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Ten Foot Pole - Subliminable Messages


Tarefa ingrata resenhar este disco.
Seria possível considerar como uma volta da banda, mas não à velha forma. Porém comparado à "Bad Mother Trucker" seria uma volta aos trilhos. Ainda longe do "Insider" por exemplo. Quem conhece a banda poderá entender.
Após a confusa introdução acima, ao tentar discorrer sobre a música em si torna-se complicado não tropeçar em algo, seguidamente. Na faixa de abertura "Wake Up (And Smell the Fascism)" fica difícil saber se é para rir ou chorar, se eles encarnaram um Propagandhi ou acabou o cereal na hora do café e ficaram bravinhos. Entre guitarras nervosinhas o vocal infanto-juvenil de Dennis Jagard vocifera clichés de punk de boutique. Para piorar eles tomam uma direção adolescente bobinha em "Kicked Out of Kindergarten", "She Looks Like" e "Last Call for Russel´s Balls", é claro com breakdowns e refrões bem cativantes para os não experientes no assunto. Também fica difícil compreender a relevância ou sentido por trás da história de Rachel Corrie em uma música de mesmo nome. Mas nos outros sons há uma essência do velho TFP, por sorte, juntamente com algum conteúdo anti Bush (vide o título do album). "Still Believe" parece ser o ponto alto do album.
Em suma, difícil por todos esses motivos citados concluir algo sem acabar cometendo injustiças.
Thumbs down heheheheh.

ten vfo dsdsddsfdskjfs




Face to Face - Don´t Turn Away


Considerado por muito fãs como sendo um clássico, este album de estréia na Fat Wreck Chords (originalmente lançado na Doctor Strange, com somente alguns poucos milhares de cópias enviadas antes da compania sair do mercado) qualifica-se como essencial punk melódico dos anos 90. A primeira (e de longe a mais cru) das três gravações do Face to Face que incluem o mega sucesso de rádio "Disconnected", este disco de 13 faixas revela uma banda à beira do estrelato punk. "Don´t Turn Away" contém os membros originais Matt Riddle no baixo, Rob Kurth na bateria e o vocalista e guitarrista Trevor Keith. O único constante no que tornou-se uma mudança sem fim de formação. Keith demonstrou uma voz poderosa e bem definida, juntamente com um forte comprometimento para com o material. Cuidadosamente evitando o falso sotaque britânico marrento ao qual seus contemporâneos pop-punk dos meados dos 90 não conseguiam resistir. Fornecendo um excelente suporte para as criações características do líder da banda, a seção rítmica fica contida e fora do caminho através da maior parte de "Don´t Turn Away". O entusiasmo da banda extrai o melhor deles durante o material mais lento que soa inconsistente às vezes, mas muitos fãs devem considerar tais idiossincrasias cafeinadas até legais e esquecer os aborrecimentos quando o trio arremata versões de estúdio das aceleradas favoritas dos shows "You´ve Done Nothing" e "Pastel". Uma curtida retrô de "Don´t Turn Away" vai colocar novos ouvintes em algo que os aficcionados velha guarda do Face to Face já conheciam desde o lançamento do disco em 1992: desde o primeiro momento, Trevor Keith e companhia tinham os instintos para ao mesmo tempo reafirmar e transformar o punk. (Soa um pouco exagerado mesmo)
A classic!

A banda Billy Talent pegou sua curiosa denominação de um personagem do rockumentário ficcional e cômico de 1996 chamado "Hard Core Logo", o qual traçou as contínuas aventuras de uma banda punk envelhecida de Vancouver. A referência é provavelmente mais ressonante na base de origem do Talent, Toronto. Em qualquer outro lugar, fica um pouco estranho. Por sorte, o quarteto que dá nome ao lançamento pela Atlantic batalhou com afinco em fazer a música importar mais do que qualquer releitura ou revivescimento estilizado de um gênero. Por musculares, implacáveis e cruelmente cativantes 40 minutos, a banda atinge o cerdoso e melódico punk do Buzzcocks enquanto trabalha as dinâmicas de vocais duplos do Fugazi, costurando precisas quebras de guitarra em seus próprios hinos de três minutos. A influência de Buzzcocks é evidente e imediata. De fato, o Billy Talent convenientemente abriu em várias datas da turnê de reunião em 2003 dos veteranos. Assim como, o Talent se beneficiou da produção que trabalhou os refrões ao máximo em um pugilismo sônico. Mas enquanto Benjamin Kowalewicz berra e se esgoela nota-se que carrega algo da boca do interiorano e até melodramático Raine Maida do Our Lady Peace, suas letras pegajosas são ao mesmo tempo ásperas, e seu braço direito o guitarrista Ian D´Sa prefere tons mais tensos e angulares, ao invés da enorme compressão usada pelas bandas "punk de butique" que proliferaram na virada do século. "Try Honesty" e "This Is How It Goes" certamente possuem refrões pegajosos. Mas na última citada "Hold my breath until my heart explodes" é mais sombria do que qualquer tentativa banguela de desafiar autoridade do Good Charlotte. Não existem passagens hip hop ou power baladinhas aqui. "Living in the Shadows" e "Line & Sinker" são atos post-hardcore em petardos borbulhantes às raias do básico, mas reconstruídas com melodia. "The Ex" parece ser o mais direto revivalismo de dois minutos e meio de punk no Billy Talent. Mas mesmo sendo uma daquelas letras adolescentes de corno revolts os caras colocaram uma forte energia difícil de se falsificar. Acabou que o disco foi mega sucesso, não seria por menos.
Entertaining album.

