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VA - Thrash Metal by Vf0


Coletânea de thrash metal de fim de ano do vf0.
Um apanhado geral com Megadeth, Exodus, Slayer, Dark Angel e assim por diante...
Apreciem, quebrem a casa, divirtam-se.
Qualquer sugestão, crítica ou seja lá o que for, usem o chat box da direita ou comentem aqui embaixo.
Metal motherfuckers!!!!

Tourniquet - Pathogenic Ocular Dissonance


"Pathogenic Ocular Dissonance" da banda de metal cristão Tourniquet, originalmente lançado em 1992, é um album estranho, obscuro e complexo. O terceiro lançado pela banda e o último com o vocalista Guy Ritter que deixou a banda após gravar o album. Guy estava insatisfeito com o direcionamento agressivo que a banda tomou. Tourniquet é uma banda fantástica e há muito ignorada, fez um dos mais criativos albuns de thrash metal jamais lançados neste aqui. 
Esta versão inclui como faixa bonus um cover do Trouble pesadíssimo, "The Tempter". De qualquer forma um trabalho brilhante, provavelmente o melhor do Tourniquet.
A great album by an innovative band.

Precipice - The Foundation [demo 94]


Banda de Tampa, FL foi formada em Gainesville anteriormente. O som é um death/thrash bizonho que lembra várias bandas. A banda continua ativa e tocando pela Florida, quem tiver oportunidade vá conferir.
Stay metal.



Dark Angel - Darkness Descends


Teve que chegar o baterista Gene Hoglan para elevar o Dark Angel sobre os pobres festivais de barulhos capturados em seu amadorista primeiro album, "We Have Arrived". E de várias maneiras, seu lançamento seguinte de 1986, "Darkness Descends", representa o verdadeiro album de estréia da banda. Desde o primeiro riff esmagador da faixa título, torna-se óbvio que a produção se faz valer e a disciplina técnica que escapou da banda na primeira vez aparece gritando em foco neste album. Mesmo ainda sendo considerado um clássico menor do thrash metal. Para ser justo, o Dark Angel tinha apenas alguns truques a sua disposição, os quais executaram extremamente bem. Os resultados são um número de grandes clássicos unidimensionais porém memoráveis para os headbangers, incluindo "Merciless Death", "Death Is Certain", "Life Is Not" e a violentíssima "Perish In Flames". Com mais de oito minutos de duração, "Black Prophecies" algumas vezes soa como um experimento forçado, mas na verdade é a primeira tacada do grupo no estilo thrash progressivo que veio a caracterizar os lançamentos posteriores. Sob a supervisão de Hoglan, Dark Angel continuou os próximos dois anos refinando seu som para alcançar o que já foi dito, mas para muitos puristas, "Darkness Descends" continua a expressão thrash definitiva da banda. Este album aqui resenhado é o relançamento com duas faixas bonus. Uma relíquia para os velhos fãs de thrash.
Simply amazing brutality.



Exodus - Let There Be Blood


Completados 23 anos após o clássico album de estréia do Exodus, "Bonded by Blood", a banda lança aquelas músicas novamente. Não é certo se este grupo poderia ser mesmo chamado de Exodus, sendo que somente dois membros, o guitarrista Gary Holt e o baterista Tom Hunting, permanecem da formação original. Esse re-make cheira a caça-níqueis, mesmo que essa encarnação da banda ainda faça energéticas e ambiciosas gravações. Intenções à parte, os resultados são sólidos. A grande supresa é o vocalista Rob Dukes, um fator nulo nos seus dois albuns lançados com o Exodus até então. Obviamente pegando elementos melodramáticos do vocalista original Paul Baloff, Dukes transcende sua usual inexpressividade. Mesmo que Holt não tenha seu velho parceiro Rick Hunolt nas seis cordas, Lee Altus (Angel Witch, Heathen) é uma substituição mais que capaz. De fato as guitarras são quase que sem alguma falha. Hunting também, não parece nada com o nervosinho dos velhos tempos, ao invés disso fazendo uma disciplinada performance. Tamanha perfeição é ambos o ponto forte e fraco do album. De um lado, a produção monstruosa e ataque preciso dão às músicas um peso que nunca tiveram. Do outro lado, o som perfeitamente comprimido e precisão de relógio suíço tiram aquela selvageria do som um pouco, aquele charme das épocas do vinil. "Let There Be Blood" cumpre o anunciado, reestreiando o album em 2008 com novos músicos, nada além disso.
Good remake anyway.

