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George Clinton - Computer Games [Vinyl LP]


Seguindo a dissolução de seu império do Parliament Funkadelic, que ruiu entre 1980-81 depois de um revés criativo e comercial, George Clinton reemergiu em 1982 na Capitol Records como artista solo. "Computer Games", sua estréia solo, é na verdade solo só no papel, uma vez que, o album apresenta no grosso vários músicos do P-Funk com os quais Clinton colaborou nos anos anteriores, mais notavelmente Bootsy Collins, Gary Shider, Fred Wesley e Walter "Junie" Morrison. Como sempre, Clinton fica em evidência o tempo todo em "Computer Games", e suas performances vocais são malucas e charmosas como sempre, especialmente nos dois singles de sucesso, "Atomic Dog" e "Loopzilla". De um ponto de vista musical, há uma pesada ênfase aqui em sintetizadores e baterias eltrônicas, consideravelmente maior do que em qualquer trabalho anterior do P-Funk. Parcialmente por causa da época, por ser começo dos 80, e também pelo menor leque de músicos à disposição na época. Seja qual for a razão, "Computer Games" marca uma guinada do passado de Clinton de várias maneiras, e mesmo que tenha sido um renascimento de sucesso, com "Atomic Dog" encabeçando as paradas de R&B e eventualmente tornando-se imortalizada por artistas de hip-hop pós-modernos, em um golpe do destino este esforço solo também marca o zênite de sua carreia solo, ao passo que ele vai progressivamente tropeçando criativamente nos anos subsequentes.
Supah funky!!!

The Meters - The Meters Jam


As dez músicas neste CD vão do ótimo ao mediano, principalmente porque os Meters insistiram em cantar e simplesmente não eram grandes vocalistas. Suas conduções e harmonias em "Come Together" e "Bo Diddley", entre outras, foram exuberantes, mas não adicionam nada perante os originais. Por outro lado, não houveram muitos grupos em qualquer estilo que apresentassem tamanha química e alma juntos. Seus inspirados ritmos funk quase apagam os fracos vocais (fracos em comparação ao nível da banda, ainda superiores a qualquer tranqueira que escutamos hoje em dia).
Overlooked gem.

Galactic - Ruckus


No seu quarto disco de estúdio propriamente, ("Vintage Reserve" foi uma coletânea e "We Love ´Em Tonight" foi um ao vivo) Galactic move-se sem reservas para não muito longe de seu passado como uma banda da pesada de jazz & roll representando New Orleans, assim como move-se em direção a uma nova tradição deles, o Voodoo funk. Tem um algo a mais entretanto. Não meramente contentes em flertar com as estéticas de Mardi Gras Indians ou Dr. John, Galactic aponta firmemente em direção do presente tecnológico com sua música primordial de máquina de grooves. O baterista Stanton Moore usa tantos loops quanto os faz organicamente, baixo, baixo, e mais baixo é a ordem do dia, e estranhos sons de teclado aparecem borbulhando como se em uma sessão perdida de Lee Perry virasse digital. Isso faz deste um disco de techno ou electronica? Poupe-me. "Ruckus" é uma viagem sinistra para o outro lado da meia noite. A festa ou incendeia ou mela toda, isso acontece naquele distinto limiar, aquele ponto no tempo onde tudo é possível. E possibilidade é sobre o que se trata "Ruckus": orgãos fervilhantes encontram cordas acústicas e elétricas paralelamente sob uma série de ritmos sincopados de Moore em "Bongo Joe". Linhas pontudas de sintetizadores feitas por Richard Vogel encontram guitarras irregulares e pesadas tocadas por Jeffrey Raines em "The Moil". Monstruosos loops de ton ton colidem com linhas de baixo e riffs de teclados anes de Raines aparecer no rodapé acústico para aliviar o funk não convencional em "Kid Kenner". Isso é música como uma desconstrução da paleta acústica, com a desconstrução, morte e renascimento de uma banda. Como Medeski, Martin e Wood antes deles, o Galactic ficou bem melhor para seu novo e destemido direcionamento. "Ruckus" não é um album muito menos roots do que foi "Coolin´ Off". Talvez até seja mais porque para usar toda essa parfernália e criar esse tanto de grooves matadores que a banda apresenta aqui, só há um lugar onde se possa ir encontrar a fonte: no próprio ritmo (se você precisa de mais evidências escute "The Beast" e deixe ele mexer com sua cabeça e corpo). Altamente recomendado.
So funky!

Earth Wind & Fire - Greatest Hits


Pode parecer uma parada meio gay,mas eu sou fanzaço desses caras.Com todos seus gritinhos agudos e meio histéricos o E.W.F se tornou uma das maiores lendas do soul de todos os tempos.Formada originalmente em 1969 em Memphis nos EUA,por Maurice White e uns colegas com o nome inicial de Salty Peppers,a banda mudou de nome por conta do esoterismo de White,cujo nome da banda tem algo a ver com seu signo!
Mas o sucesso mesmo só veio nos anos '70 quando ganharam um grammy por uma trilha sonora qualquer ai que nem me dou ao trabalho de saber qual é,com sucessos da época como "Shining Star","That's The Way Of The World","Africano" e "Reasons"(por acaso era um Grammy de melhor álbum Funk).
Mas o melhor (e põe melhor nisso) estava a caminho.Em 1979 era lançada "boogie Wonderland",do álbum "I Am",o hino do E.W&F,música que estourou nos 4 cantos do mundo.Em seguida,em 1980,outro megahit," Let's Groove" o álbum "i Rise".
Este "Greatest Hits" contem tudo isso,além da ótima "September".Tudo isso e muitas outras músicas bem dançantes que lembram aquela sua tia bebada dançando na salade estar quando você era moleque (wait..what?).

Mediaifre

James Brown - Sex Machine: The Very Best of James Brown


Grande coletânea de uma das figuras mais influentes da música popular. São 20 músicas do avô do funk, abrangendo um longo espaço de tempo. Os maiores hits de sua carreira estão aqui.
Soul and funk to the bone.

Sly & The Family Stone - A Whole New Thing


Seguindo o sucesso deste disco, esta banda lendária apresentou-se no festival de Woodstock. Este é o debut album de 1967, não exatamente um disco de funk mas uma variedade de soul psicodélico e rock sessentista, incluíndo umas poucas baladas gospel/blues. Pode não ser o melhor album deles, mas é deste onde tudo se origina. Talvez um dos grandes albums que ficaram perdidos na história.
Trip to your hearts.

Funkadelic - Uncle Jam Wants You

Album de 1979 da banda (décimo primeiro), apesar de ser mais comercial que os anteriores, é bem mais funk que qualquer coisa feita na época. O som é aquele tradicional Funkadelic, inconfundível. Produzido por George Clinton com o pseudônimo de Dr.Funkenstein.
"Freak of The Week" abre o disco no maior estilão super funky. Em seguida "Knee Deep" que com certeza é a obra prima do album, rodando por mais de 15 minutos, pode parecer repetitiva mas é uma verdadeira viagem com ótimos solos de guitarra e pirações nos sintetizadores.
Nota-se uma militância maior neste album do que nos anteriores, com George Clinton na capa sentado na pose de Huey Newton estilão Black Panther, e na temática musical em geral.
"Knee Deep" é uma das músicas mais sampleadas do rap/hip-hop.
Funk on!!!