar direito os instrumentos durante as gravações. Entretanto, para os fãs este disco é primordial. E realmente até hoje "Troops of Doom" é de arrepiar.
Para quem tem ou tinha o vinil vai notar que neste CD não tem mais aquela introdução com "Carmina Burana", provavelmente por problemas de direitos autorais na reedição.
One of a kind.

Danzig III: How The Gods Kill



Glenn Danzig já estava esbravejando com os céus quando foi homem de frente de sua banda da era punk Misfits. Este é o terceiro album de sua banda solo lançado em 1992. Mais uma produção de Rick Rubin. A capa foi feita pelo artista suíço H.R. Geiger.
O som é aquele Danzig de sempre, coisa boa. Apresenta um toque maior bluesy-metal em relação aos discos anteriores. As letras também reflexivas, obscuras e impressionantes.
Album também essencial para qualquer coleção.
90s classic.