O primeiro album que o Testament gravou sem o produtor Alex Perialas, "Souls of Black" une esses thrashers com o bem conhecido Michael Rosen. Com Perialas tendo servido o Testament tão bem, muitos headbangers desconfiaram do quão grande essa mudança seria no todo. Mas eles não deveriam ter se preocupado. O Testament aqui soa bem parecido com os três albuns anteriores e tão pesado quanto. Pena que o lado externo continua breguinha como antes. Ao mesmo tempo que saíram dos temas góticos e ocultos, o Testament aqui ainda vê o mundo como um inferninho, um lugar intolerável pesteado por governos maus e a ameaça de uma nova guerra mundial. Como "Practice What You Preach", "Souls" não está na mesma classe de "The New Order", mas de qualquer forma é uma boa adição para o geralmente bom catálogo da banda.
Rushed album, average grade.


Vio-Lence - Oppressing the Masses


Massivamente influenciada pela lenda do thrash da Bay Area, Exodus, pelos idos de 1988 Vio-Lence já tinha lançado "Eternal Nightmare". Um promissor album de estréia que continha a bate-estacas "Serial Killer" e "Kill on Command". Mas quando o selo da banda, Mechanic, entrou em colapso logo em seguida, o grupo juntou-se às fileiras da Megaforce de Jon Zazula para o lançamento de seu segundão, "Oppressing the Masses" em 1990. Feroz, intrincado, e ainda, teimosamente atonal algumas vezes, o album (produzido por Alex Perialas, o homem responsável tais clássicos do thrash como "Spreading the Disease" do Anthrax e "The Legacy" do Testament) foi de alguma forma uma aposta bem ambiciosa para juntar-se às grandes ligas do thrash da época, mas que acabaria sendo deixada na mão mais uma vez pelos vocais irritantes e desafinados do cantor Sean Killian. As guitarras matadoras como as da faixa de abertura de sete minutos "I Profit" e a excelente "Officer Nice" são quase depreciadas pela falta de senso nas composições e falta de originalidade, soando quase como um "mamãe quero ser Exodus". O mesmo pode ser dito para "World in a World" (possivelmente a faixa mais forte do album), mas algo do material restante, como "Mentally Afflicted", "Liquid Courage" (que trata de abuso doméstico visto pelos olhos de um alcoólatra), e a que encerra o album, "Oppressing the Masses", são todas sólidas e até bem arranjadas.
One from the glory days of thrash.
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Evildead - Annihilation of Civilization


O fim dos anos 80 e começo dos 90 foi um período estranho para o thrash metal. Foi um tempo de transição, e para o thrash, foi desviar de suas raízes e abrir caminho para uma nova era que descambou no grunge. Foram tempos difíceis para qualquer banda de thrash metal surgindo, e isso não foi diferente para o Evildead.
Formada por membros das bandas de speed/thrash Agent Steel e da banda Abattoir, Evildead começou com o selo de gravação alemão Steamhammer Records em 1988 e subsequentemente lançou um EP de três faixas chamado "Rise Above". No ano seguinte lançaram esta belezura aqui, "Annihilation of Civilization".
Em pouco menos de 40 minutos, "Annihilation of Civilization" é pura diversão headbanger, se você realmente curtir metal. O album contém a faixa título que é uma das melhores faixas de thrash metal de todos os tempos. As letras através do album incluem temas de anti religião e apocalipse nuclear. Não são lá grande coisa, mas servem o propósito aqui. As músicas são todas similarmente arranjadas com uma média de 2 solos de guitarras jogados em algum lugar depois do último verso e geralmente logo antes do último refrão entrar. Confiem em mim quando eu digo isso, os solos são matadores. Evildead diferencia-se das outras bandas de thrash do fim dos 80 excluíndo versos de guitarra punk e hardcore que eram tão proeminentes em bandas como Overkill. Ao invés, Evildead tinha uma abordagem mais melódica com seu thrash tratando-se dos versos, geralmente pequenos toques que fazem uma grande diferença no som fazendo a banda um caso à parte do resto da mesmice da época.
"Annihilation of Civilization" sofreu por ser pesado demais. O programa da MTV Headbangers Ball chegou até a tocar o video da faixa título por um curto período de tempo. Na época em que o Headbangers Ball era realmente bom. Infelizmente, como mencionado, a era do grunge já estava entrando nas casas de família através da América, consequentemente matando a maioria das bandas da última onda do thrash do final dos 80. Alguns também poderiam criticar o vocal por ser abaixo da média ou de pouca potência. Algo que não ouso fazer.
Evildead, juntamente com Sacred Reich, claramente influenciaram bandas de thrash metal como Nuclear Assault, desde a infusão de influências hardcore até os solos de guitarra. Mas acho que bandas como Anthrax influenciaram mais. Também não quer dizer que Nuclear Assault não influenciou Evildead da mesma maneira. De fato, todas essas bandas infuenciaram umas às outras bastante. Tratando-se da história do thrash, nada superará os clássicos como "Among the Living" do Anthrax e "Rust in Peace" do Megadeth. Entretanto, se você é realmente um fã de thrash, este é um album indispensável. Caso seja apenas um admirador casual do estilo, escute a faixa título e veja se gosta.
Underrated thrash classic.


