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Makumbah - Entrevista


Entrevista rápida com Murilo Henrique da banda Makumbah, para os desavisados já apresentada aqui em http://vf0.blogspot.com.br/2013/01/makumbah-despacho.html .

Vf0 - Comecemos pela gênese da banda. Como foi o processo de montar a banda?

Cara, eu e o Lucas Rosa (Cidão) sempre tivemos bandas juntos em Leme, começamos tocar juntos desde muito cedo e sempre tivemos a vontade de montar um projeto que fosse além do metal, que soasse como protesto e etc.. Eis que 2012 começamos a mexer os pauzinho, convidei o Duane que já havia tocado conosco em outro projeto e chamei outros 2 guitarristas, um deles acabou saindo e quem ficou foi o Gustavo Pêra somente. A banda de inicio ia tocar só uns clássicos do grindcore e do thrash, porém todo mundo tava pilhado nos sons mais crossovers, nos punk/hc's e na ideia de produzir música autoral que a formação se encaixou e se encontrou musicalmente de forma bem legal.

Vf0 - Por que o nome Makumbah?
Mano, não sei.... hahahaha.. ninguém sabe. A gente não queria nenhum nome que soasse sério, tenebroso, metálico, já estavamos cansados de nomes com Dark, Hate, Funeral, Storm no meio e não queriamos nome em língua estrangeira. Só sei que ficamos no dilema entre Saravá, Cabra da Peste e Macumba, acabei fazendo o logo com o nome de Macumba que depois foi adaptado pra Makumbah, curtimos e ficou. Mas o nome é significativo, na origem da palavra que é angolana a tradução refere-se a "soar assustador", em outras traduções se refere a palavra "festa" e no clichê contemporâneo faz alusão aos ritos de religiões africanas e etc. Enfim, seja o que for, tá valendo!

Vf0 - "A banda possui influências do Grindcore, Punk/HC, Crossover e Thrash Metal, buscando apresentar através do seu som atitudes de protestos em relação a política e sociedade". A partir do final desta frase, extraída do breve release no site da banda, lhe pergunto: Como você vê a sociedade brasileira atual? (De um modo geral, culturalmente, socialmente... você escolhe a veia).
Caracas mano, todo mundo da banda tem um olhar pra cada aspecto, vou falar do meu particularmente já que me encarrego de escrever as letras da banda.
Mano, acredito que a política brasileira é reflexo da sociedade, ambas são espelhos um pro outro. Atitudes expressas no estado são referencias da sociedade em que vivemos, então não se pode falar que tudo mudaria se trocasse alguns nomes no poder. E se tratando de poder creio que esse é o maior problema, a busca excessiva por status e grana aliena e esses são dogmas pregados pela mídia. Novelas, programas e até mesmo noticiários levam o público a seguir determinada linha de raciocínio consequentemente de realidade de vida, sem abrir espaço para o questionamento e construção de caráter humano. Esses são pontos que se sobrepõem em qualquer sociedade, porém no Brasil não possuímos controle algum sobre a educação, ela está deteriorada, mal estruturada, desde suas bases metodológicas através dos professores mal remunerados que se reflete em alunos, jovens e adolescentes possessos de revolta e em busca de uma felicidade que se baseia no que é apresentado pela mídia.
Culturalmente, tratando-se em primeira estância aos artistas, produtores de conteúdo e questionadores da sociedade e da vida, não se percebe um apoio coerente por parte do estado, que em muitas vezes ao invés de apoiar a iniciativa independente, se dispõe a colaborar com "artistas" de cunho comercial e sazonal. Outro reflexo ai do que é a sociedade em relação cultural, grande parte alienada, seguindo tendencias da indústria comercial, sem a preocupação de buscar conhecimento, de interpretar o que é expresso por outros, sem questionar o que é apresentado nas letras que canta.
Ao meu ver, brasileiros são passivos demais, engolem calados, não questionam e não cobram, os maiores embates que vemos na mídia são de cunho ideológico comercial, ou de desvio de foco, onde a população apoia quem a mídia apoia, que normalmente é quem está ganhando. Bom, se for falar mais aspectos dá pra fazer umas 12 páginas aqui..hahahaha.. na minha opinião se resume nesses aspectos, que muitas vezes é o que tento tratar nas letras.

