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Makumbah - Despacho


Banda responsa de Leme / SP. A demo está disponível para download na própria page da banda.
Makumbah - Despacho

Segue mini release da page deles:
"Makumbah nasceu em Leme-SP em agosto de 2012, visando trabalhar músicas autorais A banda possui influências do Grindcore, Punk/HC, Crossover e Thrash Metal, buscando apresentar através do seu som atitudes de protestos em relação a política e sociedade. As músicas autorais são trabalhadas totalmente em português com o intuito de se expressar de forma direta."
Som aprovado pelo Chuck e abençoado pelo Murer Monster.
Thumbs Up!

Fear Factory - Soul of a New Machine [Remastered] Disc 1


"Soul of a New Machine" inovou na era dos anos 90 do metal alternativo, mesmo que poucos tenham notado isso na época. Fear Factory estava um pouco à frente de seu tempo em 1992, o ano em que a Roadrunner Records lançou "Soul of a New Machine", o album de estréia deles (entretanto tecnicamente não o primeiro, porque depois foi desenterrado o album demo "Concrete" produzido por Ross Robinson). A banda não encaixava-se bem em nenhum campo do metal da época: thrash metal (Slayer, Sepultura), crossover metal (D.R.I., S.O.D.), industrial metal (Ministry, Nine Inch Nails, Godflesh), death metal (Death, Obituary), grindcore (Napalm Death, Brutal Truth) e assim por diante. Somente esse fato já fazia do Fear Factory uma anomalia no mercado do metal da época. A Roadrunner lhes deu uma chance apostando mais na promessa do que nos resultados imediatos, e acertou em cheio. Um dos melhores produtores de death metal da época, Colin Richardson, voou da Inglaterra para Los Angeles (alguns dias após aquelas revoltas terem virado a cidade de pernas para o ar), e por duas semanas produziu o que tornou-se um marco na história do metal.
O que tornou "Soul of a New Machine" tão importante foi o fato do disco ter fundido numerosos aspectos de vários sub-gêneros: a pegada do thrash, as melodias raivosas do crossover thrash, o sincopismo da batida industrial, o grave embolado do death metal e a porradaria do grindcore. O mais importante foi que livraram-se da parte genérica característica desses sub-gêneros, resultando em um som único que não ficou cliché (apesar de ter virado alguns anos mais tarde). Na verdade, "Soul of a New Machine" não é o melhor album deles, nem perto, e também não abalou as estruturas da músicas na época. Entretanto, poucos anos mais tarde, quando a banda lançou "Demanufacture" em 1995, havia uma miríada de bandas misturando equacionando diferentes fórmulas metálicas, o que veio a se tornar o metal alternativo. "Soul of a New Machine" serve para entender de onde muita coisa nasceu, além de que se o ouvinte estiver apenas procurando mais um bom disco de metal, este também serve.
Continua no disco 2...


CD porrada dos ativistas de Pittsburgh, Pennsylvania, um som complexo e não ortodoxo.
Combinando uma espécie de techno-libertário com um grindcore feroz eles deixariam qualquer banda de mathcore orgulhosa aqui.
Infelizmente, as faixas de "Critical Art Ensemble" ficaram um pouco pedantes. "Micro-Consuming Machines" encaixa em mais ou menos 3 minutos um riff mid-tempo malvadão caindo em um massacre tortuoso no final. "Gameboy" com sua bateria engasgada e guitas estilo serra-elétrica circulares são um protesto para a revolução robô proletária.
O encarte do CD, vem com um livreto em várias línguas que mostra como hackear os velhos cartuchos de Gameboy para instalar softwares mostrando os prazeres do sexo e masturbação, no maior estilo subversivo, porém doente demais.




Album de despedida da banda bem legal, daqueles que parece acabar rápido demais e você tem que tocar ele de novo. Uma pedrada na orelha.
As músicas falam de política e as frustrações do dia-a-dia.

Enewetak - Onward to Valhalla


Eu sei o que você deve estar pensando. Olhando para essa capinha viking bundeira. Barquinho pegando fogo e talz, e esse nome aí. Mais uma banda esquecida de black metal norueguesa , certo? Enewetak deve ser alguma deidade suméria obscura, e esses caras devem usar corpse paint e tocar teclados, certo?
Errado! São uns caras hardcore comuns de Orange County, CA, eles não tocam teclados e não falam de diablitos e bobeiras similares. Eles parecem bastante com Dystopia. Bastante. Considere clone ou não, a banda é bem legal. Brutal hardcore.

Bad Acid Trip/Agathocles 7" Split EP


EP split que vem aparecendo aqui por causa do Bad Acid Trip, banda que traz um hardcore/grindcore de primeira, com seis boas músicas para quem gosta do estilo. O Agathocles aparece com duas músicas ao vivo em Berlin, horríveis e barulhentas, que dispensam maiores comentários.
Este EP saiu em duas edições diferentes incluíndo diferentes músicas do Bad Acid Trip. Esta versão aqui é um gold vinyl com edição limitada de 610 cópias pela Agitate-96 de 1998.
A banda Bad Acid Trip, para quem não conhece, é composta por um bando de lunáticos de San Francisco Valley que apresentam um som fora dos padrões, misturando vários estilos e temáticas. Vale a pena um conferida.
Crazy shit.

