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Mc Ren - Kizz My Black Azz


O EP está tão vivo hoje em dia quanto o 8 track e o 7" single: claro, você verá um de vez em quando, mas a maioria das vezes, as pessoas vão pegar e dizer, "Porra só cinco músicas? Foda-se", e colocam de volta na prateleira. O porquê delas fazerem isso quando na maioria dos albuns é sorte encontrar 5 músicas decentes por mais ou menos 16 dólares é incompreensível, mas este EP, juntamente com "This is an EP Release" do Digital Underground tamém lançado na mesma época, trouxeram o interesse da galera hip hop de volta para o formato moribundo. Mesmo não sendo tão longo, a intenção é fazer você gostar, saciá-lo enquanto o album completo não sai, e neste caso, sendo um trampo por si só, mesmo que mais curto do que o normal.
Mc Ren largou "Kizz My Black Azz" logo na cola de seu multi platina direto do topo das paradas "Niggaz4Life". Foi um choque naqueles tempos, que um album tão violento e tão gangsta fodão como o "niggaz..." chegasse no topo das paradas. Agora o DMX peida no bumbo e late para você e vai para o #1 na primeira semana, mas não irei fugir do assunto mais.
Naquele tempo, Cube tava pirado. Eazy todo mundo sabia o que rolava. Cacete, até o Dre começou a rimar mas Ren, amplamente conhecido como o verdadeiro MC no bando, ainda tinha que largar algo solo, então o EP veio como uma benção para as cabeças que imaginavam se Ren poderia mandar algo fodástico sozinho.
E pode crer que ele fez, mas honestamente, ele não é a melhor coisa neste EP, Bobcat é. A produção dele (ele trabalhou para LL, também) brilha muito neste disco. Camadas de samples no estilo "Paul´s Boutique", baixão bem temperado e batidas bem loucas providenciam um belo plano de fundo sonoro para a inconfundível voz de Ren mandar suas rimas. Porra, a segunda melhor música no EP é a instrumental de Bobcat "Intro: Check it Out Y´All", uma batida funkeada bem louca que roda uns cortes juntos de vocais do Ren no fundo como se ele quisesse dizer aquelas palavras. De quebra uns turntables cheios de manha, uns samples doidos e barulhos que lembram a produção daqueles tempos do Bomb Squad, mas com seu próprio tempero da costa oeste (o baixo é mais profundo e a batida é mais lenta).
Mas não quer dizer que Ren ficou só atrás do groove. Ele não seria o The Villain se fizesse isso. Na batida rápida da faixa título, ele cospe fogo em algumas (ele não diz os nomes) pessoas na indústria, também nos bastardos invejosos. Em retrospectiva, algumas de suas bravatas parecem um pouco malucas ("I'm tired of rappers with live instruments on the stage/save the shit for parades") mas isso tudo acontece quando você está escutando um lance de 1992.
"Final Frontier" é embalada por por uma batida encorpada e empolgante, que incorpora "The Bridge Is Over" e é ancorada por um refrão fodão pegajoso. E se me lembro bem, o refrão tornou-se uma camiseta, na real. Para dizer a verdade, a música é basicamente daquelas para animar a festa, porém pervertida e sujona. Onde você poderia ter "the girl looked fine, I stepped to her" e variações do gênero, você tem ao invés "It's just hardcore niggaz actin crazy on the stage/wearin gangsta clothes, yo, and spittin on the hoes" .
"Hounddogz" é legalzinha, nada especial, e "Right Up My Alley" é uma do jeito de Ren que a moçada já estava acostumada com o N.W.A., mas parada mais louca, a mais louca pela qual você deveria comprar o album, é "Behind The Scenes". Uma história bem doida rimada, que passa dos limites uma ou duas vezes talvez (porra, o último verso fala de orgia em família) é queira ou não uma loucuragem fodástica. A batida é definitivamente diferentona, a montagem no final é uma perfeição depravada ("DJ Train incessantemente jogando "She like suckin on DICK" "She Swallowed it" do N.W.A.) e a narração rimada de Ren brilha.
De qualquer forma o EP não tem enrolação. Direto na lata meia dúzia de sons bem loucos. Definitivamente melhor que um LP cheio de merdas no meio.
West Coast Classic!



ren my vfo azzzzo n.