Slayer - World Painted Blood

Ano: 2009 Pais: EUA Gênero: Thrash Metal/Speed Metal (Wikipédia Rulez xD) World Painted Blood é o décimo álbum de originais de Slayer editado em 2009. Em Maio de 2009, Kerry King disse do álbum: "Eu acho que este tem um pouco de tudo - mais do que qualquer coisa que nós fizemos desde Seasons. Então, eu imagino que as pessoas o vão comparar com esse".A banda gravou treze canções do álbum, sete escrita por Jeff Hanneman e seis pelo King, embora nem todas estas devem ser incluídas. O lançamento do álbum foi adiado para final do Verão de 2009.Um artigo recente no site de Slayer confirmou o nome do álbum de estúdio da banda. World Painted Blood marca a primeira vez que Slayer escreveu e preparou o material para o álbum ao mesmo tempo no estúdio. No passado, a maior parte ou todas as músicas foram trabalhadas pelo tempo que a banda entrou em estúdio para gravar o material. Dave Lombardo disse em uma entrevista na Capital Chaos "Os outros discos foram bons, mas este não é algum tipo de magia que eu não posso colocar o meu dedo, ele apenas flui muito bem, a estruturação está bem feita, as melodias são feitas muito bem. tem sido um esforço colectivo para que eu definitivamente estou orgulhoso dele e tenho certeza que os outros também estarão".O álbum foi lançado com quatro capas diferentes que, quando juntas, vão criar um mapa do mundo coberto de sangue. Tracklist: 1. World Painted Blood 2. Unit 731 3. Snuff 4. Beauty Through Order 5. Hate Worldwide 6. Public Display Of Dismemberment 7. Human Strain 8. Americon 9. Psychopathy Red 10. Playing With Dolls 11. Not Of This God Myspace Mediafire

Megadeth - So Far, So Good... So What!



Um album que muitas pessoas dizem ser sem inspiração, originalmente lançado em 1988. Um dos discos mais subestimados da banda. O album demorou cinco meses para ser gravado, principalmente pelo motivo da drogadição de Mustaine, que também brigou com o produtor Paul Lani, o qual foi substituído por Michael Wagener que remixou o album. Mustaine também expulsou Chuck Behler e Jeff Young após o lançamento do album. Problemas, problemas e mais problemas.
De qualquer forma o disco combina o que há de melhor em velocidade, complexidade e solos bem trabalhados. Ou seja o bom e velho thrash metal em seu melhor.
Disco recomendado para fãs da banda, caso contrário escutem maiores sucessos como "Rust in Peace". Stay metal!!!

Slayer - Seasons in the Abyss

Vindo de clássicos como "South of Heaven" e "Reign Blood" a banda continuou sua evolução neste disco. Este album é o mais maduro combinando a agressividade e velocidade de "Reign in Blood" com a pegada mais polida de "South of Heaven". Mesmo assim conseguindo ser mais pesado e melódico que ambos os antecessores. A produção ficou por conta de dois monstros da gravação de música pesada, Rick Rubin e Andy Wallace, as letras são diversificadas, as guitarras de King e Hanneman consagram-se como um dos melhores duos de som pesado de todos os tempos. Além de tudo este é o último disco gravado com o baterista Dave Lombardo, mostrando extrema precisão e variedade delirantes, até seu retorno em "Christ Illusion" anos depois.
O album começa quente com "War Ensemble", que combina riffs pesadíssimos com uma velocidade alta até mesmo para os padrões de Slayer. Realmente um clássico instantâneo. Então as coisas mudam um pouco. As excelentes "Spirit in Black" e "Born of Fire" são duas pauladas speed metal na veia, enquanto "Blood Red" e "Dead Skin Mask" fazem um perfeito contraponto diminuindo a velocidade com bom efeito. A música final que leva o nome do disco é uma épica de mais de seis minutos, com uma ótima introdução e melodias assombradas. Os vocais de Tom Araya neste album também são destaque, estão muito mais variados e ao mesmo tempo concisos que nos outros albums, fácil de se perceber na faixa título e em "Dead Skin Mask". Aqui entra o dedo dos produtores. De qualquer forma para os velhos fãs da banda a gritaria dos albums anteriores também não poderia de estar presente no album.
A respeito das letras, a banda parece ter seguido o caminho apontado já no "South of Heaven". As letras sobre diabinhos e capetinhas foram substituídas pelo tema do Mal em um aspecto mais amplo. "War Ensemble" e "Blood Red" inteligentemente abordam o aspecto destrutivo da violência e da guerra. "Dead Skin Mask" conta a saga do assassino em série Ed Gein. "Expendable Youth" trata sobre violência urbana. No restante das músicas as letras não são tão claras e eloquentes porém são obscuras e opressivas como tudo no album.
Se você ainda não tem este disco, você está perdendo um dos marcos do metal mundial.
The evolution of Slayer.