Throats – Throats

I just had to post this thing, simply because it really stuck in my player when I first heard this band. Completely angry and chaotic mix of screamo, hardcore, noise and other pissed-off shit, Throats throw quite a punch. I could only imagine experiencing this live… Mediafire

Extreme Noise Terror - A Holocaust in Your Head

Mais uma banda singela que originalmente consista de Dean Jones e Phil Vane nos vocais, Pete Hurley na guitarra, Jerry Clay no baixo e Pig Killer na bateria. Em 1987, ENT caiu nas graças de John Peel, sob recomendação de seus amigos de Ipswich da banda The Stupids. Depois de vê-los ao vivo no Caribbean Centre em Ipswich com sua esposa e filho, Peel ofereceu-lhes seu primeiro (de quatro) Peel Session para BBC Radio 1, que foi lançado pela Strange Fruit (gravadora britânica fundada por John Peel e Clive Selwood). Um segundo Peel Session foi gravado em maio seguinte. Durante esse período, as baquetas estavam a cargo do ex baterista do Napalm Death, Mick Harris, que logo saiu para formar o Scorn e foi substituído por Tony "Stick" Dickens (da banda de crust Doom). O baixista Clay foi substituído por Mark Gardener, e essa formação gravou o debut album do ENT, "A Holocaust in Your Head", que futuramente foi votado número 3 na Terrorizer na categoria Essential european grindcore albums, descrito como: "marrying a thick crust-punk crunch and vitriolic lyrical assault with the newborn, clattering fury of grindcore, 'Holocaust...' followed Napalm's heroic uppercuts and haymakers with a Doc Martin in the goolies.". A banda então saiu em tunê pela Europa e Japão para divulgar o album.
Mais uma banda que juntamente com Carcass, Napalm Death fundaram um novo estilo, apesar das críticas. O album é composto de riffs homicidas, baixo estrondoso e bateria maníaca super rápida. As letras vão desde temática anarquista e direitos dos animais até críticas inteligentes. Destaque para "Conned Through Life" que dá um tapa na cara dos chatos straight edges.
Este disco saiu em vários remasters, geralmente com ordem das músicas diferentes e nomes trocados, o que está postado aqui é o correto.
A música "We the Helpless" é na verdade um cover de "Who the Helpless" da banda japonesa Kuro, com letra diferente.
True grindcore, a classic!

Napalm Death - Scum

Disco que colocou o grupo no Guinness Book of World Records com a música mais curta do mundo, "You Suffer" com precisamente 1.316 segundos de duração. Primeiro album da banda inglesa de grind que fez história.
Em 1986 a banda que era um trio composto por Nicholas Bullen no baixo e vocal, Justin Broadrick na guitarra e Mitch Harris na bateria gravou sua sétima demo, "Scum", que era para ser parte de um split LP com a banda inglesa de hardcore Atavistic pela Manic Ears Records. Essa demo tornou-se o lado A do primeiro LP da banda chamado "Scum" de que tratamos aqui. Após essa sétima demo a banda sofreu várias mudanças de formação. Nic Bullen estava tornando-se frustrado com a direção musical do grupo e perdendo interesse em tudo, como resultado Jim Whiteley foi chamado para tocar baixo na banda. A banda tocou como quarteto por um tempo até Justin Broadrick sair para tocar bateria na banda local Head of David. O grupo então foi procurar guitarrista testando Frank Healy (ex Annihilator, depois Sacrilege e Cerebral Fix), para ficar com Shane Embury (ex Unseen Terror e fã da banda). Depois da saída de Broadrick, a insatisfação de Nic Bullen tornou-se ainda maior levando-o a sair do grupo no mesmo ano (para focar-se em seus estudos em literatura inglesa e filosofia na universidade). Com a saída de Bullen e Broadrick a banda foi procurar novos membros. O guitarrista Bill Steer tocava em uma banda em Liverpool chamada Carcass e dada a afinidade entre as bandas ele juntou-se ao Napalm Death, mesmo ainda tocando no Carcass. A banda chamou um amigo, Lee Dorrian, devido a sua amizade com o grupo (ele organizou vários shows para a banda antes) mesmo ele nunca tendo tocado em alguma banda antes. Essa formação gravou o lado B do LP "Scum" no estúdio Rich Bitch em maio de 1987, lançado pela Earache Records. A banda perdeu outro membro pouco mesmo antes do lançamento do disco, Jim Whiteley deixou a banda para juntar-se ao Ripcord, e Shane Embury (que era baterista no Unseen Terror) foi para o baixo.
Resultado de tudo isso: O lado A do disco foi gravado originalmente com um orçamento de 50 libras no estúdio Rich Bitch em agosto de 1986. Depois de toda essa lambança aí na formação o lado B foi gravado no mesmo estúdio em maio de 1987. Somente o baterista Mitch Harris tocou nos dois lados do LP.
A ótima capa do disco foi desenhada por Jeffrey Walker do Carcass. Essa capa já saiu em várias cores, laranja, dourado, verde, azul e amarelo.
O album revolucionou e afirmou o grindcore como estilo no mundo também, dando luz ao estilo até então obscuro. Como pais do grindcore, a banda experimentou com o metal e o hardcore a um nível extremo, rejeitando noções de melodia e gosto comum para um assalto sonoro impiedoso e brutal. Essa experimentação resultou no estilo que caracteriza-se por uma espécie de ataque extremista sonoro, músicas curtas, vocais demoníacos e comentários sócio-políticos de protesto. Um estilo novo, trazendo o reflexo da degradação social e cultural, um retorno ao primitivismo na era moderna, um soco na cara.
John Peel novamente (como com o Carcass) teve papel importante na divulgação deste album da mesma forma.
Para quem quiser aprender onde tudo começou.
A classic!!!

