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As I Lay Dying - An Ocean Between Us


O As I Lay Dying lançou seu disco de número quatro com o novo baixista Josh Gilbert, que entrou no lugar de Clint Norris (que deixou a banda para se casar e sossegar na vida). "An Ocean Between Us" veio com alguns aspectos latentes no som da banda: o hardcore violento continua no centro do som, assim como o par de guitarras de Nick Hipa e Phil Sgrosso. Tim Lambesis ainda é aqui o behemot gutural que sempre foi, mas Gilbert agora coloca vocais melódicos em alguns refrões, dando uma dinâmica maior ao som mesmo que custasse um tempo para os fãs se acostumarem com isso. "Forsaken" deve ter sido o maior choque, com seu sua puramente melódica porém majestosa introdução de metal clássico. A fúria aparece, com certeza, mas não antes de um minuto inteiro, e os riffs de abertura soam como pedaços do LP "Ride the Lightning" do Metallica. Quando chega no refrão, com Gilbert cantando melodicamente, chega quase a confundir. Há alguns outros momentos característicos no album, como a faixa título, que despeja puro peso. "Wrath Upon Ourselves" agrada os mais céticos com um peso animalesco e mesmo os vocais melódicos do refrão não soam tão chabi aqui. Mudança é inevitável na música assim como em todo o resto. Os elementos que fizeram As I Lay Dying tamanho sucesso metálico continuaram aqui, a base do som da banda. O que pode-se concluir deste disco é que: os membros do As I Lay Dying compreendem que o progresso é necessário para satisfação e sobrevivência. As composições deste album são de primeira linha, mais sofisticadas e ainda assim nada pretenciosas. No final essa nova textura que colocaram no som de um novo ar para a banda e para os fãs também.

Zao - The Funeral of God


Mesmo que a banda Zao seja conhecida por lançar uns albuns de metalcore bem medianos, "The Funeral of God" é definitivamente um dos melhores retratos do gênero todo. Simplesmente coloca de uma forma bacana essa onda de pseudo metal cristão (pode inverter a ordem de pseudo, metal e cristão que dá no mesmo) que ainda rolava, além do ainda saía também do metal padrão da época. Aquela repetição padrão dos breakdowns foi deixada de lado, as progressões de cordas são realmente criativas e os refrões são pegajosos no bom sentido.
Desde que o album saiu em 2004, um pouco antes de todo mundo achar que a banda ia dar uma de Norma Jean e lançar só mais um disco para ganhar uns trocos, "The Funeral of God" soa bastante criativo porque não deixou-se cair nas mesmices do estilo. Foi um album bem inovador que muitos imitadores falharam em recriar. Até mesmo Zao, nunca mais lançaram nada parecido com este album aqui.
A fusão de cordas limpas jazzísticas na fórmula é um detalhe bem bacana que o metalcore raramente vê. Faz com que as partes mais leves soem como boa música ao invés de "aquela parte menos pesada lá". É um dos estilos de escrita musical mais inovadores que pode-se encontrar nesse tipo de música, mesmo que o estilo do vocalista seja esse garganta rasgada monótono, você tem que admirar as estruturas musicais não ortodoxas das composições. Nada de "Metal By Numbers" aqui.
A última faixa, "Psalm of the City of Dead" poderia até ser colocada em um disco do Smashing Pumpkins com uns pianinhos a mais. Não é pretenciosa e também não mais uma faixa "Outro" ou estilo aquelas faixas escondidas que bandas como Dead to Fall não sabem o que fazer com os 40 minutos que sobraram lá. A participação especial do vocal feminino e as letras sombrias são meio forçadas, mas o som cresce em você depois de uma segunda escutada e a bizonhice acaba passando desapercebida (não se preocupe, não é que nem a Hayley Williams do Paramore quando apareceu em "The Fiance").
Zao é geralmente subestimado na cena metal e onde quer que eles ficassem conhecidos, ganharam uma reputação de banda medíocre. Meu conselho, nem escutem o resto da discografia deles, porque é medíocre mesmo. Caso achem o "Funeral of God" em alguma loja para vender comprem, metal pseudo cristão cheio de surpresinhas. Além do mais que então você pode entender a historinha do disco, que como album conceitual, fala sobre Deus ter se enchido da humanidade e vazado, a manolagem aqui na terra se quebra na porrada obviamente e depois ficam pedindo pra ele voltar.

Tourniquet - Pathogenic Ocular Dissonance


"Pathogenic Ocular Dissonance" da banda de metal cristão Tourniquet, originalmente lançado em 1992, é um album estranho, obscuro e complexo. O terceiro lançado pela banda e o último com o vocalista Guy Ritter que deixou a banda após gravar o album. Guy estava insatisfeito com o direcionamento agressivo que a banda tomou. Tourniquet é uma banda fantástica e há muito ignorada, fez um dos mais criativos albuns de thrash metal jamais lançados neste aqui. 
Esta versão inclui como faixa bonus um cover do Trouble pesadíssimo, "The Tempter". De qualquer forma um trabalho brilhante, provavelmente o melhor do Tourniquet.
A great album by an innovative band.