Também conhecido como 187 (artigo criminal para assassinato na lei americana), é o debut de Snoop Dogg na carreira de rapper. A música é parte da trilha sonora do filme de mesmo nome.
A música fez grande sucesso como single, parte da trilha sonora e parte do album coletânea de Dr. Dre. "First Round Knock Out". Como dito no vinil original é a estréia do rapper Snoop Dogg em disco, que acabou lançando definitivamente a carreira do mesmo. A música apresenta samples de funk das décadas de 60, 70 e 80 como "(I Know) I'm Losing You" de Undisputed Truth e "Sing a Simple Song" de Sly & Family Stone (batidas de caixa). A música era para ser lançada no "The Chronic" de 1992 de Dr. Dre mas acabou sendo descartada por causa da confusão sobre a música banida "Cop Killer" do Body Count, e por tratar-se da matar policiais também. O filme não fez grande sucesso como dito antes mas a música sim. A música apareceu no video game "Grand Theft Auto: San Andreas" e foi tocada por T.I. e B.G. no VH1 Hip Hop Honors.
O video clip narra em imagens a história de um tira infiltrado na máfia que acaba envolvido nas drogas para não ser descoberto exatamente como no filme com Laurence Fishburne e Jeff Goldblum.
187 on a motherfuckin cop!!!

Ice-T - Home Invasion

Quinto album solo de Ice-T, senhor Tracy Marrow, lançado em 1993, o primeiro na Rhyme Syndicate Records.
Primeiro album lançado depois da controvérsia com a música "Cop Killer" do Body Count. A Sire/Warner Bros Records inicialmente ficou ao lado da banda com a liberdade de expressão, mas alguns dentro do conglomerado da Time Warner começaram a tomar uma postura mais pragmática com isso. O album era para ser lançado em novembro de 1992, mas as revoltas urbanas de L.A. ainda estavam frescas na mente das pessoas, uma eleição estava em processo e algumas músicas anteriores de Ice-T e Dr. Dre ainda estavam em trâmites legais, então Ice-T concordou em adiar o lançamento do album além de remover a música "Ricochet" que já estava na trilha sonora do filme de mesmo nome.
Com o lançamento do album adiado para fevereiro do ano seguinte, a gravadora disse para Ice-T que não lançaria o album com a capa proposta, que tinha um garoto branco imerso em cultura negra de gangs com ícones de violência em volta, mesmo já estando com número de catálogo 54119 e com single "Gotta Lotta Love" lançado. Ice-T inicialmente concordou, e optou por uma capa toda preta e com o título "The Black Album". Posteriormente ele sacou que seu futuro seria monitorado e censurado, e deixou a gravadora amigavelmente, assinando um acordo de distribuição com a Priority Records que lançou o album com a arte da capa original. Com o adiamento do album ele também aproveitou para atualizar as letras antes de lançar.
A música "It's On" começa com a frase: "Turn up the mic, dog, so I can get off / Find me Charlton Heston and I might cut his head off." O ator pressionou a Sire/Warner Bros para dissolver o contrato com o rapper por isso. A fixa título explora a idéia da casa de um supremacista branco sendo invadida por MCs políticos para resgatar as crianças de uma doutrinação racista. "Gotta Lotta Love" prega sobre uma trégua na guerra de gangs de Los Angeles. "That's How I'm Living" é autobiográfica descrevendo sua juventude. "Race War" é uma reflexão sobre as revoltas urbanas e um aviso sobre a possibilidade disso acontecer novamente. "Message to the Soldier" oferece conselhos para aqueles que estão envolvidos em hip hop político. Depois de se abster no album anterior, "O.G. Original Gangster", de rimas sobre sexo ele volta com duas neste disco em "Addicted to Danger" e "99 Problems".
O album arrebentou nas paradas e vendas na época e foi o último disco do Ice-T a ter conteúdo político significativo. Seus trabalhos posteriores foram mais voltados para o gangsta rap em geral. Isso reflete neste album que deixa de lado os apelos engajados que estavam presentes nos encartes dos albuns antigos desde "Power". Algumas pessoas viram este album como um princípio de declínio na carreira dele como rapper, com críticas cada vez mais desfavoráveis em relação aos albums anteriores, muito porque a onda estava saindo do rap político para outras variantes na época. Também a rivalidade entre costa leste e oeste estava no auge, coisa que Ice-T sempre manteve-se afastado. Ele nasceu em New Jersey, migrou para California, e fazia rap no estilo East Coast. Soube administrar bem isso tudo.
De qualquer forma este album é rap de primeira, para os que esperavam mais "Original Gangsta" só lamento. Este disco aqui é monstro.
Angry shit!

Ice Cube - War & Peace Vol.2 (The Peace Disc)

É bom deixar claro desde o início que conceitualmente a idéia de "War" e "Peace" desses dois albuns é furada. Esta é a segunda parte do projeto. Album que estourou nas paradas.
A música de abertura "Hello" tem a lendária formação de três membros do N.W.A., Cube, MC Ren e Dr. Dre. A faixa "You Can Do It" estourou na Europa anos depois nos clubs.
O album não teve a promoção que deveria com a gravadora dando preferência na época para Eminem que estava na moda. Por isso este foi o último com a Priority Records. E a mensagem vai na lata com "Record Company Pimpin'".
Este segundo disco continua gangsta como sempre mas com uns club hits e umas mais melosas como "Until We Rich", que mesmo assim manda uma bela mensagem para o homies.
A produção continua excelente como dito sobre o "Vol.1".
Another strong production from him.