The Offspring - Smash

Terceiro album de estúdio da banda americana lançado em 1994 pela Epitaph Records. Último album com o produtor Thom Wilson, que produziu os dois primeiros albuns da banda, e o último também pela Epitaph (que lançou somente na Europa o próximo album). Único album da banda que leva o nome sem o The antes de Offspring.
O album fez sucesso estrondoso e hoje em dia tonrou-se um clássico do punk rock pela crítica, fãs e até mesmo membros da banda. Com este disco a banda ganhou fama e reconhecimento na cena punk e na mídia em geral. Um dos albuns mais bem sucedidos do gênero, sendo vendido até hoje já alcançou 6 vezes platina.
Em 1991 a banda lançou um EP 7 polegadas chamado "Baghdad 7" que acabou fazendo sucesso e lhes rendeu contrato com a Epitaph, coisa que o produtor Thom Wilson vinha tentando há tempos. O guitarrista do Bad Religion e dono da Epitaph, Brett Gurewitz, achava que a banda não tinha calibre para ser parte de seu selo, mas o EP "Baghdad" mudou sua opinião. Então Wilson e a banda entraram em estúdio para gravar "Ignition" que foi lançado em 1992 com grande sucesso surpreendendo até mesma a banda e o selo. Depois veio a vez de "Smash" que foi gravado no estúdio Track Record em North Hollywood com dois meses de estúdio agendado.
Mesmo com uma gravação pesada no moldes do punk rock, o som de "Smash" já apresenta a cara pop punk nas composições. Junto com Green Day a banda emplacou nas rádios single após single. "Come Out and Play" tornou-se um clássico da banda e das rádios, numa temática bem pop punk trata-se de um tema em voga agora no Brasil, o bullying. "Self Esteem" foi outro hit que trata de um namorado que a sua parceira lhe abusa e lhe faz submisso, no caso Dexter Holland inspirou-se em um velho amigo. "Gotta Get Away" foi um single de um pouco menos sucesso, sendo a última música escrita para o album que trata da pressão que Dexter sofria para entregar o album a tempo. "Bad Habit" tecnicamente nunca foi lançada como single, porém a influente rádio de Los Angeles KROQ começou a tocar a música em 1995 em sua programação.
O album também tem um cover de uma música de The Didjits com "Killboy Powerhead".
A capa que apresenta um esqueleto distorcido estilo raio-x foi feita por Fred Hidalgo e Kevin Head, representa os motivos das letras: morte, suicídio, violência, vício e abuso. O esqueleto representa que a continuação desses atos leva à morte, ou até o fim da humanidade. Esse estilo de capa apareceu também nos singles do disco.
Album que tornou-se clássico incontestável, influenciou gerações e firmou o pop punk na mídia junto ao Green Day.
Para quem gosta do gênero um prato cheio e album indispensável.
You gotta keep em separated.

Green Day - Dookie

Punks puristas podem torcer o nariz para o Green Day, mas "Dookie", o album pop-punk deles, sobreviveu ao tempo, com seu sarcasmo, auto depreciação, humor e riffs de guitarra pop que ainda ecoam após mais de uma década. Para alguns parece sucesso acidental como vários dizem de "Nevermind" do Nirvana. Mas para quem vivia a cena daquela época, sem exageros podemos dizer que este cd revitalizou o punk rock, de uma maneira fácil. Porque abriram portas para uma cena esquecida, incluíndo o ska-punk, hardcore, punk rock, todos sub gêneros até então esquecidos ou relegados a segundo plano.
Muitos criticam Green Day porém a garotada emo de hoje em dia não foi essa que escutou "Dookie" na época, antes eles tivessem esse privilégio. Este cd tocou até a exaustão é fato, até o limite do suportável. Mas basta uma nova audição nos dias de hoje para que se comprove a vitalidade e genialidade do disco como um todo. Foi a voz de uma geração.
A capa é uma piração à parte, bem punk e cheia de humor.
Green Day classic.

NOFX - Pods and Gods EP

Pods and Gods é mais um single "esquecido" na vasta coleção de singles "esquecidos" do NOFX. Este EP foi lançado apenas em vinyl e na coleção "45 or 46 songs..." da banda. Mas enfim é um belo single! Tracklist: 1. Pods And Gods 2. What's The Matter With Parents Today? Mediafire