Vf0 - Você tem outro projeto que é voltado para o rap. Fale dele.
Vixi, mano, tem uma penca de projeto... hahahaha...
Nunca me restringi somente aos gêneros ligados a música pesada, de fato me criei neles, durante todo tempo que vivi em Leme. Porém sempre mantive os ouvidos atentos à música brasileira, seja samba, baião, manguebeat e rap, cada uma expressa uma realidade em sua linguagem, isso é foda!
Desde então nunca me bitolei em um único gênero, me arrisco em ideias mais experimentais com ritmos brasileiros também, mas o rap, a rima, me fascina pra caralho. A forma de adaptar sua ideia a fim de que crie a rima aliado ao flow, a levada e cadência das palavras é fantástico.
Cheguei a gravar algumas tracks com grupos de dub de Araraquara-SP e São Carlos, nessa ideia da rima do rap mesmo. Fiz alguns trabalhos com amigos, mas nada muito sério. Curto muito também participar de batalhas de freestyles, as chamas batalhas de mc's, onde a ideia é formada ali no improviso, na hora.
Bom, tenho diversas tracks gravadas por mim e por amigos voltadas ao gênero mesmo, mas ainda falta um pouco de disposição e inspiração pra organizá-las e soltar algo pra galera.

Vf0 - Que bandas você anda curtindo ultimamente?
Putz, pergunta foda.. hahaha... como falei na resposta anterior, curto muita coisa variada desde som pesado até samba, então vou listar algumas coisas que venho ouvindo conforme os gêneros.
Metal/Punk/HC
Punch: banda fudida americana com uma mina com vocal visceral!
Dr. Living Dead: uma das melhores bandas de Crossover da atualidade.
DFC: qualquer disco, a qualquer momento.
Surra: banda de uns brothers de Santos, ep. fudido!
Dead Kennedys: em virtude do show deles no Brasil tenho ouvido muito o disco BedTime For Democracy
Teen Idles: banda que veio a se tornar Minor Threat.
Anti-Corpos: banda feminista de SP, foda! HC na cara!
Rap:
Nas e Damian Marley: O disco Distance Relatives, álbum muito bom que une o melhor do ragga com rap.
Rapadura: raper nordestino, flow sinistro!
Rael da Rima: mano de SP mistura rima e melodia muito bem.
Black Alien: a qualquer dia e momento, genial.
Coruja BC1: Mano de Bauru-SP, vai dar muito o que falar.
Variado:
Lucas Santtana: disco O Deus que devasta mais também cura. Melhor disco brasileiro do ano passado na minha opinião.
Los Sebosos Postizos: Projeto do Nação Zumbi tocando Jorge Ben Jor.
Seu Jorge e Almaz: projeto de Seu Jorge e alguns caras da Nação Zumbi.
Roy Ayers: um dos mestres do funk americano

Vf0 - Larga aí sua mensagem final e grande abraço!
Cara, antes de tudo agradecer a oportunidade e o apoio, são de veículos e pessoas como você que o underground e a música independente se desenvolve e acontece.
E como mensagem fica essa ideia que desenvolvemos nas ultimas perguntas,
acho que temos que nos livrar desses preconceitos sonoros em relação a outros gêneros, tudo agrega, de uma forma ou de outro apresenta novos pontos de vista, novas experiencias, não é em vão não.
É bom tirar a cara de mal de metaleiro e fazer valer as atitudes de respeito e coletividade. Independente de estilo tá todo mundo no mesmo caminho, a única coisa que difere é a linguagem.
E logo mais se tudo der certo, Ep. do Makumbah saindo, uma produça mais elaborada e mais protestos.
Valeu Chuck! Tamo junto man!

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Para quem quiser conhecer mais acesse o link http://tnb.art.br/rede/makumbah .
Valeu Murilo e a banda Makumbah! Boa sorte e contem conosco!

ANMOD - Entrevista


Entrevista com a banda Anmod de Curitiba. Contatei o baixista e vocalista da banda, Hernan Oliveira (gente boníssima), para uma entrevista rápida por email. Segue a bio que encontra-se na página oficial da banda e em seguida a entrevista.

Biografia:
A banda ANMOD iniciou suas atividades em 2005, das cinzas do Fornication, banda de death metal de Curitiba PR Brasil. O Fornication iniciou suas atividades em 1996, lançou 2 álbums: "Descendants of Degenerated Race" pela brasileira Black Hole Productions em 2003, e "Unleashed Wrath" pela colombiana Brutalized Records em 2004. A banda também gravou o clássico "Regurgitated Guts" do Death, que foi incluído na coletânea "Together As One - A tribute To Death", lançado pela Mondongo Canibale Productions da Espanha, em 2003.

Em 2004 o Fornication decide viajar para a Europa e dá início à "Unleashing Wrath Over Europe Tour 2004", uma turnê de 3 meses que passou por 9 países (Alemanha, França, Holanda, Austria, Italia, Belgica, Eslovenia, Hungria e Rep. Tcheca).
Depois da turnê, Gerson Watanabe (guitarra), Hernan Oliveira (baixo/vocal) e Johnny R.R. (bateria) decidem sair do Fornication e começam a compor novas músicas, agora como trio. Este foi o iníco da banda ANMOD, em 2005.
Como não ouvimos notícias do Fornication desde 2005, nossa conclusão é que a banda esteja parada desde então.
O estilo do ANMOD é um pouco diferente do Fornication. Foram adicionados mais elementos grindcore para as composições, assim como a veia death metal continua forte como sempre. Death metal e grindcore sõa estilos mandatórios neste momento nas novas composições da banda, tornado a sonoridade da banda extremamente brutal e caótica.