Carcass - Reek of Putrefaction

Originários da mesma cidade dos Fab Four, caso alguém não saiba, Liverpool. Banda singela que começou com o nome de Disattack em 1985 e em 1987 mudou para Carcass, mesmo ano em que lançaram sua primeira demo chamada "Flesh Ripping Sonic Torment" o único registro com o vocalista Sanjiv que deixou a banda logo depois. No ano seguinte a banda lança seu primeiro album pela Earache Records, com Bill Steer e Jeff Walker se revezando nos vocais, contando com uma produção tosquíssima gravado em apenas quatro dias em um pequeno estúdio em Birmingham. Segundo Bill Steer, o engenheiro de estúdio arruinou o album, especialmente os tracks de bateria. A banda tinha apenas algumas horas disponíveis para mixar o disco e tiveram que lançá-lo assim mesmo para cumprir o prazo da gravadora. Quando o master foi mandado para a prensa, o vinil original teve que ser prensado em volumes menores, porque as frequências do baixo eram tão baixas (algumas vezes alcançando 25Hz) que corria o risco de fazer frequências mais altas tornarem-se inaudíveis. Apesar da banda ter se manifestado contra o resultado das gravações do album ele caiu nas graças do apresentador lendário da Radio 1, John Peel. E devido a esse interesse a banda foi convidada para sua primeira Peel Session em 1989 onde estreiaram material de seu segundo album. John Peel em 1988 declarou para o jornal britânico The Observer ser seu album preferido do ano.
Quando lançado o album alcançou a 6# nas paradas UK Indie Chart, estabelecendo o Carcass como um dos pioneiros da gênero grindcore.
A capa original consistia de colagens de fotografias de autópsias retiradas de jornais médicos. O album foi relançado em 1994 com uma versão limpa, no caso esta capa deste texto. Em 2002/2003 o album foi reimpresso com uma capa extra etiquetada com "Original artwork contained inside", e velha capa gore dentro.
Além de terem sido consagrados como um dos pais do gênero grindcore com este disco também foram pioneiros nas letras, depois largamente usadas pelo metal extremo, que aprecem ter saído de livros médicos e tratam de lacerações, pus, sangue e toda podreira gore imaginável. Apesar das letras e do som os integrantes da banda são pacifistas e vegans inveterados.
Para quem ainda não conhece este clássico, ele é um dos albums de grindcore mais intensos jamais lançados, ainda sem as misturanças com death metal, é da época em que o grindcore e o goregrind eram mais puros. Pegavam o discore e o crust para transformá-los em grindcore por assim dizer.
Album que quebra tudo!

Assück - Necro Salvation

Mais uma old!Bem, o Assück foi formado na Flórida no ano de 1987 mas apenas em 1989 gravaram seu primeiro EP entitulado "Necro Salvation".As letras falam basicamente de política e ativismos,tendo em vista suas origens anti-capitalistas e anarquistas.Ótima banda,mas não recomendo pra quem não curte grind,ainda mais old assim! (lol) Mediafire

Brujeria - Raza Odiada

Brujeria é um projeto paralelo de membros do Fear Factory (o guitarrista Dino Cazares, o vocalista Burton C. Bell) e do Faith no More (o baixista Bill Gould). Os outros componentes da banda não são conhecidos, pois não usam seus verdadeiros nomes, e sim apelidos. A banda conta com o vocalista Juan Brujo, três baixistas, Guero Sin Fe, Fantasma e Hongo, e é completada pelo guitarrista Asesino, o baterista Greñudo e o misterioso diretor diábolico Hozicón. O som é um thrash-death-grind, com letras em Espanhol que falam de Drogas, Satanismo e Política. Megaupload