Entrevista:

Vfo - Pelo que vi no myspace de vocês a banda está inativa no momento. Por quê?


R: O Anmod no momento esta inativo devido a ausência de um dos membros (Johnny - Baterista) ele esta morando fora do Brasil, quando ele retornar reiniciaremos nossas atividades, a banda não acabou não mudará sua formação e deverá continuar suas atividades futuramente.

Vfo - Que bandas de Curitiba você curte e faz questão de citar aqui?

R: Cara gosto de muitas bandas daqui é difícil citar nomes seria injusto, gosto muito do Necrotério(Eternos Brothers), Scorner, Eternal Sorrow, Archityrants, Necrópsya, etc...estamos bem servidos de bandas, esta faltando público mesmo.

Vfo - Sobre esse papo de cena local. Como está Curitiba atualmente na sua opinião com relação a som extremo ou pesado?

R: A cena local de metal extremo anda muito amadora, infelizmente estamos enfrentando uma grave crise devido a diversos fatores ;
1.- Falta de comprometimento e honestidade entre bandas, organizadores, casas de shows, produtores e demais envolvidos.
2.- Inatividade de algumas bandas importantes para a cena (referência para novas bandas).
3.- Falta de renovação (com qualidade) referente a novas bandas.
4.- Ausência de shows e o aumento do custo para realização dos eventos.
5.- Despreparo geral e falta de organização dos produtores, casas de shows, e técnicos de som envolvidos.
6.- Falta de acompanhamento das novas tecnologias de som (tanto bandas como organizadores). Os tempos mudaram, o público é mais exigente e a falta de conhecimento é geral, as bandas devem se preocupar mais com o som que vai ao público, som extremo é complexo, e depende muito da aparelhagem e da organização dos produtores.
Sem esse inicio fica difícil exigir fidelidade do público, o produto oferecido é ruim e extremamente deficitário.

Vfo - Perguntinha estilo Marilia Gabriela para darmos umas risadas, lá vai... utilizando de uma até três palavras, como você definiria cada uma das seguintes bandas: 1 - Anmod, 2 - Napalm Death, 3 - Possessed, 4 - Obituary, 5- Sepultura, 6 - Sarcófago e 7 - Abba.

1.Anmod : Força Bruta Velocidade/ 2. Napalm Death : Genialidade / 3. Possessed : Criatividade 4.Obituary : Originalidade 5. Sepultura : Vontade Raça 6. Sarcofago: Morbidez 7. Abba : Desconheço

Vfo - Quando descobri a banda pela net sem querer, coloquei para tocar "Serpent-Legged" logo de cara e fiquei pasmo com a qualidade tanto da composição quanto da gravação. Como foi esse processo todo? Ensaios, gravação etc.

R: Todo o processo foi extremamente complexo, nesta época a cena estava bem em baixa, estavamos um pouco desanimados com tudo que estava acontecendo na cena local, tivemos que reencontrar buscar um novo método para composição, nesta época tinhamos saido do Fornication, e queriamos criar algo diferente do executado no ultimo disco do Fornication. Era uma nova banda, que teria mais liberdade nas composições, queriamos investir em outras sonoridades, ficamos muito contentes com o resultado final.

Vfo - Saindo um pouco do Anmod, pelo que vi você está tocando com o Tonho no Imperious Malevolence agora? Baita responsa nas mãos ocupar esse lugar não? E que novas influências você levou para o Imperious? Com sua bagagem que chegou de fora...

R: Realmente esta sendo uma experiência muito boa, quando aceitei o convite do Antônio já sabia da grande responsábilidade que teria, e confesso que fiquei bem surpreso com a saida do Rafahell, considero a presença dele importantissima no contexto do Imperious Malevolence, mais infelizmente aconteceu dele sair, uma terrivel baixa no line up da banda. A esperiência esta sendo boa, rolou o entrosamento e a pegada, eu tinha algumas dúvidas se isso realmente iria funcionar, mais acredito que as coisas estão encaminhando bem, não tenho intenção de substituir ninguém, vou apenas continuar fazerndo oque sempre fiz a 15 anos. Inicialmente estamos iniciando o processo de novas composições, esta rolando uma parceria legal e acredito muito no resultado final.

Vfo - Para finalizar não deixarei o espaço de praxe para considerações finais. Sim eu sou um tanto fora do convencional. (heheehehhe) Eu é que farei as considerações finais. Gostaria assim de agradecer a boa vontade e humildade em nos atender, e dizer que no que precisar este espaço está aberto para a(s) banda(s) e para você sempre. Grande abraço.

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Quem quiser conhecer mais acesse o myspace ou a página oficial dos caras.

Page oficial  http://anmod.50webs.com/